"The prevailing theory is that the term refers to a classic skit by Monty Python's Flying Circus. In the skit a couple in a restaurant tries in vain to order something that does not have SPAM in it. As the waitress lists endless dishes, all of them containing increasing amounts of SPAM, a group of Vikings in the corner begin to sing "spam, spam, spam, spam..." until all useful information is drowned out."
But where did the connection between unwanted SPAM and unwanted Spam come from?
E foi mais 1 banho de sangue na história russa, mais de 150 mortos é o 1º balanço do assalto à escola. O pior já era de temer, por um lado temos 1 presidente russo que diz que não dialoga com terroristas e por outro terroristas extremistas que se servem de todos os meios possiveis para conseguir os seus fins.
Curioso que quando começou a guerra na Tchechenia os EUA consideravam que era 1 problema de auto-determinação, entretanto a situação complicou-se e agora temos 1 caso sério de terrorismo, não se pode considerar guerrilheiros 1 bando de homens armados que rapta crianças.
E o pior é que vai ser só mais 1 caso de uma história que parece não ter fim.

Significados das cores da Bandeira de Moçambique
Verde= representa riqueza do sol.
Preto= O continente Africano.
Amarelo Dourado= A riqueza do subsolo.
Branco= A justiça e luta do povo de Moçambique e sua Paz.
Vermelho=representa a resistência secular ao colonialismo, a luta armada de libertação.
"Geografia:
Moçambique encontra-se na costa oriental da África entre a África do sul e a Sul Africa e Tanzânia com uma área de 313,661 milhas quadradas. Moçambique é dividido-se em duas regiões principais no sul a terra é baixo e no norte a terra é alta,separando-as rio Zambezi. Assim, no sul a altitude é em média 200 acima do nível do mar por quase toda a regiao, excepto em Chimoio. No norte as montanhas tem uma altura media de 5000 a 8000 pés de altitude. A rede hidrográfica compreende mais de 65 rios. O clima do país é tropical. Alguns recursos naturais são carvão, titânio, e gás naturaes.
A capital é Maputo, a sul, conhecida antes da indepêndencia como Lourenço Marques. Moçambique foi, do século XV XVI até 1975 uma colónia portuguesa, conquistando nesta data a independência, após mais de 10 anos de luta armada contra o poder colonial.
Embora a lingua oficial seja o português, a maior parte da população fala pelo menos uma língua africana, por vezes não aprende português. "
Mais info aqui
Será que algum dos nossos visitantes tem 1 gravador de dvd ? Não estou a falar de 1 gravador de dvd no computador mas sim 1 que esteja ligado à tv. É que 4ª feira na TVE Internacional às 00h00 dá o concerto dos miticos, únicos e incomparaveis Anathema gravado há umas semanas na radio 3 espanhola. E este fã queria muito ficar com esse concerto gravado.
Se houver algum visitante que mo grave depois podemos acertar contas.
Vai ser uma 4ª feira em grande, 1º Portugal apura-se para a final e depois dá Anathema na tv :)
Tenho entre 1 e 2 anos.
Fui abandonado por ter otites.
Um veterinário bondoso adoptou-me, tratou-me e tentou arranjar-me dono.
Infelizmente por não ser bébé nínguem me quis e passei 8 meses numa gaiola, até que uma senhora bondosa soube da minha história e me levou no mesmo dia para o escritório onde trabalha em Gaia.
Habituei-me a fazer o xixi e cócó na caixota de areia que me arranjaram e tratam-me muito bem.
A contra gosto até deixei que me castrassem para parar de marcar território em todas as pernas das secretárias onde passava.
Passo os dias a dar turras nas pernas das pessoas que passam por mim e gosto de cólo, de dormir e de passear pela varandas.
No entanto, fico triste no fim de semana porque passo dois dias sózinho.
Preciso de um lar onde tenha companhia e me façam festinhas.
Aqui estão umas fotos minhas tiradas há bocadinho depois de uma grande soneca à hora do almoço.







Ontem à tarde fiquei de ir buscar um certificado - que já deveria estar pronto - às 14.30; depois duma seca de 1hora à espera que uma simpática administrativa chegasse, não sei de fazer o quê; depois do seu regresso sem um pedido de desculpas ou uma mera justificação, com apenas a frase "Está com pressa?"; depois da minha resposta "Estou. Com muita!" - que em nada serviu porque a dita administrativa demorou mais uma hora para imprimir o simples certificado. Processo este, intervalado com muito corta e cose; depois de eu ter batido vários recordes nos diversos jogos do meu telemóvel; depois de chegar ao meu carro, colocar a chave na ignição e não obter resposta; depois de estar mais uma hora à espera do mecânico para vir buscar o carro - aproveitei e foi para a revisão -; depois de chegar ao escritório e ficar a resolver questões burocráticas, quando deveria estar concentrado noutro tipo de trabalho.
Depois de um dia tão produtivo como de ontem, só um ainda melhor como o de hoje: Uma reunião marcada em Matosinhos às 9.15, que se estendeu para Gaia às 10.30 e que terminou já passava a hora do almoço. Cheguei aqui (Leça do Balio) às 17.15, com mais meia hora em cima para fazer o ponto de situação da reunião-maratona.
Ainda bem que tou sem carro e hoje ainda tenho de estar no Porto às 20.00.
Serve a presente para dar os primeiros sinais de vida.
E desde logo para justificar a minha ausência futura.
Após aturadas negociações, acabei por aceder ao convite para colaborar pontualmente na qualidade de Benfiquista trauliteiro... e já agora, também como Salgueirista fatelas, clube que em tempos foi da zona de Paranhos (hoje não se sabe bem de onde é), sempre em destaque no PdP.
Infelizmente a colaboração não será assídua nos próximos tempos, já que a conselho médico, estarei ausente por duas 2 semanas em Cuba.
Também informo que não poderei responder de imediato a qualquer comentário, pois, apesar do esforço, ainda não consegui convencer a minha entidade patronal das vantagens que o acesso à Internet teria na produtividade aqui do rapaz.
Por outras palavras, internet só depois das nove da noite e quando as coisas correm bem.
Como a apresentação já vai longa, despeço-me com uma pequena foto do local eleito para retemperar forças, o Bahia Principe Varadero, caso alguém também esteja a precisar de recarregar baterias.
Prometo mais fotos no regresso, agora que se acabou o stock das Maldivas.
HASTA LA VISTA


Faz hoje vinte anos que morreu o maior ciclista português de todos os tempos. Joaquim Agostinho morreu no dia 10 de Maio de 1984 às 9.37.
Foi preso Manuel Martins que há 30 se faz passar por padre, pelos vistos já esteve preso por fraude e agora foi preso por pedofilia, ou seja tem todas as caracteristicas de 1 padre verdadeiro.
De manhã enquanto sigo para o trabalho, por vezes ouço a Antena 3, e no seu programa matinal habitual ouvi este belo momento de rádio, num concurso onde 2 ouvintes têm de responder a uma dada pergunta, e as respostas começam pelas letras do alfabeto e seguem até um perder.
A pergunta de hoje era "Nome de jogadores do Porto".
Já íam na letra D quando:
Ouvinte 1: por D, Deco
Ouvinte 2: por E...por E...
Apresentador: Tens direito a ajuda, queres utilizar agora?
Ouvinte 2: Sim, pode ser.
Apresentador: Estás num cruzamento, podes virar à esquerda ou à direita, o nome do jogador do Porto é um diminutivo de uma das duas direcções.
Ouvinte 2: ora...ora...hum....hum...Evandro!!!
Apresentador: Esse nem joga no Porto. (entretanto acaba o tempo). Era o Esquerdinha.
Ouvinte 2: Ei, o esquerdinha, pois é. (dito de forma que não percebeu a gaffe que tinha cometido)
Repórter: Como é que te chamas?
Ouvinte: Gracie (a mulher é brasileira)
Repórter: E usas fio dental?
Ouvinte: Não, é um nome americano.

Estes senhores são uns chulos. Tive uma avaria e não conseguia aceder à Internet, telefonei para lá e eles enviaram a minha casa um técnico. Reparou a avaria e ficou tudo a funcionar. Assinei a folha de serviço e já na altura avisaram-me que iria ser cobrada a deslocação.
Antes que chegasse o final do mês, enviei um mail a dizer que não pagava nada e que a culpa não era minha. No final do mês, lá chegou a factura com a assitência incluída. Não paguei a factura e já devo 2 meses.
Já me telefonaram e já me ameaçaram por mail que iriam cortar o serviço. O que mais que chateia é que no ano passado gastei só com Netcabo perto de 700€, não sou um cliente qualquer, e já nem conto com o que pago à TVCabo que é do mesmo grupo. Já reclamei por telefone e eles nem ligaram. Ou seja, só me resta uma alternativa, mudar para a concorrência, mas temo que o tratamento seja o mesmo.
O sensor e a janela são os culpados da minha vinda ao meu local de trabalho às 02.40, depois de incessantes telefonemas da parte da Securitas.

Vou dormir, que a minha vida não é isto e amanhã trabalho.
janelas há muitas! porta há só uma, eventualmente duas, a das traseiras.
será o papeldeparede uma porta das traseiras?!

Nasceu de uma discussão entre um aluno e um professor, quando este se queixava da comida numa escola numa favela, no caso concreto uma salada, e o aluno lhe fazia ver que aquela era a sua única refeição do dia. Depois criaram um enorme espaço de cultivo, com alimentos para uma imensa comunidade e foi crescendo até se tornar no Viva Favela. Vale a pena espreitar.
para o alargamento europeu. com isto a ue vai passar dos actuais 15 países e 380 milhões de cidadãos para 25 países membros com cerca de 500 milhões de pessoas.
os novos países são : Chipre, Eslovénia, Estónia, Hungria, Letónia, Lituânia, Malta, Polónia, República Checa e República Eslovaca esperando-se que até 2007 Bulgária e a Roménia possam aderir.
e como nos diz o site da comissão europeia "a Turquia não está de momento em negociações de adesão"
algumas notas:
- será que com o fim do frenesi coleccionista de países, os eurocratas vão começar a tentar explicar às pessoas o que é a ue, para que serve e a sua importância?
- será que finalmente vão começar a preocupar-se com as contas da ue? que sentido faz gastar (penso que) mais de 50% do orçamento da ue na agricultura?
- de notar que a ue passa a incluir paises que têm problemas tão básicos como a definição de fronteiras ou soberania (vide chipre)
- ...
os novos membros e o euro (que não o 2004)
os novos membros e as fronteiras
http://europa.eu.int/index_pt.htm

Confesso que pelo nome Monteiro Lobato nunca chegaria ao sitio mais famoso do brasil, o que é curioso é que pelos vistos (e confesso a minha completa ignorância) ele também teve um percurso militante muito interessante.
"Personalidade de múltiplos interesses, Lobato esteve presente nos momentos marcantes da história do Brasil. Empenhou seu prestígio e participou de campanhas para colocar o país nos trilhos da modernidade. Por causa da Revolução de 30, que exonerou funcionários do governo Washington Luís, ele estava de volta a São Paulo com grandes projetos na cabeça. O que faltava para o Brasil dar o salto para o futuro? Ferro, petróleo e estradas para escoar os produtos. Esse era, para ele, o tripé do progresso. "
mais info aqui

A propósito da assinatura de um dos membros do Fórum Sons, aqui fica o link do site.
Fez-me reviver a minha tenra juventude com um sorriso nos lábios.
Que saudosista que eu estou!

Já não passava há algum tempo em frente à câmara municipal de VN Gaia, e quando passei no outro dia por lá, em conversa com a minha mulher, lembramo-nos do Polícia Sinaleiro que por diversas vezes estava no meio da estrada a controlar o trânsito. Será que estou a ficar velho?

Na enquete referente ao "Macaco Adriano", Luís Delgado não dá hipóteses à concorrência e lidera isolado a votação à pergunta "Quem da seguinte lista é o macaco Adriano?". Com mais de 70% dos votos, Luís Delgado, que se recusou a comentar estes resultados, deverá ser o vencedor deste segundo enquete do Papeldeparede. Rui Santos que ocupa a segunda posição, poderá aproximar-se do Administrador da Lusa, pois com o fim de semana desportivo à porta, esperam-se comentários despropositados e cheios de piada no seu "tacho" habitual. Já quanto a Moraes Sarmento, com apenas um único voto, era capaz de conquistar a opinião pública se pintasse o cabelo ou fizesse umas "nuances" laranjas.
Que bela produção nacional, TVI!
07:30 - Diário da Manhã - Outros - Produção Nacional
10:00 - Olá Portugal - Talk Shows
13:00 - TVI Jornal - Informação
14:00 - 11º Aniversário TVI - Outros - Produção Nacional
18:30 - Morangos com Açúcar - Séries Nacionais
20:00 - Jornal Nacional - Informação
21:30 - Morangos com Açúcar - Séries Nacionais
22:00 - Queridas Feras - Novelas Nacionais
23:00 - O Teu Olhar - Novelas Nacionais
00:00 - Na Noite do Crime - Filmes
02:00 - Causa Justa VI - Séries Internacionais
03:00 - Adultos, Mas Pouco! - Séries Internacionais
03:30 - Adultos à Força - Séries Internacionais
Reparem que no horário mais nobre de um dia de TV, das 18.30 às 24.00, a TVI transmitou 4horas de telenovela. Intercalado apenas pelo populista e demasiado extenso (1.30h) Jornal Nacional.
Isto, nem tendo em conta sequer a repetição da magnifica gala dos 11 anos da TVI, onde podemos assistir a representações magnificas - e textos superiores, provalvelmente de autoria da dupla Sérginho/Tozé Martinho - de Miguel Sousa Tavares na pele de um arrumador de carros; Juca Magalhães de Adepto do FCP uma vez e de Camões de outra; Carlos Ribeiro adepto do SLB; António Peres Metelo de mafioso; alguns jornalistas desportivos de mosqueteiros; uma jornalista loira estrábica de Barbie, entre outras preciosidades.
Esta foi a programação escolhida para o dia de Carnaval deste ano.
Now, Soon, Someday

Fundador dos Anti-Pop Consortium, no ano passado lançou o seu primeiro album a solo, no pseudónimo "Beans". O ano de 2003 conheceu "Tomorrow Right Now", e Beans mostrou porque pode ser considerado um intelectual do hip-hop. Talento que se comprova entre a produção e a lírica, este seu album mostrou ao mundo a capacidade para a criação de um estilo pouco comercial mas cheio de energia e que não passou despercebido a quem anda atento a este estilo musical.
Com a entrada do novo ano, uma espécie de mini album "Now, Soon, Someday", acaba de sair pela editora de sempre "Warp" e com as participações dos não menos fabulosos "EL-P" e "Prefuse 73". Não é uma obra prima, mas sim um cd essencial a quem percebe que o hip-hop não é só Eminem e outros que tal.
Pequeno apontamento da "The Beat Surrender":
"In the world of renegade hip-hop, Beans means, not Heinz, but a former Antipop Consortium stalwart who brings a certain cerebral ruckus. On this new nine-track outing, he again knocks us one way with his outra-cosmick lyrical verb-schtick, then wallops us back again with beats forged from discarded titanium diodes and melted antique synths. The inclusion of remixes from Prefuse 73 (Mutescreamer, Phreek The Beat) and El-P (Mutescreamer) is inspired. Ignoring this album is .like wearing a fleece in a sauna. - you just wouldn.t wanna do it"
O Sargentão
Consta nos meandros do mundo futebolístico que, após a nossa humilhação contra a Espanha, Maniche deixou de estar nas graças de Scolari. Tudo por causa de algumas declarações aos jornalistas com que o nosso seleccionador não concordou. Depois não se admirem se noventa e nove por cento das entrevistas a jogadores resultarem em 'São 11 para cada lado, a bola é redonda, jogamos bem, estamos todos de parabéns pela vitória/empate/derrota. Já estamos a pensar no próximo jogo contra um adversário muito difícil. O importante é a equipa se mantenha-se (sic) unida' mesmo que a pergunta tenha sido 'Então Didi, o que faz nos seus tempos livres?'. Scolari é da velha escola 'Octávio Machado' - duro, inflexivel, prefere sacrificar a equipa que orienta do que ver a sua personalidade autoritária beliscada. O resultado é fácil de ver - apesar de ser o treinador campeão do mundo os adeptos brasileiros não descansaram enquanto não viram Scolari pelas costas e escolheram venerar outros 'heróis'. Pauleta marca um golo, corre para o banco e ... passa pelo seleccionador já de braços abertos, para abraçar Luís Figo. Quanto a Octávio Machado, esse génio incompreendido, após sair pela porta do cavalo é visto a conduzir, ressabiado e chateado com o resto do mundo, o seu tractor na vã esperança de que, qualquer dia, alguém se lembre da sua existência.
Apenas o tempo de uma conversa

E de repente, eles encontram-se outra vez. Sim, o cinema ainda nos oferece boas surpresas.
El-Producto

Devo confessar que só conheço El-P, a partir do fabuloso album "Fantastic Damage". Em 2002, ano em que saiu, foi um dos melhores que ouvi, e ficou-me na memória. Depois escutei ainda "El-P presents Cannibal Oxtrumentals" e o nível continuou muito alto, definitivamente El-P tinha entrado na minha galeria de músicos notáveis.
Quando este ano foi anunciado o novíssimo "High Water: Mark" fiquei bastante estunsiasmado, pois o mestre estava de volta, só que, desta vez, a produção passa por um estilo completamente diferente. El-P, o compositor de Jazz.
Convidou para a execução neste seu novo trabalho, alguns dos melhores executantes de Free Jazz, a saber, William Parker, Matthew Shipp e Daniel Carter, e posso garantir que o trabalho é notável.
Aqui fica o registo de uma crítica ao novo trabalho de El-P:
"High Water (Mark) is the latest jazz-not-jazz offering from Thirsty Ear's Blue Series imprint. As with other releases from the Matthew Shipp-led imprint, it pairs a non-jazz artist with Shipp and his regular New York compatriots. In theory, producer-rapper EL-P, who doesn't rap on this album, is a perfect candidate for this kind of collaboration. He's a risk-taking intellectual with a knack for finding pleasure in the ominous and beauty in noise--qualities that mesh with Shipp's heady, sometimes dissonant, often moody music. "Get Modal" points to what this album could be. Featuring a propelling bassline from the always-wonderful William Parker, the tune is a passionate acoustic-electronic collage of melody, ad lib, and craftily placed samples of steel guitar and filtered soul singing. The funk workout "Get Your Hand Off My Shoulder, Pig" is less interesting, but manages to light a small fire under a simple descending chord change, while drummer Guillermo Brown pushes EL-P's beats toward New Orleans.
The rest of the album is pushed to some far less vibrant place. Three of the tracks fool around with Charles Aznavour's "Yesterday When I Was Young (Hier Encore)," with Shipp providing cocktail-piano parodies, and a general spirit of pointlessness prevailing. Elsewhere, the harmonically stingy backing tracks seem to bore the players (the album also features trumpeter Roy Campbell, trombonist Steve Swell, and saxophonist Daniel Carter), who collectively improvise/noodle together as if the life of a senescent gnat depended on it. Lord knows the world is full of worse music than this, but given the talent involved, I wonder if a better title might have been Ebb (Tide)"
Sugestão Gastronómica

Há já uns anitos atrás, eu e mais alguns posters do papel resolvemos passar boa parte da noite nos Maus Hábitos no Porto. Quando saímos estávamos com a larica ao rubro e resolvemos ir ao Tropicália comer um daqueles "pequeninos" hambúrgueres que lá são servidos. Às horas que eram, as alternativas não eram muitas, talvez o muito "bem frequentado" Big-Ben fosse outra boa opção.
Decisão tomada, só faltava convencer apenas um elemento que não estava com disposição de ir dar ao dente. Não foi a bem foi a mal, já que alguém teve a brilhante ideia de levar o telemóvel de quem não cria ir como forma de chantagem. Resultou, e cada um seguiu no seu carro.
Chegados ao Tropicália do CrytalPalace, aguardamos pacientemente que o dono do telemóvel chegasse, aguardamos, aguardamos, aguardamos e...nada.
Desistimos e como não tínhamos forma de contactar quem não estava presente, fomos encher o bandulho. Eis que senão quando, no meio de mais uma valente dentada, o telemóvel do ausente toca e...era ele mesmo, o próprio!
O rapaz tinha ido para outra Tropicália que há na Boavista e que nenhum de nós sabia da existência.
Serve esta historieta de mote para informar que aqui na minha terra adoptada, a do valente Lidador,mais conhecida por Maia, também já tem a sua Tropicália, bem no centro, perto da também nova e recentemente inaugurada loja do estilista José António Tenente.
Eminem quer comprar rancho de Michael Jackson
Segundo a estação de televisão ITV, o rapper está interessado em comprar Neverland, o rancho do cantor Michael Jackson.
A operação poderá concretizar-se, uma vez que existem rumores de que Michael Jackson está perto da falência.
Amigos de Eminem dizem que a estrela de rap pretende mudar-se de Detroit para um clima mais ameno.
O rancho de Michael Jackson, situado em Santa Barbara, Califórnia, está avaliado em cerca de 37 milhões de euros.
Michael, disse recentemente que não pretende voltar a viver no rancho após as buscas policiais efectuadas no âmbito da investigação sobre um caso de alegado abuso sexual de um menor.
prognósticos só no intervalo
e foi isso que eu fiz quando vi que o mister scolari tinha decidido colocar o miguel a jogar.
bitok:"mimi, tás a ver aquele jogador? é o miguel, vais ver que o 1º golo da inglaterra ele vai ter culpas no cartório!"
...
bitok:"Eu não disse!!"
mimi:"Não queres jogar no totoloto?!"
Bloco publicitário

A não perder, esta quinta-feira, na colecção do Diário de Notícias, por 8.90 euros.
The Horror! The Horror!
Clássico

Estranho, ontem não ouvi o Mourinho falar em fair-play! Porque será?!?!?
The Music Test Nerd
A nice quiz.
Resultado: 30 e picos por cento. Ainda tenho cura. (a verdade é que, para o final, o teste começa a ficar um tanto ou quanto parvo e repetitivo e eu comecei a aldrabar nas respostas :P )
Family Ties

Terminou esta semana, mais propriamente na quarta feira, a repetição da fabulosa série "Quem sai aos seus", na SIC Gold. Sim, eu vejo a SIC Sempre Gold (que nome estúpido). Os episódios simples, 180 no total, andavam sempre em redor dos problemas que aconteciam a uma família, cujos pais, da geração de 60, se confrontavam com os seus três filhos, em plenos anos 80. Tudo isto quando os EUA eram presididos por Ronald Reagan.
Entretanto a série foi já substituída por "Cheers - Aquele Bar". Mais informações em Family Ties.
room service
Estava eu entretido a deliciar-me com as fotos que este jornalista americano, David F. Gallagher, tem no seu fotoblog, quando me deparo com uma fotografia tirada bem próxima de nós, Cascais.

O mundo é mesmo pequenino, cada vez mais...
My Bloody Valentine

Originalidade: recentemente ouvi o 'Loveless' dos My Bloody Valentine. Eu e provavelmente toda a gente que viu o 'Lost In Translation' e aprecia os MBV. 'Loveless' é um disco que, mais do que há frente do seu tempo (o que também é verdade), estava à frente do meu tempo. No início dos anos 90, aqueles drones, samples e loops estranhíssimos soavam-me inatingíveis (e o facto de ter ouvido pela primeira vez o lp em 45 rpm em vez das indicadas 33 também não deve ter ajudado nada) habituado que estava ao velho e banal (reconheço-o agora) indie-rock contemplativo e pessimista. Algo impossível de identificar nas melodias distorcidas e desfocadas/deformadas de 'Loveless'. A verdade é que até hoje nunca mais ouvi duas guitarras + um baixo + uma bateria + samples + 2 vozes em modo i'm so fucking sad soarem daquela forma. Apesar da indietrónica recente se ter aproximado o mais possível do padrão (atenção: vem aí uma piada) ISO-MBV. Sem sucesso, claro. Sem o caracter e o génio dos visionários a única coisa que resta é a cópia, mais ou menos inspirada, de um estilo.
Considerações laterais: Será que os MBV fizeram alguma vez música única? Será 'Loveless' o melhor álbum do ínicio da década de noventa? Terá Miguel Esteves Cardoso razão quando escreve que a música pop é uma música do 'momento'? Sim, sim e sim, excepto no caso de 'Loveless'.
Islândia: terra dos Múm
Levantar cedo, temperatura agradável quando estamos a meio do Inverno, o solzinho a espreitar por entre algumas nuvens, trânsito caótico como sempre na ponte do freixo, 62 km que me separam do local de trabalho e uma preguiça enorme de trabalhar.
Entrar no carro, ligar o rádio, e começa a tocar o cd número dois. A tranquilidade instala-se na minha cabeça e durante uma hora esqueci tudo, o barulho à minha volta é substituído por paisagens gélidas, fico paralisado e parece que o tempo não passa. Como era bom que a vida fosse sempre como desejamos.
Cheguei! "Summer make good" acabou e a rotina vai começar.
Em Abril, os Múm lançam o seu novo album.
Estes americanos estão todos loucos!
A pedido de várias amigas resolvi fazer o post das famosas fotografias da Janet Jackson.

Aqui podem ver que o grande momento da final do Super Bowl de domingo não foi o jogo propriamente dito, mas sim o que se passou no intervalo. O zoom a destacar a lua que ampara o mamilo e finalmente o depois.
Inexplicavelmente este incidente tornou-se tão cobiçado que:
"O episódio que envolveu Janet Jackson e Justin Timberlake no Super Bowl dos EUA tornou-se no evento mais procurado da história da Internet, tendo batido todos os recordes do motor de busca Lycos em apenas um dia. Até agora, no topo da lista dos mais procurados estavam os acontecimentos relacionados com os atentados do 11 de Setembro de 2001."
Ao que consta também, o incidente não foi tão despropositado como à 1ª vista se possa julgar, já que constam rumores que foi uma manobra de publicidade:
"Clearly somebody had knowledge of it. Clearly it was something that was planned by someone" (...) "She probably got what she was looking for."
Janet Jackson diz que não, apenas que a brincadeira foi longe de mais:
"MTV was completely unaware of it. It was not my intention that it go as far as it did. I apologize to anyone offended -- including the audience, MTV, CBS and the NFL."
Stephen Huvane, o porta-voz de Janet Jackson, diz:
"...was a malfunction of the wardrobe; it was not intentional. ... He was supposed to pull away the bustier and leave the red-lace bra."
Certo é que, por causa do seio da cantora, Janet, Timberlake, a televisão norte- americana CBS e alguns produtores da MTV já pediram desculpas pelo sucedido e há já investigação metida ao barulho para se apurarem responsabilidades.
Este incidente teve já também repercusões nos Grammys Awards - inicialmente era suposto serem trasmitidos em directo e foram emitidos com um atraso 5 minutos - e numa censura da MTV do novo teledisco de Britney Spears. A cadeia televisiva alega que o teledisco do tema "Toxic" é demasiado "cheio de vida" para ser visualizado durante o dia.
Enfim, só num país como os USA, cheio de contradições.
Lost In Translation

Filme simpático e muito belo. No entanto, a história tem alguns buracos e é pouco plausível - não por culpa dos actores: Bill Murray faz muito bem o papel de Jack Nicholson e Scarlett Johansson destrona definitivamente Chloë Sevigny como icon indie. Mas para além do isolamento e da solidão de uma grande metrópole, não se percebe muito bem o sentimento que une as personagens. A empatia que surge entre Charlotte e Bob é um ponto que podia (e devia) ser desenvolvido para além dos simples olhares e gestos. Como filme cómico a cena do karaoke estendeu-se para além do razoável, o gag das peculiaridades da língua japonesa aos ouvidos ignorantes de um americano é repetido imensas vezes, a cena no bar (que termina com um tiroteio de metralhadora de brincar) não se compreende e até mesmo o 'Alone In Tokyo' dos Air surge quando a personagem de Scarlett visita Kyoto. Pormenores. 'Lost In Translation' é um filme estimável, que se acompanha com uma gargalhada, um suspiro ou um sorriso cúmplice e tem uma fotografia belissima (as imagens da cidade de Tóquio vistas da janela do hotel, a cena do golfe no sopé do Monte Fuji ou a viagem de despedida de Bob) mas não é, muito longe disso, a obra-prima que querem fazer dele.
India Song

Poderá um filme, passada a maior parte do tempo a olhar para as costas da cadeira à minha frente, recostado na cadeira de forma que a cabeça do espectador tapava as legendas ou - uma vez por outra, confesso - a dormitar ligeiramente, mesmo assim ser um filme marcante? A resposta é talvez. India Song é um filme realizado por Marguerite Duras e é como os livros de Marguerite Duras: denso, pesado, obscuro, opressivo. Como o calor húmido que antecede a monção, sentido nas margens do rio Ganges (a incerteza do local da acção é uma das desvantagens de não ter visto o filme com a atenção devida). 'India Song' é um OVNI, um conjunto de slides narrados num francês teatral, um objecto incompatível com a vida moderna, com o imediato e com a falta de disponibilidade para coisas para as quais não estou preparado. 'India Song' é uma representação sobre o tédio (a começar no do próprio espectador), a angústia, o desespero e a paixão (ou a falta dela) que merece ser revista noutro contexto e com outra disposição.
t ... ta ... tatata ... tantantan ... TANTANTAN TAAAAAAANNNN TAAAANNNNNNNN TTTTTAAAAAAAAANNNNNNNNNN ... e vice-versa
E por aí fora, quando baste, até provocar o enjoo ou, em casos muito raros, um arrepio de emoção.
Sobre o concerto dos Mogwai. Não sei se hei-de dar mais crédito a esta crítica ou a esta. O que é certo é que, para mim, a música dos Mogwai é uma fórmula fora do prazo de validade.
Parece de propósito para este post mas não é. Estou a ouvir os Liars e ..... pausa para recuperar o fôlego ... o novo disco é tudo (provocador, subversivo, irreverente, original, complexo, hipnótico, um fogo incontrolável) o que os Mogwai foram e já não são.

Discos do fim de semana

Depois de ouvir 'Unfortunately' ninguém diria que Dwayne Sodahberk é um dos elementos chave do tecno minimal sueco. (curiosidade:a música de Sodahberk é utilizada em anúncios publicitários para algumas marcas que simbolizam a elegância nórdica, como a Saab ou a Absolut). Imaginem Manitoba um pouco mais domesticado, os The Notwist com o dobro do talento ou os Múm sob o efeito de anfetaminas. Já imaginaram? Agora esqueçam isso tudo e tentem-se concentrar num som ambíguo: demasiado electrónico para os indieheadz e muito pop para os electro fans mas, por isso mesmo, susceptível de agradar a uma larga franja de público. Como escreve o cronista da Absorb, ''unfortunately' is what happens when everyone goes out and you stay home'. Mais prosaicamente diria que se trata de um disco muito recomendável que - como é habitual por cá, quando discos deste tipo não são editados pela Domino - se arrisca a passar despercebido.
Top 4: 'No Fun', 'Blow', 'Bird' e 'Set'.

Agoria é Sebastien Devaud, DJ francês que aqui faz a sua estreia. Pensem só nas coisas boas dos Daft Punk, de Etienne de Crecy, de Demon, de Cassius, de Detroit, de Ibiza. Pensem em house cheio de filtros, em electro euro-trash ultra-cool, em Tricky (que participa num dos temas), em DJ Hell, em Laurent Garnier, em Underworld, em pistas de dança rocky, funky, sexy. Se o objectivo é festa, 'Blossom' é um winner que apenas fraqueja quando os bpm's baixam e se aproximam do formato canção. Tivesse exactamente menos duas canções - 'Worth It' e '2thousand3' - e era um disco essencial. Assim, em tempo de subtilezas mornas, é 'apenas' um disco com uma energia fora do normal, aparentemente inesgotável.
Top 4: 'Stereolove', 'Presque Un Ange', 'All I Need' e 'Kofea'.
Confronto de titãs
Em semana de Benfica-Porto e antes que alguém se lembre que este sábado o Vítor Baía sofreu mais um golo de chapéu, queria só dizer o seguinte:
Vítor Baía:
89/90 Campeão Nacional
90/91 Vencedor da Supertaça de Portugal; Vencedor da Taça de Portugal
91/92 Campeão Nacional; Vencedor da Supertaça de Portugal
92/93 Campeão Nacional
93/94 Vencedor da Supertaça de Portugal; Vencedor da Taça de Portugal
94/95 Campeão Nacional; Vencedor da Supertaça de Portugal
95/96 Campeão Nacional
96/97 Vencedor da Taça de Espanha; Vencedor da Taça das Taças; Vencedor da Supertaça de Espanha
97/98 Campeão Espanhol
98/99 Campeão Nacional; Vencedor da Supertaça de Portugal
99/00 Vencedor da Supertaça de Portugal; Vencedor da Taça de Portugal; Terceiro Classificado no Campeonato da Europa de Selecções
02/03 Campeão Nacional; Vencedor da Taça de Portugal; Vencedor da Taça UEFA; Vencedor da Supertaça de Portugal
Vs
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Uma antipatia intrínseca e inexplicável por esta capa faz-me ir adiando sucessivamente a compra deste disco. Isso e a leve sensação de desilusão que me atingiu quando ouvi Miss Siciliano a fazer música muito semelhante à do seu companheiro.
Non Prophets . Hope
Finalmente, por vias travessas que meteram avião e tudo, arranjei o original do 'Hope' dos Non Prophets. Bela capa, digipack de excelente qualidade, agradável ao tacto, sabor levemente amargo mas agradável, trabalho gráfico a trazer à memória o 'Civil War' dos Matmos. Exceptuando os lançamentos da Anticon e da Def Jux é tarefa impossível encontrar em Portugal grande parte dos discos editados por minor labels (por oposição, as majors obviamente não contam para este campeonato), a não ser que se encomende via net. Isto equivale a dizer: paciência para esperar 2 ou 3 meses por um cd e a obrigação de ter um cartão de crédito com crédito. Não tenho nem uma coisa nem outra. Claro que, em contrapartida, qualquer merdinha indie-rock tem destaque garantido em qualquer loja decente. Mas isso são outras guerras, hoje é sexta-feira e eu estou bem disposto.
Uma boa nota aqui. Uma boa critica acolá. Depois é seguir 'All Albuns' e pesquisar por Non Prophets. Infelizmente não há um link directo.

(digam lá que esta capa não é linda)
E eu, que já gostava muito do 'Hope', agora, que tenho o original, gosto ainda um bocadinho mais.
E ao nono álbum...
...os Stereolab deixaram-me ficar mal. Não gostei do novo, 'Margerine Eclipse'.

O cliente careca, os austríacos e o duo embasbacado
Hoje à hora de almoço dei uma breve passagem pela FNAC e sem qualquer tipo de espanto reparei que lá estavam, mais uma vez em destaque, o disco de remixes de Kruder & Dorfmeister e o careca especialista em jazz - desconfio que ambos já fazem parte da mobília. Não sei o que é mais estranho: o careca estar na fnac 90% das vezes que lá vou (qualquer dia tiro-lhe uma fotografia, para vocês verem quem ele é), o disco ainda estar em destaque com o emblema 'Recomendado' acoplado, o seu preço absurdo (21 euros e meio) ou ver alguém a comentar o disco de forma entusiasmada com ar de grande novidade (apanhei hoje dois sujeitos novos a fazer isso). Abandonado a estas cogitações virei costas ao duo pré-universitário e fui comprar o 'Raw Power' dos Stooges. Final de historinha muito irónico, hein?
Jel - 10 Seconds

(capa mai'linda)
Disco de um membro do colectivo Anticon em geral e produtor dos Themselves em particular, equivale a dizer, disco a ouvir com atenção mas apenas em dias com uma disposição especial para o bizarro. '10 Seconds' é o melhor pedaço de hip hop instrumental desde 'Seed To Sun' de Boom Bip? Mas será que isto ainda é hip hop? E será que essa questão interessa para alguma coisa? Aquilo que ouvi ontem à noite deixou-me intrigado e surpreendido - pela positiva, porque já deu para perceber que não morro de amores pela Anticon. Prometo voltar a este disco em breve. (mas eu não sou de confiança)
Triosk Meets Jan Jelinek & Peace Orchestra

A palavra da mailing list da ananana (um texto um pouco mais confuso do que o habitual mas ainda assim uma óptima contextualização) :
O ponto de contacto já foi feito há algum tempo atrás. Com o projecto nipónico Computer Soup, Jan Jelinek já tinha elaborado ideias electrónicas para dialogar com improvisação acústica. Mas, recuando mais um pouco, a sua colecção de jazz vintage já havia sido sacrificada em 'hard disk' no elucidativo disco «Loop-Finding-Jazz-Finding-Records» - a essência microscópica do groove do jazz transposta para a conceptualização electrónica pós-techno. Ou seja, o discurso techno de Jelinek sempre foi suficientemente plural e difuso para permitir uma conexão plural e difusa. O seu som, feito de farrapos soltos de induções electro-magnéticas, sempre sugeriu contaminações. Agora, após a revolução techno minimal onde Jelinek ditou regras e leis muito claras, a janela abre ainda mais ampla para novos terrenos e novas paisagens. Redefinindo o seu trabalho com Computer Soup, ainda a Leste, Jelinek infiltra-se nas acções programáticas de Triosk, um trio australiano desconhecido para nós, mas que gere as suas intenções de acordo com os ensinamentos espaço-temporais dos conterrâneos The Necks. Jazz futurista (como sempre se diz do jazz oblíquo) com ideias muito próprias e uma vontade indómita de deixar espaços abertos ao silêncio e à contemplação. Depois, o groove, subtil e quase subliminar, quase sempre suportado pelo pulsar sub-harmónico de Jelinek, debita restos de ritmo ou deixando apenas a poeira electrónica no ar. É acima de tudo uma fórmula eficaz de contágio, mas por dentro dos seus genes há um submundo de actividade geométrica livre, onde cada espira demonstra que a ligação do quarteto é, sobretudo, plausível. Dir-se-ia, para espevitar polémicas, que é um irmão polido de «Get Up WIth It» ou, até mesmo, a versão Schindler high-tech de «Ascenseur Pour L´Échafaud». O veludo electrónico de Jelinek parece não ter fim, e mais uma vez devolve-nos um álbum elegante e super cativante. Mais um Scape de eleição, mais um Jelinek a não perder, mais um disco para as listas atrasadas dos melhores de 2003.
A palavra do blogueiro de serviço (esta é praticamente a única parte deste post que é da minha exclusiva autoria) :
Jan Jelinek é um dos poucos produtores geniais da actualidade.
Acabou. Era mesmo só isto.
Três opiniões complementares :
A primeira é boa. A segunda, nem por isso. E a terceira é em alemão. Língua que desconheço completamente.
Discografia seleccionada (em nome próprio ou sob diversos alias) :
Gramm - Personal Rock (2000)
Jan Jelinek-Loop finding jazz records(2001)
Jan Jelinek & Computer Soup-Improvisations and Edits(2001)
Farben - Textstar (2002)
Jan Jelinek Avec The Exposures-La Nouvelle Pauvreté(2003)
Triosk meets Jan Jelinek-1 + 3 + 1(2003)
Mudando rapidamente de disco mas não de assunto, uma destas noites deu-me para recuperar este álbum...

... pelo qual eu, como soi dizer-se, nutro um especial carinho, uma vez que o comprei exactamente no dia em que me telefonaram a confirmar que tinha sido aceite para o meu primeiro - e, até ver, único - emprego. Foi este disco que me fez aderir incondicionalmente áquilo que Ricardo Saló, nas páginas do Expresso, já repetiu um milhão de vezes para vários discos diferentes - aparentemente sem nunca ter dado conta - e que ficou celebrizado com sendo, e passo a citar, a banda sonora de um "admirável mundo novo".
Maravilhas do Estado Novo
Estatuto do Trabalho Nacional
Titulo II - A propriedade, o capital e o trabalho
Capítulo III - Do Trabalho
b) Do contrato das mulheres e dos menores
Art. 31.º O trabalho das mulheres e dos menores, fora do domicílio, será regulado por disposições especiais conforme as exigências da moral, da defesa física, da maternidade, da vida doméstica, da educação e do bem social.

Vídeos de futebol
Para quem gosta de golos e mais golos, e bonitos golos e óptimos golos. Dê uma olhadela aqui.
A palavra grama tem ou não plural?(correcção à aula de português b0001)
"A palavra grama, que no género feminino é uma planta rasteira, rizomatosa, prejudicial às culturas, pertencente à família
das gramínias, espontânea em Portugal e também conhecida por gramão, enquanto no género masculino é uma unidade de massa do sistema C.G.S. e trata-se da milésima parte da massa do quilograma-padrão.
Segundo a 7ª. edição do Dicionário da Porto Editora, pág. 923, tem plural. A grama, as gramas (sempre que nos referimos à planta) ou o grama, os gramas (quando está em causa a unidade de massa)." in ciberdúvidas
Em meu benefício, apenas posso dizer que para além de sempre ter ouvido (pelo menos é o que a minha fraca memória me diz) a versão que as unidades não tinham plural, o próprio dicionário online da Porto Editora, induziu-me em erro, já que para a pesquisa da palavra grama no singular dá como resultado duas definições diferentes, e para a pesquisa da palavra grama no plural, ou seja, gramas, dá como resultado apenas a definição relativa à botânica.
A Drª Edite Estrela (e o Sr. Vitor Junqueira também) que me perdoe esta gaffe.
Tortoise em 4 capítulos (mais coisa, menos coisa)

(esta capa não é recomendada a pessoas que sofram de epilepsia)
A primeira impressão sobre 'It's All Around You' não podia ser pior: à quinta música reparei que a coluna do lado esquerdo estava desligada desde que me tinha sentado para escutar atentamente o novo disco dos Tortoise.
"Si echamos la vista atrás, a los diez años de historia de TORTOISE, vemos como se han convertido en una de las bandas más singulares y dinámicas de la música moderna por derecho propio."
Os Tortoise são uma banda sobrevalorizada. E, para que conste, eu sei muito bem o que quer dizer 'sobrevalorizado'. (tem qualquer coisa a ver com dar demasiado crédito a quem não o merece, não é?)
"Con cada nuevo disco no sólo han redefinido su propio sonido, sino que han servido de brújula en la búsqueda de nuevos y excitantes caminos."
Com excepção do enorme "Millions Now Living Will Never Die", os Tortoise fazem uma boa sonoridade de fundo, daquela que não me incomoda, mas que se torna impossível acompanhar sem estar a fazer outra coisa qualquer. (nota importante: não conheço o primeiro álbum)
"Tortoise revolutionized American indie rock in the mid-'90s by playing down tried-and-true punk and rock & roll influences, emphasizing instead the incorporation of a variety of left-field music genres from the past 20 years, including Krautrock, dub, avant-garde jazz, classical minimalism, ambient and space music, film music, and British electronica."
Com feito,'TNT' incorporava uma variedade de elementos diversos mas o produto final aproximava-se do mais sonolento muzak papeldeparede. A revolução era proclamada, com resultados duvidosos.
"This is a truly classic LP, one that works in its entirety - from the opening distortion of first track 'Seneca' to the gently whispering vibes of LP closer 'Speakeasy'. Awesome."
E 'Standards' era ainda mais insosso. Gosto de discos que me agarrem pelos colarinhos. Ou então que façam os meus neurónios dançar. Não era nitidamente o caso deste.
"Orgásmico!"
Foi aproximadamente a interjeição que emiti após ouvir pela terceira vez consecutiva 'It's All Around You'. Agora é tempo de arrumar os mp3 e esperar pacientemente por Abril, mês em que é editado o novo disco dos de Chicago. Mais explicações ficam adiadas para essa altura.
Yasser Arafat é Gay!
A prova que faltava.
An eye for an eye
A tooth for a tooth
Uma gravata por um casaquinho de malha
Tenho, desde este fim de semana, um novo sonho: que o Porto ganhe ao Sporting com um golo no último minuto marcado pela mão do Jankauskas. E que no final do jogo, o massagista do Porto se dirija, deligentemente, ao balneário do Sporting para assim efectuar a troca da gravata do Pinto da Costa pelo notável casaquinho de malha azul marinho que Eduardo Bettencourt envergava no final do jogo de sábado.
21 grama (aula de português b0001)
Já reparam que a tradução do filme "21grams" do mesmo realizador de "Amores Perros", Alejandro González Iñárritu, está errada.
Se por vezes, muitas, as traduções não são feitas à letra e acabam por se tornar ridículas, desta, o facto de ser uma tradução à letra também acaba por sê-lo.
É um erro comum, mas o plural da unidade grama não existe. Se tivermos em conta que o filme tem este título porque 21 grama é o peso que um corpo perde quando passa do estado vivo para o morto, então, podemos dizer com certeza que este filme não tem nada a ver com botânica, o título que lhe é dado em português.
Porque gramas é o plural de grama que tem o seguinte significado:
1. BOTÂNICA erva rasteira, rizomatosa, prejudicial às culturas, pertencente à família das Gramíneas, espontânea em Portugal, e também conhecida por gramão;
2. Brasil BOTÂNICA designação de algumas espécies utilizadas como forragens e ornamentos;
(Do lat. gramìna, pl. de gramen, «grama; erva; relva»)
Monólogo de um solitário dono de casa
Por contingências da vida profissional da minha cara-metade - não confundam uma colaboração remunerada com militâncias partidárias :P - é a terceira sexta-feira consecutiva que estou sozinho em casa. Podia estar a beber um copo com os amigos ou a ouvir o DJ Gustavo a tocar no Indústria ou quiçá mesmo a marcar golos com a selecção da Argentina no PES3 e a enfardar no campeão Varela mas não estou por duas razões: ainda é cedo e levo muito a sério a minha função de babycat-sitter.
Entretanto vou-me entretendo com estes discos:

Mais uma recuperação de library music archives - possível tradução muito livre: tesouros esquecidos das décadas de 60 & 70 - da editora Strut.
e este
Comparado disparatadamente no Allmusic com a trupe do John Spencer. Os Sugarman 3 são um combo de sax + hammond + bateria, retro groovy, funky e tudo o mais que se pode imaginar nuns Poets Of Rhythm duas vezes mais potentes.
Por outro lado vou pondo as leituras em dia. Boas novas no Y, com a notícia da vinda dos doces mas algo monótonos Mum para um concerto no Porto (Sá da Bandeira mmmmm... perfeito!) e outro em Lisboa (os aficcionados da Aula Magna já salivam por mais um concerto inesquecível na sua sala de eleição). Por sua vez no DN+, Nuno Galopim resvala mais uma vez para o festivaleiro, divagando sobre o escaldante tema da 'Operação Triunfo' e seus efeitos perniciosos.
E ainda há para ver o dvd dos Air e o basquete da NBA. Lá fora está frio e já choveu. Não. Definitivamente, hoje não me parece uma boa noite para sair de casa.
De Will Oldham a
Bonnie "Prince" Billy passando pelos
Palace Brothers e pelo Sá Pinto

Dois factos marcaram o meu verão de 96: ter visto o Ricardo Sá Pinto, após marcar um golo no Campeonato da Europa, a correr para o seleccionador nacional António Oliveira e dar beijos efusivos na bandeira portuguesa que este, comovido, estendia na sua direcção e ter ouvido o 'Arise Therefore' dos Palace Brothers.
Viviam-se os tempos do pós-grunge. Arrumavam-se as camisas de flanela no armário e, felizmente, o cabelo comprido passava de moda. Isto é factual, não estou a inventar nada. Por essa altura ainda não sabia que Will Oldham também se chamava Bonnie 'Prince' Billy, embora, num recanto obscuro do meu cerebro, habituado a ouvir Sebadoh, Pavement e Dinosaur Jr., constasse a informação que esse fosse um nome interessante a investigar. Chamem-lhe intuição masculina. Por essa altura o suplemento 'musical' do Público ainda era apenas sobre música e chamava-se 'Sons'. E, igualmente nesse verão, saiu no Sons uma crítica ao 'Arise Therefore' dos Palace Brothers - Will mais o irmão, ou, mais Will do que o irmão, se é que alguma vez houve algum irmão - que era absolutamente fantástica. Um disco imperdível! Obra prima! 10/10! AHHHHH! Delírio! Estupefacção! Saí a correr para a loja de discos mais próxima. Até já.
Serve esta pequena 'contextualização histórica' para dizer concretamente o quê? Que foi este singelo disquito a pôr em causa a, até então para mim inquestionável, opinião dos críticos. 'Arise Therefore' foi, nesse final de tarde de verão, um barrete absoluto. Uma punhalada nas costas seguida de um revigorante banho de água gelada. Um flop monumental! Um fiasco histórico! Na dia seguinte fui trocar o disco pelo primeiro álbum dos Morphine - que já não era propriamente uma novidade nessa altura - e desde então jamais voltei a ouvir nada cantado pelo Will Bonnie Prince Oldham. Mas a guitarra desafinada e o lendário estilo vocal - a recordar um bezerro deprimido na hora da ração - esses continuam, oito anos depois, a dar-me ocasionais pesadelos nocturnos.
el cid mouro filme
kesta merda!?
(referring URL para o papeldeparede)
modernaço
certamente um regresso às origens o "separador" que apareceu n'a dois na quarta-feira.
faz parte do imaginário da nossa geração (dos bloguistas de serviço pelo menos) aquela mensagem singela que de quando em vez aparecia, normalmente quando ia começar o nosso programa favorito, segundo a qual, por motivos técnicos o programa tinha sido interrompido mas não se preocupem porque a emissão segue dentro de momentos e que foi até motivo para um sketch (ou squeteche na nova grafia) do herman (na altura em que ele ainda tinha piada e que só a nossa geração conhece)
o programa segue dentro de momentos
o momento segue dentro do programa
dentro do programa segue o momento
segue o momento dentro do programa
etc.
claro que os tempos são outros e sinal disso...

somos forçados a iMterromper a emissão
assim com m e tudo... já dizia a lenga-lenga que aprendi nos idos de 81, antes de pê ou bê é sempre mê.
Tied & Tickled Trio . Observing Systems

Hoje foi dia de regressar a este disco. A crítica na Pitchforkmedia é irrelevante e enfadonha como quase sempre. Mas o importante a reter é que 'Observing Systems' foi um dos discos de 2003 que mais me fez querer investigar no passado hipotéticos pontos de contacto.
Sobre ele, escreveu Fernando Magalhães na edição do Y da semana passada:
""Observing Systems" (termo criado no início dos anos 70 pelo teórico de sistemas cibernéticos Heinz von Foerster), quarto álbum da dupla germânica formada por Markus (bateria, programações) e Micha Acher (trompete, baixo), mistura estilos e sonoridades com o desplante de quem tem à sua diposição os arquivos da grande enciclopédia de música universal. "The long tomorrow" faz interagir o jazz, a electrónica e o pós-rock com Misha a empolgar-se numa personificação energética do Miles Davis de "In a Silent way", bem secundado pelos devaneios "free" de Johannes Enders, no sax tenor. Mas logo tudo se fragmenta em refracções "dub" ou atraindo a si os miasmas de nostalgia dos Tuxedomoon. Sucessivamente, vão emergindo paisagens "trip hop", "avant jazz" ("3.4.E", transborda de swing, com uma linha de baixo demolidora) e até, em "Motorik", uma leitura bastante livre e jazzística do krautrock dos Neu!. Thelonious Monk e Sun Ra são igualmente objecto de presumíveis homenagens, respectivamente em "Ship monk" e "Radio sun". "A observação da observação leva a uma nova compreensão da realidade", diz Foerster e os T&TT põem em prática. Delírio quântico ou regorgitação de informação em excesso, seja como for, está bem observado."
Um exemplo
E uma atitude que merece ser elogiada.
Em contrapartida não param de surgir neste blog, visitantes mórbidos em busca do último adeus, do último sorriso, das imagens da Sic (porquê da sic?), do video da morte e até, imaginem, da música do enterro de Fehér. Desapareçam! Não há aqui nada para ver, seus abutres!
Matozoo . Funk Matarroês

(é preciso uma lupa mas não encontrei na net uma imagem maior)
Recebi há uns dias o novo disco dos Matozoo pelos correios do euro204, graças à boa vontade do MC Martinêz, também conhecido por Martinês, Martines ou Martinez.
Após três audições atentas sou capaz de considerar, com a opinião avalizada e modesta que me caracteriza (hehe), que a nível de produção, instrumentais, rimas e flow este é, sem dúvida, um dos melhores discos de hip hop português.
Infelizmente o disco não tem o nome das músicas acoplado (nem no windows media player o esquema resulta) mas, para já, as minhas preferidas são a 2, 3 (que penso se chamar 'Fórmula'), 5, 6 e 11. Como seria de prever este disco não deve ser ouvido num serão familiar. (Sou um púdico, admito que numa primeira fase corei, mas acabei por suspirar de alívio quando vi que a palavra 'nandrolona' não rimava com o nome do novo clube de Jardel.)
Mas basta de piadas parvas: há neste disco a construção de uma identidade própria a nível de imagem (que, apesar de original, paradoxalmente faz lembrar os projectos MF DOOM/King Geedorah), aliada a uma escolha exemplar de samples (assim de repente, reconheci Amon Tobin e a banda sonora do 'Lost Highway') e refrões raros daqueles que ficam na memória, como se calhar só os Mind Da Gap e Sam The Kid haviam conseguido na ainda breve história do hip hop português. 'Funk Matarroês' é um disco que desbrava territórios pouco comuns no hip hop e abre caminhos alternativos, disso não tenho qualquer dúvida. Big props para eles.
"13" & "Lost in Translation"

Iniciei o ano de 2004 com o filme "13 - Inocência Perdida", que na altura apenas fui ver, porque o "Lost in Translation" estava esgotado. Deste "Inocência Perdida", não há muito a dizer. Filme básico onde tudo acontece da forma esperada, e com uma história que se resume a 4 meses de adolescência, de uma rapariga que com 13 anos, que pretende dar uma volta de 180º à sua forma de viver e conviver na sua escola. Quanto ao resto do filme, mete drogas, alguma violência, discussões familiares e pouco mais. Do pouco que gostei do filme, foi a forma como era filmado, a rotação das camâras, não sei porquê, mas chamou-me à atenção.
Mas ontem, de volta ao cinema para ver "Lost in Translation". Já circulava pelos vários meios de comunicação que poderia ser um dos filmes do ano e realmente o filme é muito bom. Uma história simples, mas de grandes contrastes. Dois americanos em Tóquio, que vivem uma realidade completamente diferente daquela a que estavam habituados, ambos a passarem momentos de crise nas suas vidas de casados, exploram a cidade convivendo com os seus habitantes e respectiva cultura. Pelo meio criam uma amizade muito intíma que abre novos horizontes nas suas vidas conjugais. Há espaço ainda para umas boas gargalhadas, que nos mantêm bem dispostos ao longo de toda a narrativa.
Onde está o nosso amigo cabeludo?
Não manda mails, não aparece aos convívios, só atende o telemóvel se telefonarmos para ele 10 vezes seguidas, não vem a concertos connosco, não aparece nos torneios de PES 3!!!
Será que já trabalha? Será que anda a comer muitos ovos moles? Será que está mais magro? Será que este assunto interessa a quem lê este blog?
Falta exactamente um mês
A lista dos nomeados para os Oscares. Muito útil para quem der alguma importância ao assunto e queira começar a fazer algumas apostas pessoais para depois esfregar na cara de quem não liga nada a isso um vitorioso 'Estás a ver? Eu bem te disse que ia ganhar!'.
Trans Am e Telefon Tel Aviv

Telefon Tel Aviv 'Map Of What Is Effortless'

Trans Am 'Liberation'
Breves notas sobre dois dos discos que mais esperava ouvir neste início de ano. Os outros eram provavelmente o dos Air, o dos Tortoise (que conto ouvir até ao final da semana), o dos Stereolab, o dos Liars e mais um ou outro de que, francamente, não me estou a recordar neste exacto momento.
Melhor o disco dos Trans Am. Muito melhor. 'Map Of What Is Effortless' não consegue superar a minha habitual desconfiança - ou preconceito - contra a pop suportada por instrumentos electrónicos a 'imitar' instrumentos clássicos. Pouco me importa que o disco tenha sido efectivamente gravado com a Orquestra de Câmara da Universidade de Loyola (belo nome, pessoal!). Os instrumentos soam sintéticos, ponto e vírgula. E melhor seria que os Telefon Tel Aviv desenvolvessem as premissas do seu excelente primeiro álbum - como fazem nos temas instrumentais do novo disco - do que investirem num r'n'b que fica a milhas das matrizes originais. De um projecto de 'música electrónica instrumental' espero música electrónica, de preferência bem feita e caladinha. Não é cá merdas de r'n'b (com vocalistas ranhosos) que não chega a ser r'n'b (por causa dos vocalistas serem ranhosos) e que pensa que 'música lenta' e 'violinos' são sinónimos de 'música bela' e 'comovente'. Sem saber nem inspiração não se chega lá.
'Liberation' dos Trans Am é um caso completamente diferente. Aliás, os Trans Am são um caso à parte. Muito espalhafatosos para quem tem vergonha de se divertir e sempre esperou que deste lado viesse a regeneração do rock. Demasiado intelectuais e profundos para quem tem a perspectiva recreativa da música como piada para ouvir ao sábado à noite e esquecer no dia seguinte (Olá, Peaches!). 'Liberation' oferece em doses reforçadas tudo aquilo que me fez gostar dos Trans Am: vozes robotizadas, sintetizadores em fogo, guitarras azeiteiras, baixos desavergonhados, calça branca e pé descalço. Quem adorou o 'TA' vai dançar ainda mais com este. Quem não gostou pode passar ao seguinte. Eu por cá vou ouvi-lo outra vez. E outra! E outra! E mais outra! Estou viciado nisto!
Andava eu à procura de um cromo português
E de repente descobri este site. (???)
exausto

é assim que me sinto depois de mais de 24h acordado à volta do computador, após alguns dias consecutivos de trabalho árduo e poucas horas de sono.
o trabalho que estive (e ainda estou) a fazer deu-me bastante prazer, apesar dos prazos apertadíssimos, acredito que para o escasso tempo que nos foi dado, o resultado final é bastante aceitável.
no entanto, quando chego ao fim, às vezes pergunto-me se vale a pena o esforço. se vale a pena, porque deste lado há tanta entrega e por vezes do outro...nada. questões como a falta de profissionalismo, ética e bom senso custam-me por vezes a aceitar de ânimo leve, e a questionar o que é que ando a fazer neste suposto mundo de negócios, mais especificamente nesta área de negócio, onde toda a gente gosta de mandar o seu "bitaite" e, vai lá se saber porquê, se acha com moral para falar com grande conhecimento de causa sobre a matéria em causa. não há pachorra!
já tou a dar a últimas. será que perceberam alguma coisa do que aqui escrevi?!. vou dormir.
o descanso do guerreiro está para breve.
Console & B.Fleischmann
Discos já com alguns meses mas compras recentes na Matéria Prima - a minha loja de música preferida (nota mental: boa ideia para outro post) mas onde não ia há quase meio ano.
B. Fleischmann 'Welcome Tourist'

Console 'Reset The Preset'

(aqui não dá para ver mas garanto que o gajo da guitarra chunga está mesmo com uma t-shirt dos Motorhead)
É da mais elementar justiça reconhecer que são dois discos de quem já fez muito melhor. Indiepop + electro no caso de Console, nada mais nada menos do que Martin Gretschmann (espanto!) dos The Notwist (ahhh!). Indietronica pura e dura típica da editora Morr, com vocalizações à Tarwater e um segundo disco inteiramente preenchido com um tema de 45 minutos que se podia resumir facilmente a dez e acabavamos com esta chatice mais cedo, no caso de Fleischmann.
Discografia seleccionada, qualquer um deles excelente:
Console 'Live at centre Pompidou' (2001)
B. Fleischmann 'Pop Loops for Breakfast' (1999) (comprei este por cinco euros num saldo qualquer da VC ... eheh ..tinha que me gabar de qualquer coisa)
ISO 68 . Here / There Played By

Pressuposto: Nunca ouvi os originais que deram origem às versões, remisturas e re-interpretações contidas em 'Here / There Played By'.
Track-list:
1
Stoppages est plus
CALEXICO
07:14
2
Baikonur/Cosmic Bones
QRELLA,MASHA
04:24
3
Zwei Engel korrigiert Mix
DIESEL POWERED SYSTEM(SIXTOO & MATT KELLY)
03:12
4
Moontrain
LOOPSPOOL
06:20
5
Stoppage pour Adeline
KURZMANN,CHRISTOF
05:37
6
Zwei Engel korrigiert
CORKER/CONBOY
04:04
7
Les trains avancent comme des trains dans la nuit/diffusion capricc.
THIESSEN,PETER
04:43
Tempo total: trinta e cinco minutos que têm rodado esta tarde em loop.
Conclusão: por entre material muito bom, destaco os Loopspool, Christof Kurzmann, Peter Thiessen e os Calexico - sim, 'esses' Calexico de chapéu mexicano, com quem os Iso 68 já andaram em digressão. Podem ouvir algumas faixas aqui, um razoável substituto para quem, como eu, não pode sacar mp3's no emprego.
Um disco de merda

(se alguma vez vir este disco, fuja!)
Se o 'Elephant' é aborrecido e desinteressante (o que é, basicamente, outra forma de dizer 'aborrecido'), este é simplesmente inaudível. Se o 'Is This It' em módulo just for fun garantia bons momentos, neste não consegui passar da quinta faixa. O single '12:51' é uma repetição patética de um riff infantil que nem num lado Z dos Pixies teria lugar e, no video, os Strokes de roupa justa e ténis all-stars exibem uma naturalidade e elegância só comparável à de Emanuel quando surgiu no programa do Herman trajando um blazer João Roto - ou será 'Rolo'? - o trocadilho homofóbico era escusado.
O single é mau, o video é pior (macacos me mordam se aquilo não acaba com um dos clichés mais vistos da história do rock - o vocalista a atirar o microfone ao chão) mas não são nada comparados com o vazio das primeiras músicas do álbum (sim, porque o resto nem sequer ouvi). Rock refundido e mal pago.
E desta forma, num ápice, vou despachando os discos mais marcantes de 2003 para o caixote do lixo do esquecimento.
Next stop: 'Hail to the Thief'. Com a ressalva que o péssimo dos Radiohead será sempre muito melhor do que isto.
Roger Dodger

Diálogos muito bem escritos e um filme imenso, inteligente. Se tiverem curiosidade em ler algumas críticas podem consultar estes dois links, ambos bastante completos:
Tomates podres e metacrítica.
E um dos diálogos finais 'But ... who's this guy? Look at your shirt! look at your face!', para além de ter provocado um ataque compulsivo de riso, devia ser visto repetidas vezes por muita gente que se acha melhor do que aquilo que efectivamente é. Eu incluído. :)
Roger Dodger
Escrito e realizado por Dylan Kidd (uma estreia). Com interpretações de Campbell Scott (tremendo!), Jesse Eisenberg, Isabella Rossellini, Elizabeth Berkley, Jennifer Beals, Ben Shenkman, Mina Badie e Chris Stack. Em exibição numa nas salas do Parque Nascente. Despachem-se lá, antes que saia de cartaz. (Agora que penso nisso acho que há uma sessão, às duas da tarde)
Air 'Talkie Walkie'

(os Air nunca tiveram lá muito jeito para escolher as capas para os seus discos)
A banda sonora para uma viagem incrível Vidago - Boticas por entre montes, fragas, riachos escondidos sob o arvoredo e um consumo absurdo de combustível. A tendência para a estrada ter rails, excepto nas curvas mais apertadas, indícia uma longa sequência de acidentes trágicos. 'Run', 'Universal Traveler' e 'Mike Mills' são a primeira sequência 10/10 que ouvimos há anos. À entrada de Boticas o comércio tradicional de uma terra deserta deseja-nos boas festas, um cachorro castanho jaz afogado no ribeiro que atravessa a povoação e os correios assemelham-se, em tamanho, ao cenário do Postman Pat. Consta que Boticas é terra de feroz concorrência entre laboratórios médicos. E o que seria de um blog sem estas piadas privadas?
O que é notável nos Air é a forma como conseguem manter uma identidade definida sem nunca soarem repetitivos.
Ouvimos a segunda metade de 'Talkie Walkie' na viagem entre Boticas e Montalegre. Porém, perdeu-se o encanto. Por culpa do disco, não da paisagem.
A propósito de "tempo", "vida" e .morte., temas que Fehér nos deixou
Bem sei que hoje não se fala de outra coisa: vão aparecer as críticas, as estórias, memórias, elogios, lamentos, insinuações... mas, na verdade, nada disso devia hoje interessar. Em momentos destes, continuo a aperceber-me de que há pessoas a quem os detalhes mais importantes sobre a ironia da vida continuam a escapar.
O Fehér não foi um mártir em Portugal; foi um lutador como tantos outros. Todos acumulamos alegrias e dissabores, amigos e inimigos, sucessos e insucessos; é a história das nossas vidas. Aquilo que aconteceu com ele na passagem pelo futebol português é o que acontece todos os dias com qualquer outra pessoa: nesta vida .tenta-se., .arrisca-se., .opta-se., .acerta-se., .falha-se., .celebra-se., .chora-se.; sonha-se sempre. E quando tudo acaba num repente, em circunstâncias como as de ontem, porque é que alguém há de ter culpa? Que responsabilidade tem o árbitro pelo cartão amarelo; que responsabilidade têm o Pinto da Costa e o José Veiga pelas tricas em que envolveram o jogador (afinal, um produto do futebol); que responsabilidade têm os painéis publicitários que . acusam alguns . estavam ali a barrar o caminho de uma ambulância? Que tem isso a ver com a paragem de um coração?
Aquilo que foi a vida de Fehér e aquilo que foi a sua morte não podem ser objecto de comparação. Ninguém procura atenuar as tensões do dia-a-dia a pensar que o fim do outro pode estar próximo e que, portanto, há que poupá-lo (a menos que o fim já esteja diagnosticado). Felizmente, a vida exige o suficiente de nós para que, de costume, nem haja tempo de pensar no fim . o nosso e o dos outros. Chocante é quando 'ela' nos aparece, inusitada, à frente dos olhos, obrigando-nos a encará-la. Isso aconteceu ontem e devia obrigar-nos a pensar. Por exemplo: se o Fehér cá estivesse, o contencioso entre clubes sobre a sua carreira futebolística iria seguramente continuar. É natural . e qual era o problema? O que importa agora, perante toda esta ironia do destino, é decidir uma coisa: e agora?
Ao longo da noite de ontem, interessei-me igualmente pelas diferenças no trabalho dos vários órgãos de comunicação. A SportTV, há que dizê-lo, tratou o momento com uma grande dignidade. Minutos depois da queda do jogador, quando todos já víramos as imagens três ou quatro vezes, o pivôt Miguel Prates [cujas dificuldades só revelaram uma grande humanidade] anunciou que não valia a pena continuar a passá-las porque .não acresceriam nada ao estado de saúde do jogador. e não possuíam relevância noticiosa que justificasse a repetição insistente. A emissão avançou para outros assuntos e só bem mais tarde as imagens de Fehér voltaram à SportTV. Percebe-se a opção: tinha passado algum tempo sobre os acontecimentos e muitos telespectadores só então estariam a ligar a tv para procurar imagens e perceber o que sucedera. É claro que, nessa altura, os espectadores desprevenidos já não precisavam da SportTV para nada. As imagens da estação já tinham sido cedidas à RTP, que as passou em loop até à náusea, e a SIC também tinha gravações da queda do jogador no relvado registadas de um outro ângulo, que exibiu pelo mesmo esquema (mostra-volta ao princípio-mostra-volta ao princípio). Mais do que o desrespeito pelo jogador e pelas pessoas ligadas a ele, impressionou-me a maneira ávida como se explorou e se esgotou logo ali o drama e como, nestes contextos, se contribui para banalizar a morte. As mesmas imagens, que nos deixaram a todos de boca aberta nos primeiros minutos, já quase não produziam efeito ao fim da noite. A sequência já se conhecia de cor e o impacto diluira-se entretanto.
Mais curioso foi o trabalho da TVI, mas a esse jornalismo(?) habilidoso já nós estamos habituados. A estação foi a última a interromper a emissão corrente . deve ter sido um reboliço na redacção do canal . mas mandou à pressa um jovem para o hospital de Guimarães para, claro!, ser a primeira televisão a dar conta da morte do jogador, quando ainda não havia confirmação nem da parte da direcção do Benfica, nem da equipa médica do hospital. Muito haveria a dizer sobre estas jogadas de antecipação da TVI e sobre o registo habitual das notícias que passam no canal, mas a verdade é que há já um bom tempo que não consigo perder tempo a vê-los, quanto mais a analisá-los.
A mim, o que me tocou realmente foi a lição que daqui retirei sobre o tempo e a sua implacável ironia. Será que alguma coisa teria acontecido se a partida tivesse acabado uns minutos antes e o jogador tivesse tido tempo de serenar, após o esforço físico do jogo? Será que foram muitos, aqueles que pensaram que o jogador estava a .queimar tempo. para o final do jogo antes de se aperceberem de que o final, na realidade, era o de outra coisa? E será que foram muitos os que, como eu, olharam para o relógio no topo do ecrã, onde não seria suposto contarem-se mais do que três ou quatro minutos, mas onde se contaram, em cadência desapiedada, os 12, 13, 14, 15 minutos de um tempo suspenso, que já só evoluía para reduzir a esperança sobre Fehér?
Bom. Para o jogador do Benfica (que interessam os clubismos nesta altura?), acabou tudo de repente. A celebração de mais uma vitória nos balneários ficou por fazer, o desfecho das batalhas jurídicas ficou por conhecer, os papéis para o casamento ficaram por assinar, a concretização de uma brilhante carreira . quem sabe? . ficou por confirmar. A morte que chega de repente é sempre especialmente amarga. Houve quem não se tivesse importado muito com isso . aproveitando a deixa do Nuno num post anterior lembro aqueles anónimos que riram de telemóvel em punho por detrás dos repórteres, nos directos do hospital . e houve quem perdesse mais tempo com os clichés. Quando a confirmação da morte surgiu, a SIC Notícias, ridiculamente, apressou-se em exibir a elucidativa legenda .Miklos Fehér 1980-2004. (uma achega para o espectador desatento) para depois ter de corrigir a patetice feita à pressa para o correcto .Miklos Fehér 1979-2004.. Pois é, o apelo do imediato tem contratempos como estes.
Pela minha parte, depois de ter desligado a televisão e voltado costas ao circo mediático, já tive tempo de reflectir sobre muitas coisas. E a minha própria, querida vidinha ganhou para mim um pouco mais de valor.
Momento inesquecível do fim de semana
Não me lembro se alguma vez aqui disse que a minha música preferida é a 'Clair de Lune' de Claude Debussy. Se não tinha dito, digo agora. Pronto, já disse.
Este episódio não interessa rigorosamente a ninguém mas não resisto a contar e, além disso, é verídico. Algures aqui

quem entra, ao fundo do lado direito, há um 'ascensor' que nesta noite de sábado subia e descia ('ascendia' e 'descendia') ao som dessa música.
But life goes on
Inspirado pela celebre máxima "Podes enganar uma pessoa durante todo o tempo. Podes enganar todas as pessoas durante algum tempo. Mas não podes enganar todas as pessoas durante todo o tempo." ouvi este disco

e finalmente percebi porque é que nos balanços de final de ano a frase "em temos musicais o ano de 2003 foi muito pobre" surgiu quase sempre associada a "o meu disco do ano foi o 'Elephant' dos White Stripes".
Morte no estádio
O gajo lá de cima deve ser um filho da mãe de um grande brincalhão. Aos 92 minutos um jogador do Vitória tenta efectuar rapidamente um lançamento de linha lateral. Com a bola atrás da nuca inclina os braços para trás, a bola vai sair mas ... entretanto ... o que é isto? Feher tira-lhe a bola das mãos. 'O gajo está parvo!' Segundos mais tarde Feher enfrenta o inevitável cartão amarelo com um sorriso irónico. Como quem está a dizer "Estes gajos quiseram queimar tempo e agora estão com pressa". Com pressa. Há insultos vindos da bancada. Cinco segundos depois, talvez menos ... a camâra lenta altera a percepção do tempo, Feher cai fulminado no relvado e entra para a história.
Independentemente do clube que representava - e Feher já foi um dos nossos - aquilo que aconteceu ontem em Guimarães é a pior coisa que pode acontecer na vida de um adepto de futebol. Mas mais do que isso, deixa um tipo a pensar na 'vida'.
Com a habitual incapacidade de reagir perante o aproveitamento sensacionalístico dos media e para além das palavras de conforto para familiares, amigos e colegas, apenas desejo que a direcção do meu clube e os nossos adeptos se saibam comportar com dignidade. Confio bem mais nos segundos, para dizer com franqueza.
ps: o que faz o comum adepto de futebol ir para a porta das urgências de um hospital e 'estacionar' em frente aos directos das camaras de televisão, de telemóvel em punho na maior das risotas, alheio ao dramatismo que o rodeia? Não entendo esta mania de 'aparecer na televisão' a qualquer preço. O Animal é atrasado mental. A-TRA-SA-DO MEN-TAL. Entendem? E não é suposto uma pessoa rir-se de um atrasado mental. Muito menos imitá-lo.
Tributo a James Brown

(Tens um talento inversamente proporcional à tua beleza, pá!)
Apelo desesperado
Prometo solenemente que quem me souber dizer de quem é, como se chama e onde se pode encontrar o original que os Wu-Tang Clan samplam na música "I Can't Go To Sleep" pode contar com um amigo para o resto da vida. Há semanas que ando a matutar neste assunto.
Marítimo 1 - Alverca 1
Terminou há pouco o meu momento masoquista do mês. Não sei o que será mais insuportável: se a charanga do Marítimo, se os comentários do Carlos Mozer. Só sei que ambos nunca se calam.
Que foi? Acabou o dinheiro?

Há já alguns meses que circulam boatos do regresso dos Pixies. Na altura não disse nada. Digo agora.
Sou alérgico a este tipo de 'regressos'. Ouvindo os discos mais recentes de Frank Black e das Breaders e o silêncio criativo dos restantes membros (batam-me se estiver errado) que interesse pode ter o regresso dos Pixies, nesta altura do campeonato? Ya ! é fixe! A Kim Deal ganha mais dinheiro para torrar em heroína, o Frank Black pode deixar o KFC e voltar a comer em restaurantes decentes e os outros dois ... como é que se chamam os outros mesmo?
O circo dos horrores desceu à cidade. A atracção principal são os espelhos que distorcem: rejuvenescem a audiência e emagrecem o vocalista.
Entusiasmos deste tipo só costumam acontecer lá pelos quarenta, com mais um regresso dos Rolling Stones, um concerto dos Pink Floyd, a velhada toda aos saltos com o Carlos Santana e os Doors - na impossibilidade de ir buscar o antigo vocalista ao túmulo - a recorrer à clonagem fatela. Fosse o regresso dos Modern Talking e andava tudo a clamar 'oportunistas'. Mas como são os Pixies ...
A nossa geração envelheceu cedo de mais.
Apesar de tudo, catorze anos depois, continuo a achar que este disco
é coisa para ter mudado a minha vida.
Palpite
Pelo toque de bola, pelo físico, pela irreverência com que olha para os adversários, pela forma como esconde a bola e vai buscá-la mais à frente, cheira-me que este gajo

tem pinta para vir a ser a nossa próxima estrela.
E digo isto com a credibilidade que merece alguém que um dia afirmou convicto ser o Chaínho um grande craque!
Breves notas pessoais sobre alguns discos ouvidos recentemente (reparem em mim armado em crítico)
Amp Fiddler 'Waltz of a Ghetto Fly'

Sosseguem os fãs da neo-soul de recorte clássico. Chegou o sucessor de Raphael Saadiq, Dwele ou D'Angelo. Amp Fiddler tem a escola toda - já tocou com Prince, George Clinton ou os P-Funk All-Stars, por exemplo - e é um tipo cool. Muito cool. E 'Unconditional Eyes' é já uma das músicas de 2004.
Electric Gypsyland

Um disco de remisturas de música cigana fazia tanta falta como uma viola num enterro. Gostei das remixes de Señor Coconut (menos esfuziante do que habitual), Juryman e Bigga (repugna-me escrever este nome) Bush (pronto, já está). Mas talvez nem sejam estas. Recordo-me de gostar de duas ou três músicas e das restantes serem qshhhpunk qshhhpunk qshhhpunk com uma música cigana por baixo. Mediano sem ser mau, garante animação descontraída mas não fica na memória. Ao contrário da capa, medonha, a fazer lembrar uma compilação de êxitos das novelas da Globo.
Buck 65 'Talkin' Honkey Blues'

Imaginem uma mistura de hip hop com country alternativo lo fi e dará provavelmente algo entre o hip hop lo fi ou o country hip hop. Se o colectivo Anticon - com excepção notável de Sole - pega numa misturadora, nos últimos 40 anos de música popular e elabora uma papa pouco consistente, Buck 65 (aka Richard Terfry) reduz os ingredientes ao mínimo indispensável. ''Talkin' Honkey Blues' é um excelente disco com apenas um ponto fraco: a voz rouca do Buck que não se chama Buck mais parece a de um velho combatente de boxe atacado pela doença de Parkinson. Ou um Tom Waits ligeiramente menos bêbado.
Philly Soul - Music From The City

Uma pequena desilusão, esta colectânea que se propõe reunir o estado da arte da neo-soul da cidade de Filadélfia. Jaguar Wright, Lizz Fields, Jill Scott e Bilal estão em grande estilo (como sempre). Mas também há por lá muita música francamente menos inspirada: Jazzfatnastees, The Philadelphia Experiment, King Britt, Vikter Duplaix. E eis que chega a vez da habitual ladaínha monocórdica de Ursula Rucker e eis que chega o pretexto para trocar de disco.
"Definem-se como ambíguos mas polivalentes, pois embora mantenham um estilo muito próprio procuram de certa forma abranger sempre as novas tendências ou então até mesmo cria-las..."(Rox Club)
Propositadamente mantivemos a versão original do post que publicamos umas horas atrás, intitulado 'Agenda - Parte II'.
Esse post era a transcrição exacta de um mail que o Rox Club enviou a todos os subscritores da sua mailing list. Nesse mail - enviado ontem, dia 20 de Janeiro - era feita referência a uma actuação dos 4 Hero a ocorrer no próximo sábado, curiosamente dia 17 de Janeiro. :D
Eu sei que sou picuínhas mas, relativamente ao conteúdo desse mail ...
Desconheço quem sejam Marck Maclair e Dego McFarlem. Quando muito conheço Mark Clair (aka Mark Mac) e Dego McFarlane que, por acaso, até fazem parte dos 4 Hero.
Os 4 Hero nunca editaram nenhum disco chamado 'Two Phases'. Mas, por acaso, editaram um chamado 'Two Pages'.
Os 4 Hero nunca tiveram nenhum projecto paralelo chamado Optical. E muito menos Starway. Mas mantiveram um chamado Jacob's Optical Stairway. Aliás, neste capítulo, é no mínimo estranho o silêncio relativamente aos TEK 9, provavelmente o projecto paralelo mais conhecido de um dos membros dos 4 Hero.
O resto do texto está aqui na sua versão original.
(Nota do pseudo-tradutor: 'amateurs' não é 'amadores'. 'se teinter de jazz et de sons expérimentaux' não é 'com sons experimentais provenientes do jazz'. Aliás, o que é que são 'sons experimentais provenientes do jazz'? :o )
Claro que nada disto é grave. Mas é lamentável que um club cosmopolita, eclético e atento às 'novas linguagens electrónicas' dê uma tamanha imagem de incompetência, ignorância e amadorismo. Afinal, o allmusic é fácil de usar e até é de borla.
Agenda (parte III)
Continuando no Rox e para quem ainda gosta de Drum'n'bass puro, aqui ficam mais estas 2 sugestões:
Sábado, 31 Janeiro
Club Progression Sessions with LTJ BUKEM, uk + MC CONRAD, uk + FUTURE ENGINEERS, uk
Hugo C, Spam, Zoing
Bar Serginho, Nuno di Rosso, Dee:na
Sábado, 7 Fevereiro
GOLDIE, uk
Skylarker aka Bob Figurante, Hipdrumbeat
Agenda (parte II)
"sábado, 17 de Janeiro
4 HERO, uk
Serginho, B.kas, Dee:na
Os 4 HERO começaram a dar os primeiros passos no fim dos anos 80. Marck Maclair e Dego McFarlem, dois amadores amantes do hip-hop, jazz e das novas correntes electrónicas juntam o seu talento e criam uma label a Reinforced Records. Descoberto o movimento underground da musica electrónica partem à exploração das novas sonoridades do Drum'n'bass com sons experimentais provenientes do jazz. Nesta altura artistas como Goldie e Peshay assinam pela sua label. Após um longo período de produções individuais sob pseudónimos como (Optical, Tom & Jerry, Starway) lançam em 97 um novo album "Two Phases" que ainda hoje é uma referencia de qualidade...
Definem-se como ambíguos mas polivalentes, pois embora mantenham um estilo muito próprio procuram de certa forma abranger sempre as novas tendências ou então até mesmo cria-las...
Para ajudar à festa o residente Serginho com warm-up de B.kas e Dee:na
Das 23h59 ás 08h00" in info.roxclub@sapo.pt-ROX CLUB Cais de Gaia
Agenda
No próximo fim de semana, dias 23 e 24 de Janeiro, por uma vez a cidade do Porto vai ter a agenda preenchida.
Kevin Blechdom

No Auditório de Serralves, sexta-feira às 22 Horas. Desconheço se o espectáculo de Kevin será composto pela apresentação ao vivo do seu reportório electro-punk ou se será uma performance mais hummm... 'experimental'. Como disse há umas semanas, o último disco 'Bitches Without Britches' esteve longe de me deixar deslumbrado mas pelos cinco euros habitualmente praticados em Serralves vale bem a pena a presença.
No sábado, no Indústria, os Bugz In The Attic, actuarão como dj's. Colectivo de oito produtores, músicos e dj's, os Bugz In The Attic são os principais activistas da cena broken beat originária da zona Oeste de Londres e entre os seus membros destacam-se Orin Walters ( que também edita como Afronaught), Kaidi Tatham (aka Agent k) e Seiji (autor de um magnífico disco de remixes editado em 2002). Os dois primeiros fazem igualmente parte dos Neon Phusion.

Discografia recomendada:
Neon Phusion - The Future Ain't the Same as It Used 2 B (1999)
Afronaught - Shapin' Fluid (2001)
Agent K - Feed The Cat (2002)
Seiji - Remixes (2002)
Bugz In The Attic - Fabriclive Series Fabric 12 (2003)
Seria o programa perfeito se entretanto, neste mesmo fim de semana, não estivesse algures aqui. :)
Post de devoção adolescente ao 'meu MC preferido'

Slug (aka Sean Daley) dos Atmosphere
O flow em crescendo e o modo como interliga as palavras em rimas complexas, carregadas de refrões catchy (from the top of fiji / to the bottom of Christina Ricci) são imbativeis. A ironia, o entusiasmo, a honestidade, a raiva, a criatividade, a arrogância do novo super-herói do hip hop underground. E, acima de tudo, o ódio semi-ficcionado e incondicional à sua ex-medusa Lucy Ford. :)
Slug conta-nos histórias do quotidiano, retratos das vidas comuns. Com a confiança invencível que só a verdade confere.
Discografia seleccionada:
Overcast! (1997)
The Lucy Ford EP (2000)
God Loves Ugly (2002)
Seven's Travels (2003)
Um pequeno passo para o descrédito absoluto, um grande passo para a nossa popularidade
Suponho que um dos passatempos preferidos de quem alimenta um blog seja verificar regularmente a lista de referrals - invenção muito útil que permite perceber os hábitos de pesquisa dos leitores que aparecem aqui por acidente. Assim sabemos, qual Big Brother, que já passaram por cá à procura de 'Sinais de trânsito australianos' (Cangurus? Pernetas, quiçá?), 'bitok + blog' (ainda me hás-de explicar esta), 'To Rococo Rot + Chiado' (imensos mas não estivemos lá, como já perceberam) e 'depilações totais'. Desta vez, inexplicavelmente alguém pensou que nós tinhamos cá disto. Como não queremos desiludir ninguém, muito menos os nossos leitores, prometemos tratar desse assunto prioritário com a maior brevidade possível.
Black Dice

Proponho 'Big Drop' para o título honoris causa de melhor música de sempre na cadeira de rock sónico. Ou, como se diz em estrangeiro, it's fucking great!!! (nós aqui não dizemos palavrões em português)
Mars Volta
O rock morreu, pá. Tenho a certeza absoluta. Mas estes gajos têm estilo.

E este disco, apesar da capa ser horrenda, não é nada mau.

Referências associadas: Pink Floyd, Jane's Addicition, Sly And The Family Stone, Led Zeppelin, Fela Kuti, The Birthday Party.
Episódios normais de um jogo de futebol nos quais qualquer adepto do Sporting assobia indignado
1. pontapé de saída (o árbitro já está a gamar. Esta bola era nossa.)
2. falta da equipa adversária ( o jogador devia levar amarelo)
3. amarelo para um jogador da equipa adversária (devia ser vermelho)
4. vermelho para um jogador da equipa adversária (seis meses de suspensão)
5. fora-de-jogo ao Sporting (não estava nada)
6. falta contra o Sporting (não foi falta)
7. amarelo a jogador do Sporting (nem lhe tocou)
8. vermelho a jogador do Sporting (fdp do árbitro)
9. Penalty a favor do Sporting (devia expulsar o jogador adversário que fez a falta e o guarda-redes por se estar a rir)
10. Penalty contra o Sporting (é o sistema)
11. Penalty contra o Sporting e expulsão do jogador do Sporting (é o sistema e o Pinto da Costa)
12. Lançamento a favor do Sporting (era canto)
13. Canto a favor do Sporting (era falta)
14. Falta a favor do Sporting (era penalty)
15. Lançamento a favor da equipa adversária (a bola não saiu)
16. Canto a favor da equipa adversária (era lançamento nosso)
17. Ao intervalo a instalação sonora revela que estão 32.624 espectadores no Alvalade XXI (pois, está-se mesmo a ver que estamos mais de 40.000)
18. A equipa adversária resolve fazer uma substituição (o gajo que sai devia levar amarelo por demorar, o que entra também por ter entrado antes do tempo)
19. Fernando Santos resolve substituir Pedro Barbosa (devia sair o João Pinto)
20. Fernando Santos resolve substituir João Pinto (o Barbosa não tá a jogar nada, pá!)
21. Fernando Santos substitui Quiroga por Beto (Devia entrar o Toñito)
22. O Ricardo sofre um frango (O Ricardo estava bem era no Boavista)
23. O Silva marca um golo (O Silva estava bem era no Boav ... Espera! Foi gooolo!!! Gooooooooolllllooooooo .... SOMOS OS MAIORES, PÁ!)
Dados estatísticos: no último Sporting-Vitória de Guimarães foram contadas sessenta e quatro assobiadelas do público. Os adeptos do Sporting assobiam, em média, cinquenta e quatro vezes por jogo. No jogo Sporting-Sporting de Braga de 12 de Outubro de 1995 os adeptos do Sporting assobiaram sessenta e dois minutos e 15 segundos. Sem qualquer paragem. Em média, os adeptos do Sporting assobiam trinta e seis por cento do tempo total de um jogo de futebol. Estes dados são reais e, mais minuto menos minuto, exactos.
Ah Ah Ah!
Penso que há algumas vantagens em acumular uma pilha de jornais atrasados e só ler notícias como esta duas semanas após terem sido publicadas.
(isto é mentira, claro. Já sabia disto há que tempos mas só agora me apeteceu trazer este assunto para o blog)
Finalmente tenho na minha posse dados que me permitem demonstrar objectivamente uma teoria que andava a proclamar há meses.
Os programas de televisão mais vistos no ano passado foram: (vamos lá devagarinho, a ver se não me engano)
1º- FC Porto - Celtic
2º- Portugal - Brasil
3º- FC Porto - Real Madrid
Reparem que eu disse 'programas de televisão' e não 'jogos de futebol' como pode parecer à primeira vista.
Nos primeiros seis lugares estão ainda as transmissões dos jogos FC Porto - Benfica e FC Porto - Sporting.
O sétimo lugar coube à inauguração do Estádio do Dragão.
(O quinto foi para a inauguração do Estádio da Luz mas isso não vem ao caso)
Podemos retirar daqui várias conclusões:
1- O FCP tem audiências, vende publicidade, origina receitas; estes dados contrariam a ideia pré-concebida que nos diz que em Portugal qualquer jogo de matrecos que inclua meio jogador benfiquista - e estou-me a referir ao Simão - tem mais 'importância' do que uma final europeia.
2- Os seis milhões de benfiquistas e os quatro milhões de sportinguistas são uma cambada de masoquistas.
3- A generalidade dos portugueses dedica maior interesse em assistir a uma derrota do FCP do que em conhecer todos os pormenores sórdidos sobre as mamas do Paulo Pedroso (referência discreta ao caso Casa-Pia)
4- A generalidade dos portugueses afinal até vê bons programas de televisão.
5 - Destas cinco conclusões apenas a primeira é importante.
Na minha próxima intervenção sobre futebol proponho-me demonstrar por A mais B que a imprensa nacional favorece os clubes de Lisboa - nomeadamente a equipa do Sporting - passando subliminarmente a mensagem que a equipa é prejudicada em todos os jogos em pelo menos três penaltis, sete foras-de-jogo e vinte e três lançamentos da linha lateral mal assinalados. Esta defesa intransigente da equipa do Sporting - podemos mesmo falar em 'levar ao colo' - tem efeitos nefastos sobre a consciência crítica dos sócios de tão vetusta colectividade e traz consequências a nível da sanidade mental destes individuos, como tentarei demonstrar na minha próxima posta.
Então, até já!
... e uma desilusão

(Na foto, a capa de 'Empty The Bones Of You' de Chris Clark)
Extremamente aborrecido. Falta-me paciência para o repisar dos lugares comuns típicos da electrónica dos anos 90. A tortura do sono invertida. Neste caso, nem com a ajuda de um café duplo consigo acordar.
... uma confirmação ...

Os Air fazem a melhor pop da actualidade. A milhas de distância da restante concorrência. (adoro estas certezas absolutas..dá um ar de opinião respeitável...eheh)
Uma surpresa...

Nunca liguei muito aos Belle & Sebastian. Para dizer a verdade, nunca liguei nada. Até simpatizava com aquela coisa da twee pop: lamechas, eternamente pré-adolescente, fiel da série 'Verão Azul', ávido leitor das aventuras dos Cinco. Simplesmente achava as músicas frágeis - não no sentido de 'delicadas' mas sim 'facilmente esqueciveis'. E a voz fraquita, irritante. 'Dear Catastrophe Waitress' é a excepção que confirma a regra. Música pop perfeita, cantarolável, solarenga, optimista. E, de repente, fiquei com uma vontade estúpida de voltar a pegar na bicicleta.
LIKES, LIKES, LIKES, LIKES, LIKES, LIKES, LIKES, LIKES, LIKES, LIKES, LIKES, LIKES!!!!

Totalmente viciado nesta peróla.
Ainda faltam 11 meses para terminar o ano, mas será que é arriscar muito se disser que este CD vai estar no meu top 5 de 2004?!...NÃO!!!!!
Minha pequenina, Mebocaíiiina!
Alguém já ouviu o anúncio mais piroso, mais falta de qualidade que anda aí?
Passa na TSF. 10 x pior que os anúncios da TV Cabo.
É mais um daqueles cantados. Dá-me a sensação que as agências de publicidade quando estão com falta de imaginação desencantam sempre mais um do baú, fica sempre bem(?) e deve dar resultado, há quantidade deles.
Embrulha, FNAC!
Só para que se faça justiça a quem verdadeiramente merece os nossos elogios (há 25 anos!!). Um link precioso.
Mas há mais!!!!!!!............. (hihihihihihi)
Nós cá não gostamos de hip-hop, nãããã...
A minha palavrinha de agradecimento para essa cadeia de produtos culturais (que eu costumava venerar nos tempos em que ainda não existia em Portugal), a democrática FNAC, por ter em tão boa conta os seus clientes da área do Porto. Há dias procurei nas três FNACs nortenhas o novo álbum a solo do Mind da Gap Ace e, já em desespero de causa por não encontrar nem um disquinho, procurei informações junto de um funcionário da FNAC Gaiashopping. Estaria esgotado? Não... a verdade é que o disco do Ace, que até é um rapaz do Porto e tudo, só pode ser encontrado nas FNACs do Chiado e de Almada. É que nós aqui não gostamos dessas coisas. No Porto ninguém ouve hip-hop, ninguém faz hip-hop, ninguém compra hip-hop..... Em contrapartida, os lisboetas que quiserem discos de 'goa trance' ou de 'rock fm' serão seguramente encaminhados para as FNACs do Porto. Que é para nós não dizermos que tudo o que é bom é para os outros.
Jay-oub-â

Eu devo ter um ar mesmo muito desesperado. Já é a segunda vez nas últimas duas semanas que sou abordado na rua por pessoas que não conheço de lado nenhum e que aparentemente me querem converter ao reino de deus utilizando estratagemas de eficácia duvidosa como abanarem umas revistinhas em frente ao meu nariz. Hoje foi a vez de um simpático homenzinho de casaco apalhaçado e gravata verde-alface a terminar dois palmos acima do umbigo me interpelar utilizando como pretexto o facto inquestionável de ser 'o mensageiro da palavra sagrada da bíblia'. Admiro a fé inabalável destas pessoas que são capazes de percorrer quilómetros para receber centenas de negas por cada ovelha convertida ao seu rebalho enquanto sacrificam os seus pequenos desejos, vícios e ambições em troca da promessa do eldorado da vida eterna. Admiro e penso que merecem a recompensa de perder dez minutos do meu tempo a ouvir o que têm para me dizer. E, claro, é sempre um prazer ver a cara deles quando me perguntam, manhosos 'Então o jovem acha que este mundo perfeito apareceu assim, vindo do nada? É tudo obra do criador, jovem!' eu respondo, triunfal, com outra pergunta 'Sim, velho ... mas quem criou deus? Apareceu assim, vindo do nada?'.
No fundo penso ser essa a minha missão na terra; converter um deles à causa agnóstica.
Até que enfim

O Tribunal Constitucional Italiano decidiu que os cinco principais detentores de cargos políticos - e neles se incluí Silvio Berlusconni, actual primeiro ministro - não podem estar sujeitos a imunidade judicial. Assim, o processo que estava parado no tribunal de Milão contra o primeiro ministro fascista poderá recomeçar e levar Berlusconi a sentar-se no banco dos réus.
Mogwai - Concerto no Hard-Club, dia 6 de Fevereiro

Vinte euros por um concerto é um pouco demais. Pá, verdade seja dita, parece que estes gajos só conhecem uma canção.
A banda sonora para um dia de trabalho acumulado
Uma pausa na operação de recuperação da época d'oiro dos Festivais da Canção para ouvir

The Remote Viewer 'Here I Go Again On My Own'

Populous 'Quipo'

Ulrich Schnauss 'A Strangely Isolated Place '

Yasume 'Where We're From The Birds Sing A Pretty Song'
Gosto desta electrónica doce, terna. Reconfortante.
e agora algo completamente diferente
retrato de presidiárias por esse mundo fora
exposição recomendável
"Tanta dor" fotografias de Jane Evelyn Atwood
a questão das prisões é sempre estranha.
até que ponto a privação de liberdade compensa um mal causado a alguém?
deverão ser degradantes, humilhantes, desagradáveis e / ou aborrecidas as condições em que essas pessoas têm que viver? (riscar o que estiver errado)
este exposição mostra-nos a fotografia no seu formato primordial que é o retrato. não necessariamente de pessoas mas também de sitios e situações e é impossivel não nos sentirmos um pouco voyeurs ao ver uma presa grávida a contorcer-se numa marquesa ou um casal de presidiários no parlatório.
O que é feito de si? - Primeiro episódio

(eheh... esqueci-me da dentadura postiça e nem dei conta)
O que é feito de si? (deixa-me intrometer na tua rica e saudosista rubrica)
este
faz-me lembrar alguém que também por aqui posta ;)
será que o armando gama também joga pro evolution soccer III ?!
(ps: o nosso único leitor que me perdoe esta piada privada)
O que é feito de si? - A ante-estreia de uma nova rubrica no seu papeldeparede

(belo laçarote, pá!)
Duas excelentes razões para detestar o Rui Veloso
1. É parecido com o Marcelo Rebelo de Sousa;
2. Anda há 10 anos a tocar sempre as mesmas músicas e está podre de rico por causa disso. (ainda se fosse para estourar tudo em álcool);
3. É o pai do rock português;
4. Utiliza a guitarra para fazer solos;
5. Já partilhou o palco com um tipo que faz parte de uma banda chamada 'Ala dos Namorados'; (para dizer com franqueza esta razão já é suficiente para detestar o gajo)
6. Faz caretas - autênticos esgares de prazer - enquanto sola na sua guitarra;
7. Já foi rebelde mas cresceu, ganhou dinheiro - à custa de tocar sempre as mesmas músicas, esta parte é importante - e tem agora aquele ar aburguesado mete-nojo típico de quem a vida corre bem;
8. O gajo usou bigode, ok!!!
9. E, acima de tudo, isto

Xutos & Pontapés

A maior banda de rock nacional faz hoje 25 anos. A festa de aniversário vai decorrer no Hard Club, em Gaia, no dia 16 Janeiro. Os Xutos não vão tocar, mas vão estar presentes para conviver com os fãs.
Eles vêm aí
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(Da esquerda para a direita, To Rococo Rot )
Um dos grupos/projectos/bandas preferidos do colectivo papeldeparede vai actuar na bôite Indústria no próximo sábado a partir das 00:30 para um inesquecível momento de música electro-acústica. (Juro jamais escrever uma frase tão parola como a anterior)
O papeldeparedemuitopiroso vai estar lá.
Para o nosso único leitor que não nos conhece, nós somos aqueles que equipam à União de Leiria. (piada futeboleira da praxe que daqui a uns dias ninguém vai entender)
O grupo alemão vai estar em Lisboa no dia anterior para uma (sic) 'intervenção no túnel central da
Estação de metro Baixa-Chiado' para intelectuais de óculos de massa e ar absorto. Já há quem reclame os White Stripes no Chapitô mas a esses insanes eu digo 'Tenham juízo'.
Discos a partir de 1 euro
A Valentim de Carvalho (ou 'Valentim Loureiro' para os amigos) do Gaiashopping está em saldos. Mas em
saldos, mesmo! Vale a pena uma visita desde que se levem poucas expectativas. Já se sabe que o stock está muito vasculhado mas lá pelo meio ainda se encontram algumas semi-preciosidades por preços a partir do 1 euro. Acabei por trazer este disco

e mais este

e mais a banda sonora compilada pelo David Holmes para o 'Out Of Sight' e outro disco do vibrafonista Arthur Lyman. Os quatro discos por sete euros. E ainda por lá ficaram o 'National Coma' dos Drop Nineteens, mais uma ou outra compilação interessante de 'novas-tendências' com 5 anos em cima e vários cds da primeira edição desse êxito de audiências chamado Operação Triunfo; bizarro programa de entretenimento em que vários concorrentes testam as suas habilidades vocais, choram muito quando um dos rivais é eliminado e onde os concorrentes masculinos se assemelham, todos sem excepção, a clones suburbanos do João Pedro Pais.
Uma última nota de pesar para dizer que, desde que abriu a FNAC na esquina em frente, os empregados da VC exibem aquele desespero típico de merceeiro a quem acabou de abrir um hipermercado no outro lado da
estrada. Mas isso - a ascensão e queda da VC - já dava outro post.
Sole vs Kevin Blechdom
Coincidência engraçada. Saquem respectivamente os temas 'Sebago' e 'Bucktoof Rebound' e comparem o resultado final.
Por falar em Miss Blechdom. Ouvi recentemente este disco

e tem os seus bons momentos (ai tem, sim senhor!) mas é um daqueles álbuns que insistem em agarrar o ouvinte pelos colarinhos enquanto grita aos ouvidos. Até aí tudo bem, gosto pouco que me gritem mas até suporto. O problema é que logo depois aplica dois socos direitos ao estômago do ouvinte e, quando este já só espera pelo fim da tortura, pontapeia as partes baixas cobardemente deixando o pobre coitado estendido no chão. Para piorar as coisas ainda inclui uma versão ranhosa do êxito 'Private Dancer' da ... ptufff... Tina Turner que faz lembrar karaokes decadentes e que nem como piada funciona. 'I'm Nastay' é um excelente tema com o seu banjo desafinado, batida animadita, letra atrevidota e um final apoteótico - também há quem lhe chame caótico - mas nem isso salva um disco que a prudência aconselha a não voltar a ouvir tão cedo.
Ora aqui vai a minha lista de 2003, dos melhores albuns.
1. Spring Heel Jack- The Blue Series - Live
2. Sole - Selling live Water
3. Cinematic Orchestra - Man With the movie Camera
4. Matthew Herbert Big Band - Goodbye Swingtime
5. Outkast - Speakerboxxx
6. The Vandermark 5 - Airports for Light
7. Madlib - Shades of Blue
8. Matthew Shipp - Matthew Shipp vs Anti Pop Consortium
9. Beans - Tomorrow Right Now
10. Joaquim - Fantomes
11. I Wolf - Soulstrata
12. Aesop Rock - Bazooka tooth
13. Jaga Jazzist - The Stix
14. Two Banks of Four - Three Street Worlds
15. Meanest Man Contest - Merit
16. Jimi Tenor - Higher Planes
17. Soft Pink Truth - Do You Party
18. Prefuse 73 - One word extinguisher
19. Matthew Shipp - Equilibrium
20. Matmos - Civil War
21. Kraftwerk - Tour de France Soundtracks
22. Four Tet - Rounds
23. DJ Krush - The Message at the Depth
24. Autechre - Draft 7.30
25. King Geedorah - Take me to your leader
26. The Majesticons - Beauty Party
27. Spacek - Vintage Hi-Tech
28. Senor Coconut - Fiesta Songs
29. N.M.S. - Woe to the land whose king is a child
30. Luomo - The Present Lover
Jay-Z . The Black Album

Big props para os textos de Miguel Francisco Cadete na edição do Y de hoje. Jay-Z pode ser fanfarrão - e é! -, amigo de Eminem ou ex-drug dealer mas a quem faz discos como 'The Blueprint', músicas como '99 Problems' ou videos como o de 'Change Clothes' perdoa-se tudo. Ou quase tudo. Só não se perdoa que abandone assim a carreira no auge da sua criatividade. Jay-Z - como os Outkast ou Missy Elliott ou 50 Cent - prova mais uma vez que no hip-hop os melhores exemplos não provêm apenas do underground.
Deixo aqui a critica ao novo disco mas no jornal ou na edição on-line podem ainda ler textos igualmente recomendáveis sobre a carreira de Jay-Z e o poder apocalíptico dos 'álbuns negros'.
Passo a citar
""Maybe you love me when I fade to black" ouve-se no início, concretizando-se, assim, a ameaça de uma reforma que todos julgam antecipada. Não é o mercado que lhe impõe a retirada, é o próprio Jay-Z que a anuncia ao seu melhor estilo. Ainda assim, e apesar da euforia criada em torno de "The Black Album", este não será um canto do cisne em todo o seu esplendor. Mas está lá perto, quando Jay-Z, ao rodear-se de uma turma de nomeada (Rick Rubin, Eminem, Timbaland ou Neptunes), consegue fazer com que o hip-hop saia do seu gueto e se vista daquela majestosidade que lhe fica tão bem, ao ser capaz de transformar cada um dos seus discos em tentativas de aproximação à perfeição. Uma perfeição limitada, mas ainda assim uma mão cheia de faixas de antologia. Mais um par de surpresas e está feita a festa. Quando Jay-Z desaprecer de cena, algum outro MC ocupará o seu lugar. Até lá, é bom poder usufruir de temas como "99 Problems", "December 4th", "Justify My Thug" ou "Encore".
Não, este Jay-Z não é - nunca foi - o Jay-Z que se apresenta na primeira linha da inovação. A sua pouco escondida preocupação com a imortalidade faz com que cada um dos seus discos sejam documentos que querem explicitamente ficar na História. São rastos de memória que se socorrem da História como prova última do seu talento. Mesmo os temas produzidos por produtores da moda, como Neptunes ou Timbaland, apontam nesse sentido: aqui não há muito para inventar e a solução é aproveitar para apresentar as mais respeitosas saudações.
"99 Problems", a faixa produzida por Rick Rubin, é, a esse respeito, significativa. De volta à velha guarda, Rubin entra em competição com uma batida monstruosa e uma guitarrada que lembram descaradamente o tempo em que produzia Run DMC e Beastie Boys. Jay-Z não se faz rogado e responde à letra: "you're crazy for this one, Rick / It's your boy!" Ou, percorrendo uma viagem no tempo ainda mais demorada, "December 4th", onde a produção de Just Blaze transporta o ouvinte para os anos do disco, agora reinventados com um rigor e perfeição que nunca tiveram. Ouvem-se violinos triunfantes e a rua transforma-se numa pista de dança como as dos 70's. Em intermitência com a gabarolice de Jay-Z ouve-se a voz da mãe a fazer-lhe o retrato: "comprei-lhe uma boombox (tijolo, em português) para estar sempre perto de mim e não se meter em trabalhos".
O próprio Jay-Z, por uma vez, cede à lucidez. "Moment of Clarity" é mais uma daquela típicas faixas de Eminem, com vagas opressivas a quererem provocar um êxtase por compasso. Nada de novo na produção, e a criatividade que anda por aqui leva a pensar que Marshall Mathers possa ser uma réplica do electroclash aplicada ao hip-hop. O que é novo é a confissão de Jay-Z que, num assomo de modéstia, reconhece Talib Kweli como o letrista que ele nunca foi. Mais espanto só na rendição de "Justify My Love", agora intitulada "Justify My Thug" e produzida por DJ Quik, capaz de se transformar no "Rock Around the Clock" do rap e, num mesmo movimento, num monumento minimalista serpenteando em torno de uma linha de baixo.
Quando Jay-Z pede palmas, em "Encore", debaixo de uma secção de metais radicalmente latina, percebe-se que "The Black Album", para lá da auto-indulgência, pode também ser uma festa. No fim de contas, sendo um documentário sobre a vaidade de Jay-Z, também oferece espaço à celebração de uma música que tem a humildade de pegar nas outras para se inventar.
O hip-hop é isto também: um enorme poço de contradições capaz de iluminar o beco mais sujo da vida."
Obras-primas ao preço da chuva
Por acidente - e por meia dúzia de patacos - este disco veio-me parar aos ouvidos

Iggy Pop berra, uiva, guincha e por vezes também canta como se não houvesse amanhã ao mesmo tempo que faz Mick Jagger parecer um escuteiro mirim; sob efeitos de ácido, é certo, mas ainda assim ligeiramente apatetado. Visceral, selvagem, à flor da pele, intenso, este post que se pretendia de louvor aos Stooges mais parece um novo anúncio do Axe. E claro, um disco com músicas brilhantes como '1969', 'No Fun', 'I Wanna Be Your Dog' e 'Not Right' só poderia ser muito bom. A produção - e o piano .... e o violino - do Velvetiano John Cale nota-se por mais do que uma vez mas sobressai no épico de contornos vagamente religiosos de 'We Will Fall' - música ao estilo Velvet Underground old-school com mais de 10 minutos em que um tipo tem tempo para dar uma mija, fritar um bife e sair para comprar 'A Bola' sem se verificar grande evolução na melodia. Aprovado com distinção, brilhantismo e uma esfuziante aclamação em pé.
Já 'Back in the U.S.A' dos MC5 fica para uma próxima oportunidade após a primeira impressão não ter fascinado. À falta do termo apropriado em português e de um dicionário à mão de semear fica a nota poliglota - muito sleazy para gostos de gourmet.
No entanto o propósito máximo deste post é salientar que, numa altura em que se gasta tanto dinheiro em bens superfluos, um melómano pode, por menos de 20 euros, adquirir duas obras-primas máximas - ainda por cima restauradas e com um som magnífico - de um músico excepcional.


Esqueçamos a parvoíce que é dizer que a mesma pessoa produziu duas obras-primas e atentem que, neste caso, o termo 'obra-prima' apenas peca por defeito.
E por agora é tudo. Que me perdoem o ligeiro tom de educador do povo - 'Vasco, Vasco, companheiro Vasco' - mas o que querem? Entusiasmei-me. :)
A libertação dos grilhões da ignorância na ascensão que leva à argúcia e à construção de tronos de pó de uma realeza mortiça.
Ou, um exemplo prático daquilo que uma crítica não deve ser?
Animal Collective Spirit They.re Gone, Spirit They.ve Vanished / Danse Manatee
2003
FatCat
««Animal Collective, ou a tradição como linha fronteiriça, susceptível de ser galgada em audições contínuas. O epíteto serve "Spirit They.re Gone, Spirit They.ve Vanished" (2000) do ponto de vista formal. Serve também .Danse Manatee. (2001), o capítulo segundo. A transcendência na articulação de fragmentos, pedaços de nada que contêm tudo, presenteia o trabalho de conteúdo perfurado por apupos de estilo. Como um tufo de independência a desvincular Avey Tare, Panda Bear, Deaken e Geologist das tendências mais colegiais de fazer e acontecer música.
O livro abre-se para deixar à mostra os resíduos das páginas amarelas, um disco duplo que liberta folhas de Outono com nervuras a descoberto. Música do mundo que tresanda a desnorte, de incompatibilidades orgânicas, famigeradas, radicada nos partos inorgânicos de profundidade para lá da demarcação telúrica. Um techno minimal a provocar amuos nas pistas de dança pelo infanticídio do groove. Já no ano passado, os Sparks, excêntricos da pop, saqueavam o ritmo e cantavam oh no, where did the groove go? em .Lil. Beethoven..
Em Animal Collective, há uma circularidade psicadélico-individualista a morder o rabo das canções, afiliadas que estão à corrente do naufrágio turvo, com o anzol lançado a algumas milhas do porto. São traços cálidos a desferir as directrizes de cânticos naturais, guturais, odes sinfónicas a um punhado de terra. O afago do piano atravessa os filamentos do discurso das guitarras, coloca na estrutura uma densidade justaposta, irreverente. Se os Godspeed You! Black Emperor são o entroncamento do esqueleto político com o silêncio plasmático, Animal Collective é o barro que cola as partes e as sacode numa divagação migratória.
São carantonhas étnicas, coloridas, fantasmas ciganos, visões espectrais do futuro da pop. Anjos despidos, assexuados e magros abrindo asas múltiplas e deixando um rasto de cometa contra um firmamento cintilante. São arranhões, escoriações na voz e na instrumentação o que se ouve na edição da FatCat dos dois primeiros tomos do colectivo. Uma recuperação que vem remediar a pouco expansiva distribuição, nos respectivos anos de lançamento, fora dos Estados Unidos. A bestialidade humana em sagas luminosas numa Alegoria da Caverna acidental. O caminho dos visionários faz-se depois de colher os frutos das trevas, os rebentos da penumbra. A libertação dos grilhões da ignorância na ascensão que leva à argúcia e à construção de tronos de pó de uma realeza mortiça.
Apontar segmentos desta narrativa diletante equivale a rasgar páginas de um romance e jurar ter extraído à obra as passagens mais importantes. Escutar é um exercício de redundância, dispensa facilitismos pedantes e obtusos. A contundente compartimentação de sons em saquetas-expresso, de rápida degustação, é uma obstrução vulgar e grosseira no trabalho crítico. Querem saber um segredo? O espírito foi-se mas continua a assombrar os auditores do quarteto de Brooklyn. O animal jaz no subsolo, enfezado e baço, a lenda está escrita em disco compacto. »»
in Bodyspace.net, citado recentemente algures num thread de http://www.forumsons.com/
Já não me divertia tanto a ler um texto desde o 'vazio parentético' dos Sigur Rós. Resta saber se a piada será intencional. Mas a grande questão aqui é saber onde, como e em que circunstâncias é que o autor do texto teve acesso à máquina que traduz em letras os sons contidos num pedaço de música. Ou, por outras palavras, depois de ouvir o disco é muito provável que o autor do texto não tenha resistido cacarejar num discurso pejado de excessos verborreicos, enfadonhos e inúteis, típicos de uma certa linguagem rebuscada falsamente 'experimental' e 'moderna'.
Posto isto julgo que seria prudente que discos como o dos Animal Colective

passassem a exibir um autocolante com os seguintes dizeres:
'Cuidado, objecto pretensioso. Perigo de contágio.'

Buaaaaaaa!!! Eu quero os meus comentários de volta!!!
Eu quero comentar a beldade mencionada no último post e mostrar mais uma vez a minha tara por mulatas!
Eu quero dar umas valentes gargalhadas com o link Estes brasileiros são loucos.
Eu quero arranjar os comentários! Srs. Administradores digam o que precisam, que eu faço!
Lizz Fields . By Day By Night
Estou apaixonado por esta voz (calma! é só pela voz)

ok ... estava a mentir. Estou apaixonado também por este disco.

E por mais algumas coisas que não vêem agora ao caso.
Ella Fitzgerald e os Portishead? É uma teoria possível.
Por falar em Portishead. Há quanto tempo não têm o prazer de ouvir um dos discos anteriores? 3 anos? Mais do que isso? Será que eles ainda merecem a dedicação que os fãs lhes ... erm ... dedicam? Aburguesaram-se? 2004 será o ano do novo disco eternamente adiado? Ou será que vamos voltar a ter notícias de Beth Gibbons após o sobrevalorizado - digo eu - 'Out Of Season'? Ainda assim antes um 'ui' da Beth Gibbons do que ter que gramar a gemideira rouca de Carla Bruni e sua guitarrinha a tiracolo. Eu realmente mencionei preferir algo em vez de uma 'gemideira rouca'? Esqueçam.
Coisas que me irritam disparatadamente (a talho de foice)
Que o grupinho à minha frente nas bilheteiras do cinema esteja o tempo todo a falar de trivialidades (.Comprei umas calças na loja xpto mas vou trocar porque me ficam largas e talvez compre uns ténis a combinar com aquele casaco que comprei nos saldos blablabla.) e apenas se lembre de discutir que filmes estão em cartaz quando a menina da bilheteira já está à espera;
(ainda no cinema) Escolher o meu lugar na quarta fila a contar do fim e ter vistas desafogadas por não haver vivalma nas filas à frente, para assistir depois à chegada de um casal que escolhe justamente as duas cadeiras situadas no enfiamento da minha . na fila anterior, claro . e se acomoda vagarosamente, numa altura em que o filme JÁ COMEÇOU há pelo menos oito minutos;
Que o empregado de mesa pergunte .para quem é a pizza bolonhesa?. quando já todas as pessoas na mesa estão servidas menos uma;
Comprar o bilhete para uma exposição que quero mesmo muito ver . atenta e deliciada . e, ao entrar, dar de caras com um compacto grupo de 150 simpáticos adolescentes ruidosos em visita de estudo;
Encontrar o parque de estacionamento do supermercado quase vazio, escolher um lugar isolado e descobrir, no regresso, que alguém estacionou o carro coladinho ao meu, impossibilitando-me de entrar pelo lado do condutor (o parque continua vazio);
Parar para meter gasolina numa área de serviço muito movimentada, escolher a fila que parece mais pequena e verificar que, enquanto os condutores de todas as outras filas abastecem, pagam e dão lugar a outros, eu continuo à espera que o condutor do carro à minha frente acabe de ver os títulos dos jornais desportivos, tome café, coma um pastel, pague tudo e mais um chocolatinho, vá ao wc e, finalmente, regresse ao carro (uma outra versão acontece nas portagens, quando o condutor da frente não sabe ao certo se tem trocos mas teima em verificar).
Encontrar na prateleira de uma loja o disco ou livro que desejo há meses, perceber que não tenho dinheiro comigo, esconder o disco/livro na zona mais discreta e remota da prateleira e voltar duas horas depois . com dinheiro . para descobrir que já foi vendido.
Escrever um e-mail importantíssimo para o meu futuro, daqueles que demoram meia hora a concluir porque têm de estar perfeitos . ou então um daqueles que relatam detalhadamente as ocorrências dos últimos três meses, para mandar a uma boa amiga que já não veja há muito tempo . e descobrir, quando clico no botão .enviar., que: .a sessão expirou; introduza a password. (entretanto desaparece o e-mail e ficamo-nos pela intenção).
Sacar uma música pela net para dançar feita doida em casa . num estilo algures entre o hip-hop, house e breakbeat . e descobrir depois de 25 penosos minutos de download que acabei de sacar a versão acústica em gaita de foles.
Que as minhas duas gatas adorem ir fazer piões dentro .daquele. caixotinho sempre que eu ponho areia limpa e aspiro os arredores e que, cinco minutos depois do meu esforço, metade da areia esteja espalhada por tooooooooodo o lado no desgraçado compartimento.
Comentários kaputt
Logo agora que estavamos a ficar famosos, o nosso sofisticadíssimo sistema de comentários tinha que dar o berro. Humpft ... que aborrecido!
Prometemos resolver a situação assim que possível (tan nha nha tum tum ... musiquinha de Kenny G a acompanhar).
Apesar da forte tentação que é ficarmos a falar sozinhos queremos ouvir o que os nossos leitores - sim, estou a falar com vocês os dois - têm a dizer desse lado.
Circlesquare . Pre-earthquake Anthem

A palavra da mailing list da FLUR
'a output continua a iludir as expectativas de quem espera mais playgroup.
circlesquare, canadiano como manitoba, apresenta uma pop isolacionista próxima do slow-core mais associado ao midwest norte-americano. canções hiper-lentas pontuadas por uma guitarra western, ritmos electrónicos pausados e ambiências gélidas. tudo se passa muito devagar, e quando nos apercebemos estamos já imersos em pleno disco. a tensão hipnótica das melodias é reforçada pela sugestão do título: «pre-earthquake anthem» pode ser a preparação para uma tragédia que se avizinha, não tão dramática como a «pre-millenium tension» de tricky mas mais subtil, bonita mas incomodativa do mesmo modo que o filme «the last picture show» de peter bogdanovich mostrava pausadamente o desagregar de uma paz pouco verdadeira. o disco é feito de espaço e muito silêncio, palavras escolhidas, repetição que embala.
o inverno começa em breve.'
É da mais elementar justiça que se dê os parabéns ao autor desta prosa por ter conseguido escrever um texto sobre Circlesquare sem referir uma única vez os Massive Attack. É certo que a 'marca' Massive Attack ainda surge associada a muitos sub-produtos inclassificáveis, mas também é verdade que o grupo de 3D e Daddy G já não tem o fulgor intocável dos melhores tempos de 'Mezzanine' e 'Blue Lines'. Mas tudo isto não passam de conversas paralelas. Ouvir 'Pre-earthquake Anthem' será, talvez, como imaginar o esqueleto rítmico dos Massive Attack (lá está), substituindo a alma fumarenta do dub por uns pózinhos góticos de Love & Rockets - a voz, meu deus, a voz - umas guitarras western (Flur copyright) e o silêncio que, dizem, antecede a tempestade - neste caso um desvastador tremor de terra. Não garanto que o terramoto aconteça de facto mas de um conjunto inquietante de momentos de tensão já ninguém nos livra.
Escrítica Pop
Miguel Esteves Cardoso - e peço desculpa por estar a voltar ao assunto mas a reedição de 'Escrítica Pop' foi uma das coisas mais excitantes que me aconteceu nas últimas ...... horas - tem um talento para a escrita de pequenos textos em forma de crónica inversamente proporcional à excelência das suas, felizmente cada vez mais raras, aparições televisivas. Mas, já estou como diz a Sandra, ler o livro assemelha-se à experiência anacrónica de ler textos formidáveis, extremamente bem escritos e inspiradíssimos sobre as performances do recente Citroen 2 Cavalos ou análises comparativas entre o Fiat 127 e o acabadinho de sair Renault 5.
No entanto, por entre alguns textos sobre grupos e bandas que nem aos rodapés da história conseguiram chegar, um (atenção ... momento poético) pequeno excerto sobressaiu a meus olhos. Às tantas, por entre a crítica impiedosa ao novo disco dos Pere Ubu, MEC diz assim: 'De que serve ser-se vanguardista dum modo que garante a indiferença - não serão inutéis os revolucionários discretos?'.
São vocês que estão a dizer 'Animal Colective' - não sou eu.
Stereolab . Instant 0 in the Universe (EP)
Finalmente, após a habitual pausa das festas de fim de ano, tenho algum tempo livre para desembrulhar a última encomenda que me chegou da FLUR. Curiosidade muito grande para ouvir o novo EP dos Stereolab

o primeiro sinal (de vida) após o falecimento de Mary Hansen - o elemento mais carismático logo a seguir a Laetitia Sadier e, entre outras coisas, responsável pelos inconfundíveis lalala's característicos dos álbuns do grupo.

(Mary é a primeira menina a contar da direita)
Também chegaram os discos de Circlesquare e Monolake. Mas estes já conhecia graças aquele programa de partilha de ficheiros que tem um pássaro como ícon e cujo nome não convém dizer não vá a RIIA meter o bedelho. Mas esses - os discos, não os gajos da RIIA - ficam para uma próxima vez, caso se justifique.
Entretanto já ouvi o disco. Asseguro-vos que é muito bom e que na última música os Stereolab se divertem a construir uma insidiosa melodia sob um ritmo disco-sound. Ficarei então à espera do novo disco - Margerine Eclipse - que, consta, vai ser editado no início deste ano e que até já deve estar disponível no souls.... ups. :)
Os meus e de mais ninguém - parte II

Sem nenhuma ordem definida mas qualquer um deles indispensável. Acabei por não estabelecer qualquer tipo de hierarquia, principalmente porque, após duas ou três tentativas, não consegui definir nenhuma. :)
O gosto é volátil e depende de um conjunto de circunstâncias . a disposição, a hora, o tempo, o contexto, o próprio lugar onde os discos são escutados - que são impossíveis de traduzir em critérios estanques. Por outro lado, como conseguir estabelecer um critério objectivo e coerente para ordenar discos tão heterogéneos? No fundo, é a predominância do subjectivo sobre o objectivo. Pouco sentido faz ordenar uma lista de discos que amanhã seria certamente diferente.
O disco do ano é sem qualquer dúvida o dos Outkast. Acho que pela primeira vez na vida escolhi um disco que, só nos EUA, vendeu 6 milhões de exemplares. Estarei a ficar com gostos mainstream? (uma consideração lateral apenas para dizer que o novo single 'The Way You Move' é o único tema fraquinho do duplo álbum)
Outros possíveis candidatos seriam os discos de Villalobos, Tim Hecker, So, Spring Heel Jack, Autechre, Kimmo Pohjonen, Xela, Aesop Rock, Non-Prophets, Monolake, Matmos ou Dizzee Rascal. Outros discos . Burnt Friedman, Busdriver, Plaid, LFO, Dub Tractor - poderiam ainda entrar na lista dos 50. E muitos outros ficaram para ouvir nos tempos mais próximos. Nas compilações destaco DJ Shadow em pleno live-act no histórico programa de John Peel, Michael Mayer a seleccionar o décimo terceiro volume da colecção Fabric, os tesouros esquecidos recuperados em Texas Funk, a surpresa deliciosa de Mutant Disco e a caixa luxuosa da Trojan.
2003 foi um ano de muita e boa música. Antiga e nova. No final, o desejo habitual em todos os inícios de ano . que o próximo seja ainda melhor.
50 álbuns
50 Cent . Get Rich Or Die Tryin
Aesop Rock - Bazooka Tooth
Alva Noto + Ryuichi Sakamoto . Vrioon
Atmosphere - Seven.s Travels
Autechre - Draft 7:30
Broadcast - Haha Sound
Brother Ali - Shadows Of The Sun
Cinematic Orchestra - Man With A Movie Camera
Circlesquare . Pre-Earthquake Anthem
Dizzee Rascal - Boy In Da Corner
Dwele . Subject
Gang Starr-The Ownerz
Him - Many In High Places Are Not Well
Jaga Jazzist - The Stix
Jay-Z - The Black Album
Kimmo Pohjonen - Kluster
King Geedorah - Take Me To Your Leader
Leafcutter John . The Housebound Spirit
Lifesavas - Spirit In Stone
Lizz Fields - By Day By Night
Luomo - The Present Lover
Madlib - Shades Of Blue
Matmos - The Civil War
Monolake . Momentum
Moodymann - Silence In The Secret Garden
Mu . Afro Finger And Gel
Murs - The End Of The Beginning
Nephlim Modulation Systems - Woe To Thee O Land Whose King Is A Child
Non-Prophets . Hope
Outkast - The Love Below/Speakerboxxx
Plastikman . Closer
Pluramon - Dreams Top Rock
Prefuse 73 - One Word Extinguisher
Rachel.s - Systems / Layers
Rechenzentrum - Director.s Cut
Rhythm & Sound - W/ The Artists
Ricardo Villalobos - Alcachofa
Riow Arai . Mind Edit Syndicate
So - So
Sole - Selling Live Water
Spring Heel Jack . Live
Stephen Malkmus & The Jicks - Pig Lib
The Matthew Herbert Big Band - Goodbye Swingtime
Tied & Tickled Trio - Observing Systems
Tim Hecker - Radio Amor
Twine - Twine
Two Banks Of Four - Three Street Worlds
Ty - Upwards
Viktor Vaughn . Vaudeville Villain
Xela - For Frosty Mornings And Summer Nights
15 Compilações e Mix-Tapes
Cool As Ice, The Be Music Productions
DJ Shadow-Dimishing Returns
I Like It, Compiled by DJ Hell, Peter Kruder, Michael Reinboth & Theo Thonnessen
Life:Styles Compiled and Mixed By 4 Hero
Miami Sound, Rare Funk & Soul From Miami, Florida 1967-1974
Michael Mayer-Fabric 13
Mutant Disco, A Subtle Discolation Of The Norm
Muzik City, The Story Of Trojan
New York Noise, Dance Music From The New York Underground 1978-1982
Nice Up The Dance
Pulp Fusion, DJ Pogo Presents The Best Of Pulp Fusion
Solid Steel presents Herbaliser, Herbal Blend
Texas Funk, Hard Texas Funk 1968-1975
The Wonder Of Stevie, Compiled By DJ Spinna & Bobbito, Essential Stevie Compositions, Covers & Cookies
Wild Bunch, Story Of A Sound System Mixed By DJ Milo
5 Concertos
Blackalicious no Hard-Club
gybe! no Sá da Bandeira
Matthew Herbert no CBT
Philip Jeck no Aunditório de Serralves
Rechenzentrum no Rivoli
12 Filmes
Os meus preferidos deste ano; por ordem alfabética . Pensei escolher apenas dez mas não consigo eliminar nenhum desta lista.
A Última Hora, de Spike Lee
Adeus Lenine, de Wolfgang Becker
Apanha-me se Puderes, de Steven Spielberg
Às Segundas ao Sol, de Fernando León de Aranoa
Bowling for Columbine, de Michael Moore
Cidade de Deus, de Fernando Meirelles
Dogville, de Lars Von Trier
Elephant, de Gus Van Sant
Longe do Paraíso, de Todd Haynes
Mystic River, de Clint Eastwood
O Adversário, de Nicole Garcia
Swimming Pool, de François Ozon
Os meus e de mais ninguém
Discos, discos... então e os filmes? Pois é!...
Embora sabendo que não venho aqui fazer nada que outros já não tenham feito algures, apateceu-me ainda assim registar os MEUS filmes de 2003 e trazer um pouco de cinefilia ao papeldeparede. Aí vão eles; aqueles que valeu mesmo a pena ver este ano (em ordem totalmente aleatória):
Apanha-me se Puderes, de Steven Spielberg
A Última Hora, de Spike Lee
Estranhos de Passagem, de Stephen Frears

About Schmidt, de Alexander Payne
Bowling for Columbine, de Michael Moore
Dogville, de Lars Von Trier
O Adversário, de Nicole Garcia

Cabine Telefónica, de Joel Schumacher
Swimming Pool, de François Ozon

Elephant, de Gus Van Sant
Cidade de Deus, de Fernando Meirelles
Adeus Lenine, de Wolfgang Becker
As Segundas ao Sol, de Fernando León de Aranoa

A Viagem de Chihiro, de Hayao Miyazaki
Mystic River, de Clint Eastwood
Na secção das Menções Honrosas, cabem os seguintes:
Longe do Paraíso, de Todd Haynes
Crueldade Intolerável, Joel e Ethan Coen
Jet Lag, de Daniel Thomson
O Inadaptado, de Spike Jonze
O Amor Acontece, de Richard Curtis
Destaque ainda para os filmes que não vi, por uma ou outra razão, mas que provavelmente teriam sido incluídos na primeira lista (ficam de reserva para 2004):
O Emprego do Tempo, de Laurent Cantet
Dogville Confessions, de Sami Saif

O Pântano, de Lucrecia Martel
Historias Minimas, de Carlos Sorin
Kill Bill, de Quentin Tarantino
Vai e Vem, de João César Monteiro
Roger Dodger, de Dylan Kidd
Young Adam, de David Mackenzie
India Song, de Marguerite Duras
Finalmente, o intragável de 2003:
Vidas a Nu, de Steve Soderbergh (ninguém é perfeito, de facto)
Frases soltas na TV
"Para usar estes lábios tem de ter pouca mata atlântica."
"Agora só arma a tenda com terreno limpo."
"Vocês mandam vir e a gente vem-se."
Estas são algumas das frases que há dias registei enquanto via, incrédulo, um programa "cultural" de produção hollywoodesca Nacional que passou no magnifico canal Viver Vivir. O tema do programa, ou pelo menos um deles, foi a depilação nas zonas púbicas. Gostei de ver 2 loiras pintadas (uma delas bem siliconada) em trajes menores numa suposta conversa natural a falar sobre tendas armadas, depilação total e decorativa. Imagem linda!
Curioso, foi também ao prosseguir com o meu zapping, dar de caras com o Alvim no "Vicíos e Virtudes" da Luísa Castel-Branco na SIC Mulher e reparar que apesar de não estarem a falar de depilação decorativa, o discurso deles era:
-LCB:Gostas de introduzir, Alvim?
-Alvim:Sim.Gosto.(risos)
-LCB:Sondagens, Alvim!!!
-Alvim:(risos)
-LCB:Carrega aí no botão verde, mas não te excites muito!(risos)
-Alvim:(risos)Tá bem.
Dizzee Rascal . Boy In Da Corner

O disco já foi editado há meses mas é uma das grandes surpresas pessoais deste final de ano. Já tinha ouvido o disco mas na altura não gostei por aí além - nas primeira impressões pareceu-me demasiado aparatoso, agressivo, doloroso até. Hip hop + British Garage. Batidas cruas, detalhes sonoros minimais, a voz de D. Mills aka D. Rascal, com um flow imparável, a disparar trezentas palavras por minuto. Tudo mudou. É um dos meus álbuns preferidos de 2003.
Miguel Esteves Cardoso
Muito boa a entrevista ao MEC publicada no Blitz desta semana - ontem saiu o número mil, com edição a condizer e uma interessantissima lista de mil discos que revela, ainda que de forma implicita, que os melhores anos do Blitz já lá vão e foram algures durante a segunda metade da década de noventa com Jorge Manuel Lopes, Vítor Belanciano, Miguel Francisco Cadete e Rodrigo Affreixo em grande forma.
Três momentos:
A inconfundível impertinência
1 - 'A música pop, salvo certas excepções determinadas, é uma paixão de juventude. A melhor música é não só feita por jovens - como só é ouvida, como deve ser, por jovens. É preciso empenho; preocupação; entrega; insegurança; inocência; radicalismo; exclusividade.'
e uma clarividência notável; (para uma pessoa da sua idade - ahah ... que piada!)
2 - 'Como se mantêm uma paixão? Não se pode; é uma contradição. Claro que continuo a gostar e a ouvir mas, por muito agradável e reconfortante que seja o contínuo deslumbramento, lembro-me sempre dos dias em que ouvia as gravações dos Durutti Column ou dos Joy Division quando tinham acabado de ser feitas e da reavaliação terrífica e maravilhosa que provocaram nas minhas ideias e nos meus gostos da altura - e nada de pode comparar a isso. A música pop, quando é gradiosa, muda-nos. Tenho horror ao que seja «histórico» ou «de referência». A única maneira arrebatadora de ouvir música é pela primeira vez.
3 - 'Preciso de voltar a avaliar, como se pela primeira vez - ou seja, neste tempo - alguns dos discos que passam por ser essenciais, obras primas ou influentes. Com o horror à petrificação que temos, é altura de desenterrar o passado à luz não do passado, mas do presente. A chamada herança da música pop é, em larga medida, um barrete. Há um excessivo respeito. Por outro lado, há trabalhos que precisam de ser ouvidos, sem nunca realmente terem sido. A situação, não menos do que em 76 ou 81, precisa de uma sacudidela.'
No final as boas notícias: MEC vai voltar a escrever no Blitz. Parece-me uma óptima oportunidade para abalar anos e anos de convicções baseadas em compêndios de pacotilha mais os seus discos e artistas supostamente intocáveis.
Apesar da brincadeira já ser antiga, deixo-vos este link que pelo seu conteúdo continua a ser bem actual e bem merecido.
...ai que prazer que dá! ;)
Atmosfera blogueira
Definição contida algures na última edição do Inimigo Público: 'O verbo "postar" advém do acto de colocar na Internet textos relativamente curtos, que supostamente representam uma leitura individualizada e diarística da realidade, mas que, na verdade, são agoniantes e entediantes relatos narcísicos.'
E continua,
'Através de um circuito fechado de elogios recíprocos usados enquanto forma de troca (que para serem mais eficazes podem aparecer sob a capa da discordância) os indíviduos "postam", citam-se entre si (repostam-se), e submetem-se a uma hierarquia de importância interna, só válida para eles e que são institucionalizados em jantares de bloggers, aos quais um contador de visitas veio trazer algum azedume.'
Agora já sou eu a falar. De facto custa-me a entender a importância que a generalidade dos blogueiros dão ao seu próprio blog. Estou farto de ouvir expressões tais como o mais singelo 'eu também já tenho um blog', o insuportável 'como podem ler no meu blog' ou, o que já só dá vontade de partir para a violência, 'acabei de postar isto no meu blog mas mesmo assim não resisto a trazer isto para público que sempre é da maneira que se fala mais um pouco no meu blog e basicamente de mim'.
Não tenhamos quaisquer dúvidas, o blog só por si é um misto de pretensiosimo, narcisismo e egocentrismo. Ou seja, basicamente já não é um misto para passar a ser um tristo. Ora um tristo de ismos rapidamente se converte num tristo figurinho. Mas basta de trocadilhos por agora.
Vocês devem estar a perguntar 'Este gajo pensa que está a escrever onde? Evidentemente num blog. Está armado em parvo............. o gajo!". Não me confundam com o Pedro Rolo Duarte, que de tanto criticar os blogs ficou a escrever um na sua coluna no DN - é o efeito camaleão aplicado à máxima 'se não os podes vencer'. Aqui a política da casa sempre foi ok... muito bem ... escrevo num blog. SOCORRO! Mas não vou ter a put... cof cof ... da mania que agora vou escrever para outras pessoas verem como sou espirituoso e tenho boas ideias. Especialmente porque é mentira. Não sou espirituoso nem tenho boas ideias. Neste blog escrevo para mim. Gosto que outras pessoas leiam, como é evidente, mas não me vou pôr em bicos de pés, utilizar manobras básicas de marketing, publicitar o meu (nosso) blog na blogosfera ou na estratosfera ou lá como se chama essa merda e nunca, mas nunca, ir a jantares de bloggers. Prefiro continuar a ser lido apenas por brazucas em busca de papel de parede para o quarto dos filhos - e já são mais de quatro mil - do que pertencer a esse grupelho de infelizes que encontraram na blogosfera um analgésico para anos e anos de relações sexuais frustradas, em busca de um espelho que lhes diga que o blog deles é o mai'lindo de todos. Não suporto os Marcelos Rebelos de Sousa da blogosfera com a mania que vão a todas, opinam sobre tudo e entendem todos os assuntos. E acho rídiculo o vício institucionalizado de falar na terceira pessoa do singular, como se o blog tivesse vida e vontade própria. Vejam só como é patético: 'O Papel de Parede despede-se por momentos'. Até breve.
Robert Wyatt . Cuckooland

As referências eram as melhores. Melhor disco do ano para a Wire, segundo melhor disco do ano para o Y, melhor disco do ano na votação dos clientes da Ananana, textos elogiosos um pouco por todo o lado, várias opiniões entusiastas de amigos e conhecidos com gostos musicais acima de qualquer suspeita. Mas ao ouvir pela primeira vez o último disco do antigo baterista dos Soft Machine a minha opinião vacila em ondas contraditórias (belo momento). É verdade que o disco tem temas fabulosos ('Forest', assim de repente) mas como explicar o semi-arrepio com alguns arranjos de gosto duvidoso ou com dois ou três momentos de teclados a roçar o embaraçoso? Das duas uma: ou me está a faltar algum elo perdido ou definitivamente a cena art-rock-psicadélica britânica não faz o meu género. O que também não deixa de ser verdade.
Um ligeiro atraso
Agora que voltei - ainda que de forma temporária - da capital, acabou-se a boa vida das lojinhas de música a dois passos de qualquer estação de metro e eis-me de regresso à rotina stressante de encomendar cds por mail ou por telefone. É nestas alturas que me lembro daquele envelope com discos que misteriosamente recebi bastante tempo após um amigo me ter garantido que tinha posto os cds ao correio. Mais propriamente dez meses depois. Felizmente eram apenas cópias. (História verídica)
Melhores do ano para o Público e para o DN
Dei uma rápida vista de olhos pelas listas respectivas. Este post podia terminar por aqui mas acrescento que gostei do primeiro lugar da lista do Público e ... hummmmm ... eheh... da capa do DNA.
Apetecia-me escrever algo
O nosso Deco foi distinguido pela France Football (apesar de nunca a ter lido sei que é uma das mais prestigiadas revistas mundiais sobre futebol) e faz parte do onze ideal do ano de 2003. Os restantes jogadores: Buffon, Nesta, Maldini, Roberto Carlos, Beckam, Zidane, Nedved, Henry, Van Nistelrooy e Shevchenko. Estranho, não vejo o Rui Costa em nenhuma parte desta lista.
comentar os comentários
não estão a funcionar! o contador não incrementa.
agradecia-se a quem direito que fizesse a devida correcção.
obrigados.
Começo a achar que 'Náná' é um nome roto e que essa infelicidade na altura do baptismo não vai ajudar em nada a aumentar a popularidade deste blog.
Fomatação peculiar
Não, juro que não estou armado em poeta. Muito menos a copiar o estilo da folha informativa da Ananana. Os meus últimos posts sairam com aquela formatação por qualquer problema que não consigo identificar ocorrido algures entre o copy do notepad e o paste para o blogger. Como agora não estou com pachorra para voltar a escrever tudo de novo apelo à vossa capacidade de abstracção. Façam de conta que os últimos posts são textos corridos. Assim
como es-
te
.
(não resisti à piada)
Obrigadinho. :-)
Trio Odemira
Depois de 'Endless Summer' do austríaco Fennesz, a tríade Markus Popp 'So', Tim Hecker 'Radio Amor' e Twine 'Twine'
insinua novos capítulos na história de um verão interminável. Música que induz muito mais do que aquilo que demonstra.
Música sedutora que esconde a sua timidez sob uma camada de ruído aparentemente disconexo. No final, a ilusão da
beleza em estado puro. Sem maquilhagem.

Alcachofa?!?
A todos os que me dizem que a música de dança está moribunda eu respondo com Villalobos
'Alcachofa'. Aos que dizem que é um cadáver fedorento replico com Monolake 'Momentum'. Aos que,
mais prosaicamente, assumem que a música de dança deixou de interessar peço para ouvirem
Plastikman 'Closer'. E aos que pensam num robot frio e sem sentimentos recomendo o disco de
Moodymann 'Silence in the Secret Garden'. A música no seu estado primário. Hipnótica, misteriosa, tribal, catártica. Por
baixo do aparente minimalismo repetitivo não há dois momentos iguais. A música viaja do ponto X
para o Y sem ninguém dar conta. Adicionando detalhes. Camuflando pormenores. Este ano não houve
qualquer outro estilo que nos revelasse quatro discos tão fortes.
(Reparei no momento exacto da publicação que este final é muito semelhante ao post anterior. God damn it! Agora não mudo!)
Amor Perfeito
Este ano não houve música mais sensual e elegante do que a de 'The Present Lover' de Luomo.

It's Time To Look To Something New
Ou talvez não ... Numa altura em que basta estalar os dedos e aparece em cada esquina um novo
cantautor (deuzzz... detesto esta palavra), custa-me observar o destaque quase
nulo que é dado aos High Llamas. Ao sétimo registo a banda de praticamente um só homem,
consegue a proeza de editar o seu melhor disco de sempre. Músicas como 'Calloway', 'The Click
And The Fizz' e 'Leaf And Lime' são representações terrenas da pop perfeita e têm a vantagem
adicional de Sean O'Hagan arrumar para o canto da irrelevância toda a obra passada e futura de
Josh Rouse, Ryan Adams, Ed Harcourt, Rufus Wainright e restante pandilha. Pressinto que estou sozinho nesta luta mas estou-me nas tintas. :-)
O esgotamento de uma fórmula
Impulsionado pelo sucesso relativo dos gybe! um conjunto de grupos (passe o pleonasmo)
aparentados surgiu do nada com uma sonoridade que num ápice ganhou um espaço próprio. Mas ao
ouvir os lançamentos mais recentes dos Do Make Say Think, dos Silver Mt. Zion e dos Set Fire To
Flames ou o disco do ano passado dos Fly Pan Am a sensação que o som identificativo da editora
Constellation caminha para um esgotamento criativo é irreprimível. Com os rumores do congelamento
- definitivo? - da carreira dos Godspeed o melhor será procurar indicios do estado actual do
post-rock experimental noutros lados. Uma pena, porque as capas que embrulham o barulho
quase inconsequente de 'Winter Hymn Country Hymn Secret Hymn' e 'This Is Our Punk-Rock, Thee Rusted Satellites Gather + Sing' continuam a ser notáveis.


Já reparam que o Herman SIC agora tem na 2ª parte, ou dp da meia-noite (não sei qual das opções é a + correcta) uma bolinha no canto superior direito do ecrã, aquela que avisa o espectador para um contéudo menos próprio para crianças.
Será que não existem também bolinhas, quadradinhos ou triangulozinhos que avisem o espectador para um contéudo de humor decadente, para o narcisismo, para a vaidade, para o compadrio, para a bajulação e para a chacota?!
Os 'Amigos' - conversa da treta enquanto espero pelo final do download do novo disco dos Air
Por uma daquelas coincidências inexplicáveis dei por mim a folhear na última viagem Lisboa-Porto três publicações musicais portuguesas. Por uma daquelas coincidências notáveis reparo que as pessoas que escrevem numa são, quase sem excepção, as que escrevem na segunda. E as que escrevem na terceira são as que escrevem na segunda que por sua vez, como já entenderam, também escrevem na primeira. Por uma daquelas coincidências estranhas frequento o sítio onde essas pessoas se conheceram. Onde desenvolveram contactos. Onde exibem os seus egos, as suas opiniões e os seus conhecimentos como se, pura e simplesmente, apenas houvesse uma opinião definitiva - a sua. Podem dizer que tudo é feito por carolice, por amor à música, pela amizade que une as pessoas. Acredito. Mas eu estive lá desde o início, leios os blogs, os threads, os textos. Sinto como tratam quem não interessa, como ignoram quem tem algo a dizer mas não entra no jogo, como bajulam quem está acima deles. Leio as linhas mas também leio nas entrelinhas. As linhas não estão tão bem escritas como gostariam que estivessem. E as entrelinhas são nojentas. Olha, acabou o download.
Porquê que os discos mais baratos na Fnac custam, em média, mais 2 euros e meio que os discos mais caros da Symbiose?
O que faz uma pessoa dar 17 Euros por um disco com a capa partida quando já tem uma cópia pirata - sacada no soulseek! - e o artwork do disco original é inexistente?
Tenho andado um pouco calado nos últimos tempos por um conjunto de factores. A saber: durante a semana estou a 300 kms de casa, no meu local de laboração um conjunto de fascistas apenas nos deixa utilizar net para assuntos exclusivos de trabalho (como é possível?), a linha de telefone do hotel é do tempo da pedra e incompatível com todos os modems posteriores a 1964, no fim de semana tenho bem mais que fazer do que vir para o computador (abri uma excepção hoje, repararam?) e finalmente tenho um chefe que me tolhe os movimentos, coarta (desconfio que acabei de inventar uma palavra) a minha imaginação e me lixa a cabeça (e a da Picatxu(1)) com conversas como a seguinte:
Sexta-feira, 5 de Dezembro de 2003, 9:30 da manhã
'hmmm...hmmm... Pessoal..tenho uma boa noticia para toda a gente *Fixe. Também não somos muitos, somos três com ele* já temos Web Service a funcionar!!!! Mário, dá só aqui uma atençãzinha de 5 minutos...cof...cof(2)...Vocês vão-se rir ... o meu webservice...ermm... o webservice que eu implementei ...ermmm ... cof .... cof... o webservice que vamos utilizar... vocês vão-se rir, chama-se Coyote * silêncio absoluto* Bem .... temos aqui o coyote que vai ser a nossa maquina *pega numa resma de folhas de papel e começa a rabiscar furiosamente durante os momentos que se seguem* em que vão ser implementados todos os nossos cof...cof...serviços...isto tem um sistema xpto com 5 megapixels de adsl e com ad5 implementado numa politica TDH234 ...Mário? Mário? estás a ouvir? dá só uma atenção... a partir deste momento temos um web service montado e pronto a bombar com uma velocidade de execução de 2,5 por segundo e com serviços de webmail, transporte e deploy ...o que é que vocês acham Bruno e Mário? o deploy fica melhor no serviço de transporte ou separado juntamente com este pack em java chamado HPJ que eu saquei ...cof..cof..ontem à noite...estive a trabalhar no hotel até às 5 da manhã,...cof...cof....atchimmmmmmmmmm...Mário? Mário? deixa lá o que estás a fazer agora...bem....dá só uma atenção cof cof...era preciso actualizar os manuais...o tomos VII, volume 18, do anexo 23 de Analise de implementação ... o que é que vocês acham? esta parte deve estar no tomos VII ou no volume 15, digo 16...pronto fica no volume 16....cof...cof....não, fica no volume 13 ... espera....cof cof...volume 15...pronto..ok..fica no volume 17, tomos XV do Manual de Implementação. Temos esta parte em c++ que vamos implementar através de uma politica de logins e passwords * com o entusiasmo a voz torna-se cada vez mais aguda* muito rigida utilizando o cpu do test com uma chave ...de incriptação igual ao nome do ficheiro.... o ficheiro vai zippado...não, vai com o arj....não, vai zippado...não, vai com o arj (3)...e API's ...temos que fazer uma API com memory cache e result sets ... que é que vocês acham? tive a ler uma revista ontem cof cof.... *levanta-se atrapalhado para ir cagar (4), volta passados 30 segundos* esta parte dos results sets é importante...Bruno, quandos dias achas que precisamos? numa tarde isto fica feito, não, em duas horas..pronto vou pôr aqui no cof cof project 30 minutos...result sets ...esta parte é importante..Mário...o que é que achas? cof cof'
(1) A Picatxu é a esposa. Por qualquer razão que me escapa insiste em tratá-la por Picatxu à nossa frente com o telemóvel em alta-voz. O verdadeiro nome da ...erm... Picatxu é Lucy. O que já deu origem a um curioso acidente quando eu lhe disse 'Lucy?!? Boa.... é o nome de uma das minhas gatas'
(2) Cof...cof... é tosse. A vida dele são basicamente 3 actividades: tossir, cagar e fazer desenhos. Nos intervalos balbucia coisas que ninguém entende e que servem como pretexto para fazer mais desenhos
(3) Na próxima 'reuniãozinha de 5 minutos' vai cismar que disse exactamente o contrário.
(4) Como é que eu sei que vai cagar? Porque leva papel higiénico na mão. Elementar, meu caro.
Choque!
Há momentos vi o Paulo Bragança no programa da Fátima Lopes. Estava vestido com uma camisa bege (!!!), metida dentro das calças (!!!), presas com um cintinho (!!!) e ainda mais incrível, CALÇADO com sapatinho preto de biqueira quadrada (!!!!!!!!!!!!). A minha reflexão é: Onde é que foi parar o mundo como nós o costumávamos conhecer?
Ainda por cima, coitado, está a preparar um novo disco com a colaboração do José Cid.
A brigada do reumático
Não há expressão que me irrite mais nesta altura do que "velhinho estádio". De repente, todos aqueles estádios que ainda deveriam servir para mais uns trinta anos mas que, pelas razões conhecidas, estão em vias de ir abaixo - ou já foram - passaram a ser "velhinhos". Sim, porque nestas coisas não há contemplações: são todos velhinhos, artríticos e caducos. Mesmo aqueles que ainda há um par de anos eram devotadamente tidos como monumentos.
Depois de ver a expressão correntemente aplicada nos textos de todos os diários desportivos, na televisão, na rádio e em razoável quantidade de textos da Leonor Pinhão, concluo que o Euro 2004 era uma iniciativa absolutamente urgente, estratégica e oportuna para garantir alguma dignidade aos equipamentos desportivos portugueses. Se não houvesse Euro nem estádios novos, imagine-se a vergonha de não termos nada melhor para acolher eventos desportivos importantes, quiçá internacionais, do que o "velhinho Estádo das Antas", o "velhinho Estádio de Alvalade" ou - cruzes, canhoto - o "velhinho Estádio da Luz" (a velhinha Catedral?)...
É muito provável que alguém já tenha escrito por aí sobre este tema, mas, de qualquer maneira, aproveito este cantinho para deixar nota do meu fastio.
depois de estarmos aqui à conversa sobre lenços de papel com cheiro, essa invenção abominável dos tempos modernos, criou-se uma conversa sobre o potencial que teria papel higiénico com cheiro a mentol.
Post escrito através do w.bloggarhttp://wbloggar.com/ ferramenta offline de edição de conteúdos para blogs.
Muito interessante e se estão a ver este post é porque isto funcionou à primeira!
Recomendável.
Nephlim Modulation System
Os albuns de hip hop continuam a "bombar" em grande ritmo, "Woe to thee o Land When thy King is a child" ou manifesto anti-bush, nome mais curto e bem mais próximo da realidade do trabalho executado em conjunto por Big Justoleum e Orki Elohiem, mostra bem a força do hip hop neste início de milénio, e a provar que quando bem produzido é capaz de proporcionar horas de prazer para quem ouve.

Morreu Vítor Damas
Aos 55 anos, vítima de doença prolongada, morreu um dos melhores guarda redes português. O ex-guarda redes do Sporting que venceu 2 Campeonatos Nacionais e 3 Taças de Portugal, foi 29 vezes internacional e é ainda o recordista de presenças em competições europeias, era talvez o maior símbolo vivo do pós 5 violinos.

Então, cá estou eu.
Em breve escreverei aqui um post. Deixem-me só aprender como é que isto se faz.
Últimos sons
Sai uma listinha dos últimos disquinhos ouvidos e de excelente qualidade.
Joakim - Fantomes

Madlib - Shades of Blue

MF Doom + Madlib - Are MadVillain

Matmos - Civil War

O Primeiro Clássico
Amanhã quando forem vinte e uma e quinze, inicia-se nas Antas o primeiro clássico da época e o último Porto-Sporting no velhinho Estádio das Antas. Além de ser um jogo de extrema emotividade, acresce o facto de o Mourinho, ter dito que o Sporting ía pagar "a factura" da derrota sofrida pelo Porto no Mónaco diante dos Campeões Europeus para a supertaça europeia. Desejo apenas que seja um jogo aberto, com muitos golos, sem casos e se possível que o Sporting vença.
Prognósticos...esperemos pelo final do jogo.
RTP1 - 21.15
Campeonato Mundial de Atletismo - Balanço
Ontem terminou em Paris o campeonato mundial de atletismo, e em termos absolutos o grande vencedor foi os Estados Unidos com 20 medalhas (10-8-2), seguido da Rússia (6-8-5) e em terceiro lugar a Etiópia (3-2-2), que confirma assim o seu poderio em termos mundais em provas de atletismo.
Destaques muito positivos para a Bielorússia (3-1-3) e para França (2-3-2), que como país anfitrião esteve muito bem, bateu os Estados Unidos na prova de 4x100m, no lado negativo destaco a Alemanha, um 28º lugar, mostra bem que esta potência mundial está em declínio e a Espanha que não consegui uma úncia medalha de ouro, apesar das 5 conquistadas, longe vão os tempos de glória conseguidos nos Oímpicos de Sevilha em 1992.
Quanto à representação nacional, apenas duas notas positivas, António Chaíça, um 4º lugar na maratona foi sensação, e Rui Silva com o 5º nos 1.500, a melhor prestação de sempre nesta distância, de resto o panorama foi negro e a tendência é para piorar.
Última nota para a Grécia, conseguiu 4 medalhas, uma delas de ouro, um bom resultado tendo em vista os próximos olímpicos que se vão realizar em Atenas.
Quadro da Medalhas
1º Estado Unidos 10-8- 2
2º Russia 6-8-5
3º Etíópia 3-2-2
4º Bielorússia 3-1-3
5º França 2-3-2
6º Suécia 2-1-2
7º África Sul 2-1-1
7º Quénia 2-1-1
9º Marrocos 2 1 0 3
10º Grécia 1-1-2
(...)
38º Brasil 0-0-1
Rolling Stones
Confirma-se que os "Piedras Rolantes" vão estar em Coimbra, num espectáculo que será pago pela camâra de Coimbra, num valor a rondar os 2 milhões de euros. Para um ano de crise, a CMC deve andar de bolsos cheios. ;)
Pura demagogia
A decisão da CML de Lisboa e do presidente Lopes de atribuir o nome de Sérgio Vieira de Mello a uma das ruas da cidade. Junta-se a homenagem patriótica e anti-comunista de Paulo Portas ao militar heroicamente morto há quase trinta anos em Timor e temos um par de demagogos. Definitivamente não confio em políticos que já andaram a comer a Cinha Jardim.
Apreciações após duas jornadas da primeira liga e uma supertaça no papo:
- O Mourinho continua com a mania irritante de substituir o ponta de lança algures entre os 60 e os 65 minutos de jogo. Mesmo que tenha acabado de marcar um grande golo;
- Continuamos a sofrer golos estúpidos na primeira jogada perigosa que o adversário faz, invariavelmente após um lance atípico;
- Não perdemos o hábito de gerir o jogo a partir do um zero em vez de massacrar;
- Já toda a gente percebeu que o Tiago não está ali a fazer nada. Para quê insistir?
Resta a consolação de saber que no ano passado por esta altura estavamos exactamente com os mesmo pontos e a jogar o mesmo futebol. Se tudo correr bem prevejo um pico de forma lá para meados de Setembro. Mesmo a tempo do jogo contra o Benfica e do início da Liga dos Campeões (objectivo: meias finais)
Assaltos
Quatro homens roubaram ontem de manhã uma conhecida obra-prima de Leonardo da Vinci, "A Madona do Fuso", do Castelo de Drumlanrig, na Escócia. A pintura, que terá sido feita entre 1501 e 1510, valerá dezenas de milhões de euros (cerca de 43 milhões, avaliou o crítico Brian Sewell, consultado pela BBC).
VS
Um pónei foi roubado ontem, de madrugada, de um local de treino para cavalos, situado na Rua dos Moinhos, em Águas Santas, Maia. O assalto aconteceu cerca das 24h00 quando o vigilante do local, um jovem de 24 anos, foi surpreendido por quatro homens, que aparentavam ter entre 20 e 30 anos. Sob a ameaça de uma arma branca, o vigilante foi forçado a entregar as chaves das instalações e os assaltantes conseguiram arrombar uma das portas e roubar um pónei, avaliado em 1000 euros. Os indivíduos que fugiram da propriedade após terem derrubado o portão de acesso, não tinham ainda, à hora de fecho desta edição, sido localizados pela PSP do Porto.
=
Terá sido a mesma quadrilha?
Agosto não é exactamente o mês ideal para passar férias em Lisboa. Especialmente se coincidir com o verão mais abrasivo dos últimos anos, com 40 graus a meio da tarde e noites abafadas e quentes. Lisboa em Agosto é uma cidade suja, mal iluminada, cheia de turistas, emigrantes em trânsito para o algarve, empregados mal-educados, funcionários mal dispostos, placards a anunciar as obras do Santana, obras e buracos, pó por todo o lado. Um gajo sente-se estrangeiro na capital do nosso país. Mas é também a cidade do Bairro Alto, do Castelo e de Alfama. Dos cafés, bares e esplanadas. Da zona da expo. Dos recantos nos bairros típicos. Das lojas de roupa e decoração. Do Júlio César - 'vamos lá ver o que é que estes malucos andaram a fazer desta vez' - e da palhaça Tété. Das lojas de discos e das livrarias. Da simpatia e do amor melómano e cúmplice dos empregados da Kingsize, Ananana, Flur e Carbono. Lisboa sonha ser uma cidade cosmopolita e moderna mas é apenas uma soma de vários locais distintos, cada um com a sua identidade específica. E é isso que lhe dá todo o encanto.
Regresso das férias, fim do verão, o Benfica a jogar o jogo da vida deles em Agosto quando as grandes competições se definem em Maio do ano seguinte. O país anda triste e deprimido e já nem na maratona somos favoritos. Mas o segredo é viver todos os instantes como se fossem os últimos mesmo, e especialmente, nos maus momentos. Ok ... aquilo que acabei de escrever não é segredo nenhum mas todos nós temos direito a um momento Caras Lindas. É tempo para vos mostrar alguns discos que me têm entrado no goto - salvo seja - nas últimas semanas. Alguns recentes outros com mais de 20 anos. Deixo ao vosso cargo procurarem descobrir o que se esconde por detrás de cada uma destas capas.






Carlos Lopes
Conquistou a primeira e provavelmente única medalha (Ouro) para Portugal, na prova de 400m para cegos totais. A bandeira nacional subiu ao lugar mais alto no estádio de Saint Denis ao som da Portuguesa.
Ainda ontem Rui Silva conquistou um 5º lugar na final dos 1.500m, ficando a meio segundo da medalha de bronze. Resta-nos a Carla Sacramento nas meias finais de amanhã em 1.500m, mas não se pode esperar muito, na sua série, onde correm 12 atletas, Carla tem o 11º tempo em 2003.
Campeonato Mundial Atletismo
Com Francis Obikwelu, atleta do Sporting, eliminado nas prova dos 200m, e onde provavelmente teríamos mais possibilidades de conquistar uma medalha, resta-nos esperar pelas 20.00, para ver Rui Silva a dar o seu melhor na final dos 1.500m.
Tudo isto e muito mais, na RTP2 ou na Eurosport.
Consternação
Pela morte de um homem que desempenhou um papel fundamental na obtenção da democracia em Timor, já tinha passado pelo Kosovo, Moçambique, Ruanda e agora estava em representação do Secretário Geral, Kofi Annan, no Iraque.
Os terroristas ganharam outra vez, mas a obra de Sérgio Vieira de Mello será eterna.
E já lá vão 2
Depois de estar presente na inauguração do Alvalade XXI, ontem fui assistir ao primeiro jogo, para a Superliga, do Vitória de Guimarães no renovado estádio Afonso Henriques.
E já lá vão 2 estádios que visitei e que fazem parte do Euro 2004. :)

Melomaníaco
"adj. e s. m.,
que ou aquele que tem paixão pela música." e eu acrescento e que faz listas a toda a hora, com os mais variados critérios. Sai mais uma lista ordenada alfabeticamente.
"Autechre-Draft 7.30"
"Beans-Tomorrow Right Now"
"Cinematic Orchestra-Man With the movie Camera"
"DJ Krush-The Message at the Depth"
"Four Tet- Rounds"
"Herbert (Matthew Herbert Big Band)-Goodbye Swingtime"
"I Wolf-Soulstrata"
"Jaga Jazzist-The Stix"
"Jimi Tenor-Higher Planes"
"Joaquim-Fantomes"
"Kraftwerk-Tour de France Soundtracks"
"Madlib-Shades of Blue"
"Matmos-Civil War"
"Matthew Shipp-Matthew Shipp vs Anti Pop Consortium"
"Matthew Shipp-Equilibrium"
"Meanest Man Contest-Merit"
"Prefuse 73-One word extinguisher"
"Soft Pink Truth-Do You Party"
"Sole-Selling live Water"
"Spring Heel Jack-The Blue Series - Live"
"The Vandermark 5-Airports for Light"
maioridade
Este senhor deu espectáculo no teatro dos sonhos, entrou aos 60 minutos e deixou os mais de 60.000 adeptos do United em delírio. :)

Superliga 2003/2004
Começa hoje o campeonato nacional de Futebol, que na realidade já tem um caso, e o jogo de hoje foi adiado. Sendo assim, o primeiro jogo oficial é a Académica - Sporting, no estádio Sérgio Conceição em Taveiro, os preços dos bilhetes para os adeptos forasteiros estão a ser vendidos a bom preço, e até estranhamos o baixo valor pedido, 60.!!!
Um blog que gostou da imagem do nosso papeldeparede.
Procurem e encontrarão algo familiar. http://sete.blogspot.com/
Alvalade XXI - A Inauguração
Para não cair na tentação de começar a dizer que o estádio é maravilhoso, estrondoso, o melhor de Portugal, sem defeitos, e por estar bastante ansioso para a partida inaugural, vou deixar os comentários para depois e partilho aqui com todos, o bilhete inaugural para o evento.

Sporting SEMPRE. :)
Filme choque 2003
Recebi isto por email. O português não é famoso mas, mesmo assim, não resisto a divulgar.
"Existem grandes hipóteses de o filme 'Ken Park' (De Larry Clark- o realizador de Kids) estrear em Portugal já no final de Agosto. A distribuidora do filme, a Vitória Filmes/Ecofilmes/Prisvídio, ainda não tem a certeza se o filme estreará a 29 de Agosto mas existem boas expectativas. 'Ken Park' começa com um jovem a estourar os miolos. Seguidamente vemos sequências como: um adolescente a fazer sexo oral à mãe da namorada; uma menina muito pudica que está sempre a citar a bíblia mas que no fundo é uma ninfomaníaca sádica; um fascinado pela asfixia-erótica que se masturba logo antes de matar os seus avós à facada e finalmente um pai alcoolizado molesta sexualmente o seu filho que dormia...
Banido na Austrália, o filme chega finalmente a Portugal e certamente provocará muita celeuma. Retenham o nome do filme na mente... Se Irreversível foi o filme 'choque' de 2002, 'Ken Park' é o 'senhor que se segue'."
Duas breves notas sobre o CBT
- excelentes concertos de Herbert e Peaches. No mesmo festival tivemos o salão mais luxoso de um paquete transantântico dos anos 40 a conviver com a sub-cave mais escura e depravada de uma metropole decadente. A mistura de ambientes - traje de honra e sexo debochado - só por si justificaram a viagem a Celorico de Basto.
- depois da falta de público nos concertos de Blackalicious, De La Soul e GYBE! o público melomano do norte do país faltou mais uma vez à chamada. Pouco mais de 5000 pessoas - quando a organização esperava o dobro - e a continuidade do festival está posta em causa. Falta de dinheiro? Férias? Comodismo? Indiferença? Uma atitude pouco interessada? Culturalmente pouco esclarecida? Apesar de desconfiar que o público do Porto funciona quase exclusivamente por modas não me quero armar em paternalista. O que é certo é que actuaram, a menos de uma hora do centro da capital do norte, três ou quatro dos nomes maiores da música actual e nem assim o público aderiu. Estaremos condenados a ver o crescimento do festival do Meco com alguma inveja?
Com tudo isto a playlist de hoje só podia ser



Diz o amigo Bitok no post anterior Pois bem, neste café (não gosto do termo para este caso, é demasiado redutor) tudo (ou quase tudo?) o que se vê é genuino, e com muita classe. Qual retro anos 70s que toda a gente já está farta!
A propósito deste comentário dei por mim a pensar que entendo o retro anos 70 não como uma moda, mas antes como um regresso aos objectos que marcaram a minha infância. Nessa perspectiva, um candeeiro anos 70 acaba por ter uma componente muito mais nostálgica - sentimental, se quiserem - do que propriamente estética. É um regresso ao passado; como rever videos do Stevie Wonder na VH1, assistir à nonagésima reposição do 'Love Boat', coleccionar os bonecos dos Estrunfes ou correr a comprar o dvd do 'Annie Hall'. Finalmente a minha geração pode dar-se ao luxo de recuperar objectos que pertencem ao seu próprio imaginário. Mais do que um objecto meramente decorativo ou uma representação de um determinado estatuto económico que permite a compra de um objecto especifico, um objecto anos 70 tem uma carga afectiva. Um gajo olha para uma mesa e pensa 'Lembra-me a sala daquele amigo que os meus pais costumavam visitar quando tinha 7 anos'. E isso é muito bom e sabe bem. Nunca cansa.
Agora vou comprar um bar em linda madeira de pinho para pôr no canto da sala. ;)
dirtsurfer
Depois do recente desporto de mar e ar, kitsurfing, surge uma outra novidade entre nós. Surfar na terra, snowboard sem neve.
<-Mais informações.
"...esta a grande atracção de um novo desporto que surgiu graças à vontade dos nossos amigos australianos de chegar mais longe e mais rápido. «Dirtsurfer» sintetiza a emoção de um skate com a de uma bicicleta de montanha, tornando-se uma actividade onde a adrenalina sobe ao máximo, à medida que atravessamos o nosso próprio limite.
...
as duas rodas de BMX de vinte polegadas conseguem atravessar relva, terra, cimento, montes e montanhas, chegando a uns consideráveis 70km por hora para os iniciantes e uns 110km por hora para os recordistas. Isto, num veículo cuja qualidade de fabrico não põe em risco os mais arrojados: o sistema de travagem é accionado simplesmente ao se encostar a perna traseira num guarda lama"
Uma obra prima do Jazz
Depois de no ano passado terem lançado um album fascinante "Amassed", Spring Heel Jack voltam à carga com um trabalho notável, em registo ao vivo.
John Coxon e Ashley Wales chamaram para esta actuação alguns dos melhores intérpretes do jazz da actualidade: Matthew Shipp (Fender), William Parker (Baixo), Evan Parker (Sax Tenor), Han Bennik (Bateria) e J. Spaceman, este último guitarrista dos Spiritualized.
Sem dúvida um dos melhores discos de 2003.
CBT Dance Festival
No próximo sábado, dia 2 de Agosto, vamos ter mais uma edição do Celorico Bastos Dance Festival, com 4 tendas para 4 estilos de música. O cartaz deste ano, tem como grande referência Matthew Herbert e a sua big band. A organização espera que este ano o festival, consiga dar "o salto", pois só assim, será possível a existência do mesmo para o ano, o objectivo anda próximo dos 10.000 visitantes.
São 3 os nomes que me levam a ir ver o CBT este ano:
Mais informações em CBT Dance Festival
Destaques desportivos do fim de semana:
E assim acontece
O Acontece terminou as suas emissões após quase 2000 programas (fazia em Outubro). Depois da polémica instalada quando o pouco atilado do Morais Sarmento resolveu fazer a famosa comparação patética às viagens dos portugueses, as aguas pareciam ter serenado. Afinal foi apenas uma manobra de diversão, e apesar da despedida de Carlos Pinto Coelho com um "voltamos depois das férias", não voltará a apresentar o programa. A administração recusa a comentar o sucedido, aliás foi por esta que CPC soube do (não) futuro do Acontece, já que foi o próprio Director de Programa que lhe disse para se despedir com um "Até Setembro".
Para resolver fica ainda o pedido de rescisão de CPC feito há mais de 8 meses, do qual ainda não obteve resposta nenhuma. CPC diz que do grupo de jornalistas que pediram rescisão de contrato, ele é o único que está sem resposta. É a recompensa por 27 anos ligados à RTP.
...mais uma facada à nossa cultura feita por este tão delicioso governo.
Blogistas e afins
Não sou grande adeptos de seguidismos e modas passageiras.
Hoje finalmente me decido a escrever neste espaço. Mas apenas após visitar uns quantos outros blogs, especialmente referentes à bola mágica. Essa voltinha não me deixou muito animado... já soa a obrigação todos os jornalistas e afins escreverem num blog... sem conta os posts com conteudo semelhante a comentar o 'caso' Deco...
Enfim...
Prometo que serei breve.
E as noticias que o Salgueiros contratou 22 jogadores não têm fundamento - são somente 18.
Para muito breve a fundamentação que permite considerar os Pearl Jam a melhor banda do mundo.
cheers
L.
Livro do Mourinho - Parte 2
Breves passagens do 4º e 5º capítulo.
"Luís Duque começava a olhar para o outro lado da 2ª circular e a lembrar-se de José Mourinho."
(...)
"Foi o presidente do Sporting a dizer que não me queria para treinador do clube."
(...)
No fundo, ele foi vítima da admiração que tinha por mim. Mal comparado, era a mesma coisa que um presidente me vir dizer para eu tirar este jogador e colocar a jogar aquele. Se me impusessem uma coisa dessas ía-me embora. Foi o que fez Luís Duque."
(...)
"Ao afirmar que "com quatro jogadores do União de Leiria faria do Benfica campeão.""
(...)
"Para o ano vamos ser campeões."
(...)
"José Mourinho percebeu, assim, qeu tinha apoio muito forte que se traduziria numa razoável margem de erro. Mas tinha de mudar algumas coisas. Desde logo a música, nas Antas."
(...)
"Este é o pior Porto dos últimos 26 anos."
(...)
"Mandei fazer uma fotocópia da entrevista de Vilarinho e coloquei-a na parede do balneário do Porto."
(...)
"Tenho, pois, a certeza que o Hélder daqui a uns anos, quando estiver rico, cheio de títulos e com muitos golos marcados, vai dizer a alguém - mulher ou filhos, se os tiver - que aquele gajo foi um grande chato mas gostava de mim e ajudou-me a crescer. Vou ter de lhe agradecer."
(...)
"Pinto da Costa é o primeiro a pensar que ninguém está acima do clube."
Livro do Mourinho - "Os Irmãos Metralha"
Ao longo da leitura do livro do Mourinho vou "postar" algumas passagens deste riquíssimo manual de piadas. Hoje 3º capítulo, que é dedicado ao Benfica.
"Os treinos no Benfica eram, no mínimo, caricatos. Diariamente, um grupo de bons rapazes dava uns toques na bola, fazia umas corridas e era tudo.
A primeira coisa que fiz para modificar este estado de coisas foi ir buscar jogadores à equipa B. Requisitei o Diogo Luís, o Geraldo e o Nuno Abreu, "jogadores pobres", que ganhavam 150 contos por mês. Jovens desejosos de treinar com as "estrelas", com níveis de competitividadee motivação elevadíssimos, de tal forma que passado alguns dias foram logo apelidados de "irmãos Metralha".
(...)
"Estava com o Carlos Mozer no pavilhão e, quando olho para o lado, vejo para aí 75% do plantel do Sporting a "desfilar" pelo Masters de ténis. Pensei de imediato: "estes gajos andam aqui na passerelle e vou-lhes dar com a marreta...""
(...)
"Se fosse hoje não diria aos jornalistas a frase: "Vilarinho não manda nada". Tenho a certeza que Manuel Vilarinho é um homem bom, que não merecia o tratamento que lhe reservei. Fui infeliz e injusto nas acusações que lhe dirigi"
Fórmula 1
O campeonato de fórmula 1 está a ganhar competitividade, e já não era sem tempo! Com as modificações na regras, e com as melhorias em termos de perfomance dos bólides da BMW e da McLaren, a Ferrari poderá ter alguma dificuldade em renovar os seus títulos de campeã Mundial.
Para já, as mudanças de líder estão a tornar-se mais frequentes, e a grelha de partida raramente se repete, só falta agora os carros estarem nívelados, de forma a que as ultrapassagens não sejam só nas boxes, mas em pleno circuito. ;)

O Circo está para breve
Um dos meus assuntos preferidos, quanto mais não seja pelas valentes gargalhadas que dou, parece estar de volta à TV: as eleicões no Benfica!!!
Eh, eh...voltei a ver o Abílio Rodrigues na televisão, com a velha cantiga, que deve haver oposição, com um projecto credível e blá blá.
Força Abílio, Jaime Antunes e outros, a malta está convosco para umas boas risadas. :)
Poligamia
"Se bem que a poligamia aqui é a coisa mais natural. Gajas com 2/3 namorados, gajos com 3/4 namoradas... é uma festa!"
Parte da conversa, via messenger, entre mim e um primo meu que é moçambicano.
E agora a parte que me interessa: "gajos com 3/4 namoradas". Hummmm...acho que vou dar uso à minha naturalidade moçambicana, será que resulta?! ;)
"O Estádio"
O maior evento desportivo em solo nacional já tem o calendário pré definido. A Inauguração do estádio Alvalade XXI, terá início às 18.45 com a abertura das portas, a festa de inauguração comecará às 20.45 e o grande jogo frente ao Manchester United começará às 21.30.
Dia 15 de Julho, haverá uma conferência de imprensa para revelar os detalhes da inauguração.

A Contratação do defeso...
Depois de mais uma lesão no plantel do Sporting, sou gajo para dizer que o melhor reforço que o SCP poderá trazer este ano, é um contrato com uma marca de shuteiras ortopédicas ;)
Ah ... o povo!
(ou como más formas de manifestar uma vontade podem destruir até os argumentos mais justos) É certo que a populaça também se põe a jeito nestas alturas, de fato de treino e chinelos, com a velinha na mão, a libertar os pulmões em alta gritaria e sotaque castiço, enquanto debitam frases feitas que obrigatoriamente mencionam a detestável expressão 'anseios da terra', ameaçando prejudicar quem não tem culpa nenhuma com cortes de estrada e ataques terroristas em sitios estratégicos. Para quem está sentado comodamente no sofá, tão peculiares manifestações populares tresandam a arruaça desmiolada e daí ao desprezo com que se emitem comentários snobs e preconceituosos do tipo 'mas estes parolos querem ser concelho?' vai um passo tentador. Porém, nestas alturas, é recomendável descer do pedestal elitista que se ri de forma afectada e nunca diz um palavrão em público e é conveniente analisar os problemas específicos. Por detrás daquele berreiro todo, e nem que seja apenas por uma única vez, o povo é capaz de ter razão.
Oh não! Outro post sobre música!
Para quem, como eu, começava a desesperar por um disco decente de música de 'dança' depois das desilusões recentes.


O primeiro é um disco admirável.
Groovy!
O País da treta - Parte 1
Notícia de abertura dos telejornais às 20: "Ricardo não vai para o Benfica". Os meios de comunicação não vivem para informar, vivem para ganhar dinheiro, como qualquer outra entidade que tenha custos e como tal necessita de realizar dinheiro para suportar esses custos, e para isso necessita da publicidade, mas para haver publicidade vantajosa para a estação necessita de espectadores e para isso abre os seus noticiários em prime-time com as notícias que interessam à maioria dos portugueses. Que se lixe o défice, o desemprego, o estado da nação, venha de lá o futebol que o povo esquece tudo!
Se há 5 anos atrás soubesse o que sei hoje, tinha emigrado. ;)
Atenção: correcção à adenda
Dois posts abaixo, onde se lê "Sempre gostei da palavra 'adenda' e finalmente arranjei um bom pretexto para a utilizar." deve ler-se "Sempre gostei da palavra 'adenda'. Quando hoje finalmente pensava ter oportunidade para a utilizar, o cabrão do blog do meupipi antecipou-se com um post cobardemente chamado "Adenda ao post 'O Tigre e o Urso'" e lixou-me as intenções. Paciência. Fica para a próxima.".
Obrigado.
Aprender a blogar
Há gajos que andam sempre com o narizinho à procura do $aroma$.
Blogs Seja um Editor na Era Digital - Pinto
A Oposição Socialista
Finalmente alguém com uma certa importância no partido socialista, foi ministro do governo de Guterres, afirmou aquilo que toda gente sabe, mas que até ao momento ninguém tinha sido capaz de afirmar. José Lello em entrevista ao Independente, sustentou que o partido socialista não é oposição a este governo, não colocando em questão a liderança de Ferro Rodrigues como secretário geral do partido, mas confirmando que esta oposição não é uma alternativa ao governo de Durão Barroso.
Aliás, os debates entre os dois maiores partidos portugueses, nos últimos tempos centram-se sempre na temática do défice, e perdem horas e horas a discutir as diferenças encontradas pelos seus "iluminados economistas". Se o partido Socialista relamente quer ser eleito governo, colocando uma pedra sobre os últimos 2 anos do governo de Guterres, então terá que modernizar-se em termos de discurso político, tornado-o mais objectivo e de mais fácil compreensão para o eleitorado.
Acontece que da forma como as coisas vão-se desenrolando, prevejo alguma dificuldade na tentativa de melhorar o discurso e de apresentar novas soluções para o país, pois a oposição socialista carece, neste momento, de medidas capazes de mostrar ao país que o futuro será mais risonho.