cá vai mais serviço publico
Demos início à nova temporada do Fórum Académico de Cinema do ISEP
na próxima 3ª-feira, 12 de Outubro com as Sessões
Take Two,
à volta do cinema, em português
Fórum Académico de Cinema
Um filme, duas sessões, às terças-feiras, 18.00h e 21.30h no Auditório Magno do ISEP | ENTRADA LIVRE
O que distingue os públicos de cinema em Portugal e os públicos do cinema português? Quais as razões da relativa indiferença do grande público face a um certo cinema português que, por vezes, obtém reconhecimento externo, mas que tem dificuldade em afirmar-se internamente? Que cinema se faz, afinal, em Portugal? E porquê?
A resposta a estas perguntas convoca subsídios tão diversos quanto aqueles que são provenientes da crítica e dos seus papéis e desempenhos, do papel dos cineclubes e dos festivais enquanto elementos dinâmicos da formação do gosto e de actualização dos discursos e, obviamente daquilo que se ensina, não apenas nas escolas de cinema, mas também no quadro global do ensino em Portugal. A tudo isto junta-se, naturalmente, uma questão de fundo que diz respeito à indefinição de uma política articulada e coerente do conjunto da actividade audiovisual.
São estas algumas das matérias sobre as quais o painel convidado de especialistas para esta sessão, entre os quais Lauro António e José Vieira Marques, procurará reflectir no sentido de proporcionar ao público em geral e aos estudantes em particular uma visão alargada sobre o cinema português.
o resto do programa aqui
chegou-me pelo correio outro dia e aqui fica
IMAGENS DO REAL IMAGINADO
UM OUTRO MODO DE DAR A VER O MUNDO
Ciclo sobre fotografia e cinema documental
Biblioteca Municipal Almeida Garrett
18 a 23 de Outubro de 2004
Instituto Politécnico do Porto
Curso de Tecnologia da Comunicação Audiovisual - CTCAV
O conjunto de filmes que aqui se apresenta resulta do intuito de proporcionar aos estudantes um contacto com o mundo através de um olhar que não se confunde, antes evita, as leituras estereotipadas habitualmente presentes na vulgata audiovisual e em particular, nos noticiários televisivos.
o resto do programa aqui

Deixo-vos aqui o site deste 1º Festival Internacional de Cinema Independente, a decorrer entre os dias de 24Set a 02Out, no Cinema São Jorge, em Lisboa.
Exmos Srs,
Somos a informar que recordo este post pedante, porque na próxima 2ª feira o dito filme será exibido na SIC Radical. É o primeiro filme do "Não há Bilhetes" da nova grelha deste canal.
Atenciosamente,
Sr. Bitok

história curiosa de um espião. eu achei divertida mas sei que nem todos serão da minha opinião. um dos pormenores que achei mais interessante foram os diálogos, extensos, por vezes parece que não levam a lado nenhum mas no fim tudo encaixa. e o pragmatismo de fiodor (personagem central) é extraordinário.
mais info aqui
Tive o privilégio de ver este filme sem saber nada sobre ele, excepto o elenco.
Vamos descobrindo a história de forma entrelaçada e sem sequência cronológica. O processo de descoberta das relações entre as personagens é intrigante e prende-nos a atenção.
Brilhantes desempenhos de Sean Penn, Naomi Watts e Benicio Del Toro.
É triste, depressivo, redentor e muito belo na sua crueza.
5/5
Mas nem tudo são rosas...
Existem nos blockbusters deste mundo imensas xaropadas prontas a iludir-nos.
Man on Fire
Muito mau. Sobre os raptos na america latina mas sem ponta por onde se lhe pegue. Sem história, demasiado longo e muito pouco entusiasmante, mesmo como filme de acção.
Pirates of the Caribbean
Típico filme de acção/aventura americano, com alguma comédia pelo meio. Dentro do género é engraçado, apesar de absolutamente inconsequente.
Master and Commander
Não entendo bem o destaque que teve com nomeações para Óscares incluídas. Achei chato. Mal por mal preferi os piratinhas das caraíbas que não era tão presumido e é bem mais divertido.
Mona Lisa Smile
Muito mau, muito chato e a puxar ao feminista. Não consegui suportar até ao fim. Deve fazer sucesso aos Domingos à tarde para as donas de casa por esse mundo fora.
Day After Tomorrow
Tendo em conta o $$$ gasto desilude. eu até que nem digo que não a um bom disaster movie para ver a um fim de tarde de Sábado, mas este não puxa nada. Os efeitos especiais até são giros mas é a enésima repetição da mesma plot já feita uma dúzia de vezes. Profundidade nula, sentimentos americanizados à flor da pele. Mau.
Devo ter visto mais uns 2 ou 3 em parte mas certamente não são grande coisa, porque não deixaram marcas na minha (fraca) memória.

De volta a um filme ´sério'. Uma abordagem nua e crua aos assassinatos de Columbine, seguindo o método de rodagem de um telefilme Irlandês onde foi buscar o título.
A câmara segue as pisadas dos frequentadores do liceu, com música clássica no fundo, entediando-nos com a naturalidade, casualidade e monotonia com que aquele dia (podia ser um dia qualquer) se viveu.
Esta vivência não tenta explicar, nem dá razões nem motivos objectivos para o que sucedeu... mostra-nos um contexto. As conclusões (e juizos morais ou de valor) ficam para cada expectador tirar.
A frieza com que tudo acontece e o contexto banal que o enquadra mexe com as tripas do mais insensível.
Filme que deixa qualquer um pensativo.

Aquilo da jura contra o cinema americano era a brincar. É difícil é escolher bem entre tantos filmes maus e muitos péssimos.
Este por exemplo é um clássico que se segue a outro clássico. Posso garantir que já vi o filme que o antecedeu, 'Desperado' umas 10 vezes. É um ícone do cinema de acção alternativo.
Sim, eu sei que é inconsequente e superficial, mas é um filme de acção genialmente bem feito, com muita atenção ao detalhe e divertido.
O 'Desperado' e o 'Once Upon a Time in Mexico' estão para os westerns como o 'Kill Bill' está para os clássicos de kung-fu. Quem conheceu os originais não pode deixar de se deleitar com estas homenagens aos mestres de Rodriguez e Tarantino (que curiosamente foi quem escolheu o título para este filme do seu parceiro Rodriduez).
O estilo é igual ao do 'Desperado', com um enredo um bocadinho mais complexo e com alguns flashbacks a preencher o espaço temporal decorrido entre a acção dos 2 filmes. A qualidade técnica dos efeitos especiais notoriamente melhor.
Outro factor de enriquecimento é o desdobrar de personagens secundárias, todas elas muito texturadas. O personagem de Johnny Depp é francamente genial e o do Mickey Rourke (onde será que a carreia dele descarrilou?) estranho. Até o Enrique Iglesias da uma perninha...
Enfim não é um filme para todos, mas para mim é um filme de culto certamente.
Os extras do DVD são excelentes. Quer a visita ao estúdio caseiro de Rodriguez, quer a explicação de como aquele foi o primeiro filme que rodou em digital e as vantagens e possibilidades deste formato, são como diria Quinito 'entretidas'.

Um recuperado no Blockbuster em tempo de férias. Sabia pouco ou nada do filme quando o comecei a ver.
Sabia apenas que tudo se passava num cenário tipo palco de teatro, com marcações no chão em vez de um elaborado cenário e delimitar a acção, ou melhor dizendo, a narrativa.
Como aspirante a um dia ter um curso de psicologia, adorei a forma como a natureza humana é desmascarada, nos seus traços de relacionamento social que inúmeras vezes vemos repetidos.
Mais do que a grande interpretação da Kidman, que nem por isso me deixou deslumbrado, mas gostei muito do narrador (John Hurt que tem mais presenças em filmes do que eu anos de vida), do estilo conto de fadas com moral da história e tudo, da imprevisibilidade e do enredo.
Gostei que fosse longo e que faça pensar, dando tempo e espaço para isso, dado que os factores distractivos são nulos.
Um destes dias faço uma jura e nunca mais vejo cinema americano...
Uma empresa canadiana em parceria com a Miramax vai exibir o filme de Michael Moore em 1000 salas Norte Americanas. O filme será ainda transmitido num canal TV pago.
Michael Moore consegue assim realizar um dos objectivos do seu filme - e que o realizador nunca escondeu - que Fahrenheit 9/11 seja uma forte arma de campanha política contra George W. Bush e o seu partido, ainda antes das próximas eleições.
Ou couch potatoes em inglês...
Li no Espesso um número que não deixei de achar fantástico e um exemplo.
O Kill Bill 2 rendeu em bilheteira na 1.º semana 25 milhões de usd. O Kill Bill 1 na mesma semana foi lançado em DVD e rendeu 47 milhões.
Como consegue a indústria dos DVDs vencer tão claramente a pirataria que permite o download de qualquer filme por vezes meses antes da estreia nos próprios cinemas???
Será que a receita está nos preços mais baixos que vão tendo os dvds em relação aos preços de inflação constante das salas de cinema?
Quase no fim do mês e o desespero aumenta...
Como assinante do Sapo ADSL tive direito a 2 bilhetes para 6 sessões de cinema de Dezembro do ano passado até Julho...
O que parecia uma benésse tornou-se num suplício... Os dias de cada mês vão avançando, com consultas frequentes do guia do público e não se vêm opções.
Num mês já ficaram mesmo por usar. Mesmo à portinha do cinema não conseguimos imaginar a ideia de perder 2 horas a ver qualquer das xaropadas que oferecia o cartaz.
De todos os meses salvou-se o grande "Kill Bill", e o maior barrete foi um tal de "Refém" com o Samuel L. Jackson e a Milla Jovovica (bem poderia chamar-se assim). Dos do meio só me lembro do "Something's Gotta Give", que à distância é longe de ser imperdível...
Falta explicar que a selecção está limitada aos filmes do Gaia ou Norte Shoppings...
A ver as estreias desta semana... pode ser que tenha sorte...
"Fahrenheit 9/11" ganhou a Palma de Ouro em Cannes.
Segundo o seu autor pode ser o passo decisivo para o filme ser mesmo distribuído nos Estados Unidos.
Confesso que para mim "Bowling for Columbine" foi um pouco uma desilusão. Não apreciei excessivamente os métodos e a forma usados.
Temo que com este novo filme/documentário aconteça o mesmo.
Mas no final, não deverá o 'establishment', mestre na manipulação dos media e opinião publica, na política do faz de conta, na hipocrisia instalada e sem vergonha, ter que ser combatido com as mesmas armas?
Será o estilo panfletário, manipulatório e (infelizmente) por vezes de auto-promoção de Moore a forma mais rápida de obter resultados e uma impressão duradoura sobra a opinião pública, já habituada a este tipo de tratamento dos que estão do outro lado da barricada? Provavelmente sim, e só por isso dou o benefício da dúvida a Moore.
Não deixo de ser simpatizante com as causas. Digamos que nem que seja uma contribuição bem minúscula, se servir para por Bush um pouco mais longe da re-eleição já vale bem a pena.

O Cineclube do Porto organiza a sessão de cinema integrada na 3ª Semana do Advogado, apresentando dia 20 de Maio, CAMARATE. Um filme de Luís Filipe Rocha (Portugal 2001).
Horário da sessão: 21h
Local: Casa das Artes - Sala Henrique Alves Costa (Rua Ruben A, 210 4150 Porto)
A entrada para a sessão é livre
« "Camarate" reconstitui a noite de 4 de Dezembro de 1980 em que o avião Cessna que transportava Francisco Sá Carneiro, Primeiro Ministro de Portugal, o Ministro da Defesa, Adelino Amaro da Costa, Snu Abecassis, Maria Manuel Amaro da Costa, António Patrício Gouveia e os dois pilotos Jorge Albuquerque e Alfredo de Sousa. E segue daí para o processo judicial que se denrola até ao seu arquivamento definitivo. Espelha a forma como se dividem as opiniões entre um possível acidente ou um atentado, como se dividem as opiniões da Justiça e das comissões de inquérito Parlamentares.
O percurso que levou Luís Filipe Rocha, licenciado em Direito, até ao processo de "Camarate" é curioso. Encontrava-se, em 1995, a fazer investigação para um outro filme, uma espécie de retrospectiva da situação da Justiça portuguesa no final do século XX, quando no meio dos processos judiciais "mais emblemáticos do funcionamento da Justiça" se deparou com "Camarate". "Fiquei de tal maneira estarrecido e surpreendido com o que encontrei que decidi investigar e tentar fazer um filme sobre o caso Camarate". Um tema que exigiu por parte do realizador uma investigação "morosa e minuciosa", pois era sua preocupação conseguir "o máximo de rigor e de escrúpulo no que dizia respeito ao processo".
Acidente ou atentado?
Esta é a questão que nós colocamos e que durante vinte anos vagueou pelos corredores dos tribunais portugueses sem obter resposta. Luís Filipe Rocha também não sabe responder a esta questão e assume um certo descrédito na Justiça portuguesa, aquela que considera "um dos mais importantes pilares de um Estado de Direiro Democrático". Confessa também que, à imagem da personagem protagonista do filme, vê-se forçado a "crer nos magistrados enquanto pessoas humanas e individuais capazes de agir em consciência". »
Raquel Fragata
FICHA TÉCNICA
Realização: Luís Filipe Rocha; Assistentes de Realização: Raul Correia e Maria João Matos Silva; Direcção de Fotografia: Edgar Moura; Som: Carlos Alberto Lopes; Direcção de Arte: Maria Gonzaga; Interpretação: Maria João Luís, Virgílio Castelo, Filipe Ferrer, Cândido Ferreira, José Wallenstein, Ana Nave, Adriano Luz, José Meireles, João Lobo, Alexandra Leite, João Reis; Montagem: António Pérez Reina; Mistura de som: Branko Neskov; Música Original: Luís Cília; Produção: Tino Navarro; Duração: 100 minutos
in CineClube
fui na sexta ver o Maria e as Outras num cinema a um décimo da lotação total. nada de estranho (basta ver alguns comentarios neste mesmo pasquim.
é um filme agradavel assim do tipo nem insosso nem salgado, mas no final um bom entertenimento... se calhar por 4,5€ ou lá quanto custam os bilhetes hoje em dia é capaz de ser um bocado desperdicio mas se tiverem algumas promoções para gastar e a escolhe se puser entre este filme e algumas charopadas amaricanas do tipo à dúzia é mais barato, scooby doo 2 e quejandos entao façam um forcinha e promovam o cinema português.
alguns comentarios no 7arte
"Um filme português que não é pior que muitos estrangeiros pela dramaticidade de histórias que todos nós conhecemos"
"Quase que poderíamos dizer que se trata de uma espécie de retrato da vida actual, mas que acaba por centrar-se basicamente no plano das afectividades e das relações que se tentam estabelecer."
site (ranhoso) aqui

Excepcional!
[no spoiler]
Ontem perdoei definitivamente a Tarantino a desilusão que foi para mim 'Jackie Brown'.
Kill Bill tocou-me. É visualmente belo, emocionante, violento, clássico e musical.
Tarantino é o verdadeiro 'nerd' que presta tributo aos seus heróis de infancia e adolescência. As referências aos clássicos (western-spaghettis, séries de samurais, filmes de kung-fu e até de super-heróis), com todos os tiques, trejeitos e clichés a serem levados à sublime recriação e revisitação. No kitsch desta recriação reside o génio de Tarantino, sempre com uma escolha sonora irrrepreensível, que pulsa ao ritmo da acção e deixa sempre algo gravado na memória de quem vê os seus fillmes.
Destaque para a cena mais claustrofóbica que (provavelmente) alguma vez se fez em cinema. Os espectadores não temem pela sorte da protagonista, mas agonizam para que aquilo passe depressa. O desconforto nas cadeiras e a sensação de falta de ar colectiva era quase palpável na sala.
Para quem, como eu, perdeu muitos dos grandes episódios dos 'Jovens Heróis de Shaolin' para ir às aulas da catequese, este filme significou muito.
A propósito da estreia deste filme no circuito comercial português, recordo um post aqui colocado, depois de ter visto o "O outro lado da cama" no Fantas.

março 02, 2004
Como já disse no post anterior, foi o meu favorito do Fantasporto deste ano. Já sabia mais ou menos ao que ia, mas surpreendeu-me pela positiva. Estava à espera da divertida comédia, mas não estava à espera dum musical desajeitado, e logo eu que detesto musicais, mas este, a par com o musical de Woody Allen, vai para a minha pequena estante de filmes musicais preferidos. Talvez por isso mesmo, por ser assumidamente desajeitado, os actores são péssimos a cantar e as coreografias são engraçadissimas.
Michael Rechtshaffen do Hollywood Reporter define bem este filme:
"O musical espanhol "O Outro Lado da Cama" é uma farsa sexual tão leve e divertida que mais parece uma bolinha de algodão-doce que vai se desfazer no ar."
O filme do veterano realizador de comédias pelos vistos já é de 2002 - não percebo muito bem como só passados 2 anos, entra em concurso num festival de cinema de um pais vizinho - e em Espanha foi um dos maiores sucesso de bilheteira de 2002.
Quem quiser ver o trailer, pode fazê-lo aqui.
Pena que em Portugal apenas se continuem a fazer 2 tipos de filmes; os da velha guarda, para intelectual ver, feitos apenas para satisfação pessoal do realizador, e que são genericamente uma seca; e os filmes ridículos, onde infelizmente, o Diogo Infante parece ser peça constante.
ainda há pouco tempo ouvi o antónio pinho vargas, referindo-se a alguma música contemporânea, que ela não era mais do que uma masturbação intelectual dos autores e se calhar é assim que devemos olhar para the brown bunny.
autobiográfico, narcisico ou egocêntrico, não sei bem qual a palavra que melhor se aplica, este filme mostra-nos mais um bocado de vincent gallo.
de uma forma muito simplista, depois de buffalo 66 e a sua depressiva relação com a familia e a sua cidade, agora temos vincent gallo e a sua depressiva relação com as mulheres e com a familia...
muito boa a fotografia (será que ele é apreciador das lomo?) embora por vezes ficasse a sensação que em vez de um filme estavamos a ver um conjunto de fotografias (muito boas) que tinham umas animações entre elas.
também gostei da perspectiva de américa que nos é mostrada pelos bairros e estradas do país , muito longe do glamour de qualquer blockbuster mixuruca onde está sempre tudo a brilhar.
claro que tudo isto ganha um novo significado quando ao nosso lado temos alguém que durante o filme vai dizendo: que seca, que cena estúpida, que nojo de filme, ainda falta muito? :D
mais informações e outras opiniões aqui

Quando a escolhi para o filme "Bufallo 66", Christina Ricci era obesa. Não tinha corte de cabelo que se visse, não tinha estilo, não fazia a minima ideia. Pu-la bonita no filme e hoje quando ela me vê pergunta-me como é que eu me chamo. E acrescenta: " Ah, trabalhámos juntos, certo?" Entrevista a Vincent Gallo no Y-Público


boa historia, bons desenhos, boa banda sonora
mais bd animada que filme de animação... digo eu... que nao percebo nada disto.
gostei como a animação tradicional foi integrada (pareceu-me) com alguns apontamentos de animação digital
a história é divertida no seu estilo surreal e um bocado tétrica :D
recomendo
Pois é, não vi o Tomb Raider II por acaso... estou farto do Blockbuster e entrei em greve.
Tenho saudades do meu primeiro videoclube no Marquês com filmes a 150$00, tenho saudades do meu videoclub no Stop e até tenho saudades do Alfa na Av. Fernão Magalhães.

http://www.sonypictures.com/movies/somethingsgottagive/
http://us.imdb.com/title/tt0337741/
Comédia romântica com JNicholson, DKeaton e KReaves. A parte da comédia tem bons momentos (e eu não sou de me rir com facilidade), é leve e entretem. Enfim, é giro mas não genial... um pouco como alguém que é tonto mas não louco.
Na parte romântica penso que peca pelo excesso. As cenas em que cresce o envolvimento entre os dois mais velhos protagonistas têm falhas de credibilidade... mudam demasiado sem razão aparente e, principalmente a DKeaton, insiste em expressões faciais exageradas que me tiraram um pouco do sério.
Se o filme terminasse 2 minutes antes, diria que era aceitável. Os 2 minutos finais tornam o conjunto suficiente.
Tom Raider II... o Regresso da Diva.
Aqui há 2 semanas nao resisti e achei que esta era a melhor escolha do lote miserável disponível no BBuster.
E tinha razão.
Grande filme. O argumento(???) é fraco, a acção miserável, os desempenhos sem ponta por onde se lhe pegue. As paisagens em Gales são giras. A cena de queda livre com papagaio humanos é bonita de ver e mais interessante ainda de ver como foi feita e por quem.
Os extras apresentam um realizador consciente de que está a fazer algo tipo sardinha em lata, que vai explicando como todas as cenas mais paradas eram cortadas a bem do bom desenrolar a acção. Se a diva não está aos saltos, a andar num veículo estranho ou a utilizar uma arma kitada é lixo.
Explicam também como toda a parafernália utilizada e algumas das proezas protagonizadas pela diva foram impostas por ela própria... excelente ponto de partida para escrever um argumento, parece-me a mim. Ela deve divertir-se bastante a fazer o filme, e como está claro, nós também... pelo menos um pouco... e se não nos divertimos pelo menos vemos a diva.
trés, trés jolie
Apresenta...
Em colaboração com o Hospital Joaquim Urbano, nas comemorações dos seus 120 anos, um ciclo de cinema com a temática "SIDA: prevenir a infecção, despertar consciências e mobilizar recursos:
dia 16 de Março-As horas, de Stephen Daldry
dia 23 de Março-Filadélfia, de Jonathan Demme
dia 6 de Abril-Tudo sobre a minha mãe, de Pedro Almodóvar
dia 13 de Abril-Noites Bravas, de Cyril Collard
dia 20 de Abril-Kids, de Larry Clark
Local: Auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett.
Horário da sessão: 21h30
Entrada Gratuita.

Só no passado domingo é que vi este filme de Michael Winterbottom, que em Portugal estreou decorria o ano 2000. Digo "só", porque faço parte do público alvo do filme, porque acredito que 24 Hour Party People, diz mais a quem viveu de alguma forma o fenómeno musical de Manchester, denominado "Madchester", que ocorreu entre 1976 (ano em que começa o filme) até final dos anos 80, iniciozinho dos 90.
Como filme não é por aí além, como "falso" documentário é delicioso. Falso documentário porque apesar de narrado por um dos seus protagonistas: Tony Wilson, cérebro da célebre Factory Records, fabulosamente interpretado por Steve Coogan, é feito de uma forma muito peculiar e porque mistura ainda um pouco de ficção com realidade.
O filme começa com o 1º concerto dos Sex Pistols, onde apenas estão 42 pessoas, algumas delas iriam + tarde ser elas próprias centro da atenção musical, como os Joy Division, New Order e Simply Red.
Mas 24 Hour Party People retrata sobretudo o aparecimento, a ascensão e a queda da Factory Records, bem como das bandas que lançou, como Joy Division, New Order, Happy Mondays.
Os Happy Mondays apesar de desconhecidos para muita gente em Portugal marcaram a minha adolêscencia (devo isso ao meu primo mais velho que já vivia a cena de manchester desde os depressivos, mas geniais Joy Division - momento lamechas do post)
Também por isso o filme é para mim ainda mais delicioso. Saber por exemplo que os manos Ryder foram gravar um álbum para uma ilha (Barbados) porque estavam demasiados viciados em heroína (isso não nunca foi novidade para ninguém) e vieram de lá viciados em crack, é uns dos momentos cómicos do filme.
De qualquer forma para quem não viveu "Madchester" este filme pode funcionar como um documentário, mais ou menos interessante. Dependerá de cada um.
Como já disse no post anterior, foi o meu favorito do Fantasporto deste ano. Já sabia mais ou menos ao que ia, mas surpreendeu-me pela positiva. Estava à espera da divertida comédia, mas não estava à espera dum musical desajeitado, e logo eu que detesto musicais, mas este, a par com o musical de Woody Allen, vai para a minha pequena estante de filmes musicais preferidos. Talvez por isso mesmo, por ser assumidamente desajeitado, os actores são péssimos a cantar e as coreografias são engraçadissimas.
Michael Rechtshaffen do Hollywood Reporter define bem este filme:
"O musical espanhol "O Outro Lado da Cama" é uma farsa sexual tão leve e divertida que mais parece uma bolinha de algodão-doce que vai se desfazer no ar."
O filme do veterano realizador de comédias pelos vistos já é de 2002 - não percebo muito bem como só passados 2 anos, entra em concurso num festival de cinema de um pais vizinho - e em Espanha foi um dos maiores sucesso de bilheteira de 2002.
Quem quiser ver o trailer, pode fazê-lo aqui.
Pena que em Portugal apenas se continuem a fazer 2 tipos de filmes; os da velha guarda, para intelectual ver, feitos apenas para satisfação pessoal do realizador, e que são genericamente uma seca; e os filmes ridículos, onde infelizmente, o Diogo Infante parece ser peça constante.
Estes são os filmes que este ano fui ver ao Fantas.
A lista está ordenada por ordem de preferência.
Apenas uma nota, o filme "THE GREEN BUTCHERS" fica em último lugar, não pela sua qualidade cinematográfica, mas sim pelo tema do filme. Humor negro-doentio depois de uma divertida comédia como o "EL OTRO LADO DE LA CAMA", cai sempre mal.
EL OTRO LADO DE LA CAMA de Emilio Martinez-Lazaro (Espanha)

"Sonia (Paz Vega) ama Javier (Ernesto Alterio), que ama Paula (Natalia Verbeke), que, por sua vez, acaba de deixar o namorado Pedro (Guillermo Toledo). Pedro é amigo de Javier, que é amante de Paula, que não pode ver Sonia. Paz Vega (“Lucia e o Sexo”) e Natalia Verbeke (“El Hijo de la Novia”) juntas numa comédia romântica sobre amor, sexo, amizade e mentiras... muitas mentiras, tudo numa verdadeira homenagem a Jacques Demi." in Fantasporto
I’M NOT SCARED de Gabriele Salvatores (Itália)

"Vencedor do Oscar da Academia de Hollywood, para Melhor Filme Estrangeiro com “Mediterrâneo”, o realizador de “Nirvana”, Gabriele Salvatores, volta ao Fantasporto com “I’m not Scared”, um filme sobre o fim de todos os sonhos, quando uma criança se apercebe que a vida de adulto não é tão perfeita quanto parece." in Fantasporto
PERFECT STRANGERS de Gaylene Preston (Nova Zelândia)

"The Man (Sam Neill) parece-lhe ser o homem ideal. Ela, Melanie (Rachel Blake) deixa-se envolver e, é levada para uma situação sem saída. Um assassinato ocorre e somos assombrados pela ambiguidade. Num mundo cheio de contradições, “The Perfect Strangers” representa o mistério e o romance que muitos de nós procuram." in Fantasporto
THE GREEN BUTCHERS de Anders Thomas Jensen (Dinamarca)

"Dois talhantes descobrem que há carnes melhores que outras, e essa descoberta pode conquistar toda uma clientela para o seu estabelecimento. O argumentista de dois filmes “Dogma 95” (“Mifune”, 1998 e “The King is Alive”, 2001) Anders Thomas Jensen assina aqui a sua segunda realização, uma hilariante comédia, com muito… mas mesmo muito humor negro." in Fantasporto
Acabo de constatar que o Senhor dos Aneis monopolizou os prémios deste ano: 11 nomeações para 11 estatuetas.
Eu que gostei tanto da triologia. Fiquei apenas pelo 1º filme, chegou e bastou!
Txiii... sou 1 cinéfilo de 3ª categoria que não se entusiasma por 1 filme tão premiado.
A lista dos vencedores:
Melhor Filme: The Lord of the Rings: The Return of the King
Melhor Actor Principal - Sean Penn "Mystic River"
Melhor Actriz Principal - Charlize Theron "Monster"
Melhor Realizador - Peter Jackson "LOTR: The Return of the King"
Melhor Documentário Curta-Metragem - "Chernobyl Heart"
Melhor Documentário - "The Fog of War"
Melhor Filme em Língua Estrangeira - "Les Invasions Barbares"
Melhor Montagem - "LOTR: The Return of the King"
Melhor Canção Original - "Into the West" de LOTR:The Return of the King, Fran Walsh, Howard Shore e Annie Lennox
Melhor Banda Sonora - "LOTR: The Return of the King", Howard Shore
Melhor Som - "LOTR: The Return of the King "
Melhor Montagem Sonora - Master and Commander: The Far Side of the World
Melhor Fotografia : Master and Commander: The Far Side of the World
Melhor Argumento Adaptado - "LOTR: The Return of the King", J.R.R.Tolkien
Melhor Argumento Original - "Lost in Translation" - Sofia Coppola
Melhor Caracterização - "LOTR: The Return of the King"
Melhores Efeitos Especiais - "LOTR: The Return of the King"

A propósito do DVD que saiu na passada 5ª feira, dia 26 de Fevereiro, no Diário de Noticias.
Quanto a mim, um dos melhores filmes do Woody Allen dos últimos anos e curiosamente o que mais sucesso fez no USA.
Este "Small Time Crooks" está mais próximo da filmografia mais antiga do realizador, baseada no humor “puro”.
Eu comprei!
Contagem decrescente para polémica "A paixão de Cristo" de Mel Gibson
A estreia europeia do filme "A paixão de Cristo", polémica realização de Mel Gibson, sobre as últimas 12 horas da vida de Jesus Cristo, está prevista para dia 1 de Março em Varsóvia. O filme será projectado no santuário mariano de Czestochowa.
A película, que tem originado forte celeuma entre a comunidade judaica americana, estreia nos EUA já na próxima quarta-feira, justamente Quarta-feira de Cinzas, data do início da Quaresma.
Mel Gibson é acusado de fomentar o anti-semitismo ao atribuir todas as responsabilidades pela crucificação de Cristo aos judeus. O realizador e actor defende-se alegando que "A paixão de Cristo", com Jim Caviezel no papel principal, e Monica Bellucci a dar corpo a Maria Madalena, é sobre "o enorme sacrifício de Cristo". Numa entrevista ao canal de televisão US TV, Gibson disse que "ser anti-semita é não ser cristão".
O Papa João Paulo II já assistiu ao filme em Janeiro, num visionamento privado de que não saiu qualquer sugestão de censura, apesar de o chefe da Igreja Católica se ter também escusado a dar o seu aval.
Confirmação Almodovar abre festival de Cannes

"La mala educacion", o novo filme do realizador espanhol Pedro Almodóvar, vai abrir a 57.ª edição do Festival Internacional de Cinema de Cannes, em França, a 12 de Maio, anunciou a organização. "Inaugurar o festival de Cannes significa o ponto alto da lua-de-mel que eu tenho vivido há anos com o público francês", afirmou o cineasta, sublinhando que "é a primeira vez que um filme espanhol dá início ao festival".
O novo filme, actualmente em fase de pós-produção, conta a história de dois rapazes e um padre de uma escola católica em Espanha, na década de 1960, que se reencontram anos mais tarde. A jovem estrela mexicana Gael García Bernal, protagonista de "O crime do padre Amaro", ocupa o papel principal, na figura de um travesti.
Apesar de "La mala educacion" abrir o festival, ainda não está definido se o filme integra a competição.
Fantasporto mais fantástico, apesar da crise
"Financeiramente é uma edição de resistência, cinematograficamente é um Fantasporto "muito à Fantas, muito de meter medo". Com o arranque oficial marcado para as 21h15 de hoje, a 24ª edição do Festival Internacional de Cinema do Porto aproveita o embalo que a produção mundial de cinema fantástico parece ter ganho no pós-11 de Setembro para apresentar um cartaz mais "gore" do que o dos anos anteriores, em que a aposta na secção oficial Semana dos Realizadores roubou algum terreno ao género-fétiche do Fantas. Desta vez é ao contrário: prioridade clara ao fantástico, porque é obrigação do festival acompanhar as tendências da produção internacional. E, salienta Mário Dorminsky, responsável pelo Fantasporto, "o cinema fantástico está neste momento em alta nos EUA, na Europa e na Ásia". in CineCartaz
Apesar de ser um espectador assíduo do fantasporto, os filmes "gore" não fazem muito o meu estilo, apenas alguns me convencem. Por isso aqui fica a apenas lista dos filmes que me interessam ver. Não irei a todos, apenas é um filtro do resto + datas e horas compativeis.
Rivoli - Grande Auditório
2ª 23/02
Ascencion - 15.30
I'm not scared - 21.15
Cabin Fever - 23.15
3ª 24/02
Perfect Strangers - 21.15
The Locals - 23.15
5º 26/02
El outro lado de la cama - 21.15
The last horror movie - 23.15
aviso: contem cenas eventualmente chocantes
6ª 27/02
Robot Stories - 1.00
Sábado 28/02
innocence -15.30
auto da compadecida - 17.45
the cooler - 21.15
domingo 29/02
15.00 / 17.00 / 18.45 / 21.15 / 23.15 - filmes premiados
2ª feira
bibi blockserg - 16.00
auto da compadecida - 21.15
motown - uma história - 23.15
Rivoli - pequeno auditório
domingo 29/02
15.15 / 17.15 / 21.00 / 23.00 - filmes premiados
AMC
4ª 25/02
motown - uma história - 22.20
5ª 26/02
impulsos - 17.40/20.00
auto da compadecida - 22.20
6ª 27/02
bibi blockserg - 22.20/00.40
domingo 29/02
13.00 / 15.20 /17.40 /20.00 / 22.20 / 00.40 - prémios fantas
Para quem é apreciador sugiro no grande auditório do rivoli este:
4ª 25/02
Texas Chainsaw massacre - 24.00
30 anos depois do original, o mito do cinema de terror está de volta num remake de Michael Bay.
aviso: contem cenas eventualmente chocantes
Para quem gosta de música, sugiro o documentário sobre a editora Motown.
Para trás ficaram alguns potencialmente interessantes como, Fear X com o actor jonhn turturro e com banda sonora de brian eno; 800 balas, beyond re-animator (estilo "gore") e norfthfork ( q deve estreiar brevemente nas salas de cinema), pode ser que alguns deles sejam premiados.
Quatro filmes em estreia esta semana
"Pago para Esquecer" com Aaron Eckhart, Ben Affleck e Uma Thurman nos principais papéis. Realizador: John Woo.
"Desaparecidas" com Cate Blanchett, Tommy Lee Jones e Val Kimer. Realizador: Ron Howard.
"Gothika" com Charles Dutton, Halle Berry e Robert Downey Jr..Realizador: Kassovitz.
"Pequenos Golpes" com Daniel Auteuil, Kristin Scott Thomas e Pascale Bussières. Realizador:Pascal Bonitzer.
fantasporto 2004
está a chegar!
O 24º festival tem inicio dia 20 de Feveiro e termina dia 28 do mesmo mês.

(parece que o corte orçamental deste ano também afectou o site. está uma merda. qual manta de retalhos!)
mystic river

ontem fui ver e gostei, bastante aliás. pena seja, como diz a minha querida esposa, que ultimamente os filmes que nos tem marcado mais são sempre à volta da violência e perturbações mentais.
no entanto, a parte final do filme não me convenceu particularmente em alguns pontos, achei-os pouco consistentes. não vou estar aqui a enumerar o que não gostei concretamente porque não quero apanhar o nosso único leitor ;) desprevenido, caso este ainda não tenha visto o filme de clint eastwood. eu pelo menos detesto, mas detesto mesmo, que me contem o mais ínfimo detalhe, o mais insignificante pormenor de uma passagem de 1 qualquer filme que eu ainda não tenha visto e que tencione ver.
estreia...
foi para mim a ida aos cinemas castello lopes no recente inaugurado shopping cidade nascente. fomos lá porque tínhamos aquela promoção do jornal expresso, 2 bilhetes pelo preço de 1, e confesso que foi uma experiência agradável, tirando alguns pequenos pormenores, tipo os néons encadeantes à porta de cada uma das salas de cinema e a notória falta de experiência de alguns dos funcionários.
foi agradável porque me foi devolvido algo que já não tinha em simultâneo há muito tempo numa sala de cima: conforto e silêncio.
conforto, porque existe espaço suficiente entre as filas para se puder estar, sem ter os joelhos colados no banco da frente (shopping cidade do porto)
conforto ainda, porque são salas bastante melhores que as velhinhas, passos manuel e nun'alvares.
silêncio, porque estavam meia dúzia de gatos pingados na sala e pelo que consta e por enquanto, é habitual estar bastante menos gente do que em salas como o AMC, Nortshopping e GaiaShopping.
vamos ver quanto tempo dura.
ah...já me esquecia! é sempre bonito voltar ao tempo dos filmes com intervalo, para se puder ir ao WC dar uma mijazinha.
até prova em contrário sou cliente.
é mais fácil um camelo
comédia, tragédia, reflexão esquerdista/moralista, tudo isto ou nada disto.
ainda anda pelo nunalvares