setembro 21, 2004

As terríveis listas e as voltas dos computadores

Não percebo nada de colocação de professores...
Sei que os professores são tristemente obrigados a ser especialistas em legislação para perceberem as regras que regulam a sua colocação... é triste... e são muito chatos a falar disso... Já me treinei a nunca perguntar a um professor se vai ser colocado ou não e porquê. Segue-se sempre uma explicação de fazer dores de cabeça.

Além disso irritam de tanto queixume.

Agora como estudioso de informática posso garantir uma coisa: fazer uma lista ordenada tendo em conta diversos critérios, mesmo considerando 100.000 registos, está ao alcance da computação moderna. Estaria ao alcance da computação de há 10 (ou até 20) anos atrás.
É um algoritmo, simples por natureza porque só tem um resultado final possível. Não existe optimização, inteligência artificial, nem necessita de poeira do Sol para funcionar. Só condições e comparações.

Erros só são possíveis de duas formas: mau controlo da entrada de dados (a única coisa que pode não estar sobre o controlo dos programadores) ou má programação.
A má programação resolvia-se de forma simples, efectuando testes exaustivos que permitissem despistar todos os casos possíveis. De preferência antes da vespera da publicação das listas.

Ontem ouvi a Ministra (que pelos visto não dormiu no último fim de semana...) a explicar que o problema é que "o computador leva 7 horas a dar uma volta... 7 horas de computação" e no final foram ver a lista entregue pela empresa de informática e existiam erros. O problema agravou-se "porque na volta seguinte o computador não demorou 7, nem 8, nem 9, nem 10, nem 11, mas muito mais tempo."
Tive pena da senhora. Não tem culpa do que se passa e foi acreditando no que lhe diziam. Foi com uma expressão de alívio total que anunciou às 11 da noite que afinal a lista ja estava pronta só precisava de ser colocada na net... mais 1 ou 2 horas.
Aparentemente foi colocada mas retirada, porque mesmo após mais uma 'volta' a lista continuava com erros. Ora como se tenta sucessivamente um processamento que demora tanto tempo (a 'dar a volta') sem a segurança que o código está correcto não se entende... nem tem graça. Será que é tipo slot-machine e tinham esperança que se tentassem vezes suficientes acabaria por sair um resultado certo?

Pelos visto a empresa de informática que coloca os computadores a dar voltas de 7 a 11 horas é privada. Como será que ganhou o concurso? Será que vai fazer mais fornecimentos para entidades públicas?

Publicado por speculare em setembro 21, 2004 12:08 PM
Comentários

olha é a Compta...
Pres. Ass Geral: Rui Machete, ex. Pres. PSD
Admn. não executivo: Couto dos Santos, ex. Ministro de Educação
a lista de sócios é ... admirável...

consta que as propostas da Novabase e da Pararede eram melhores...

Afixado por: Lullas em setembro 21, 2004 05:10 PM

Couto dos Santos que agora é presidente da Casa da Música.

Afixado por: Frangote em setembro 21, 2004 05:53 PM

deplorável! nem o site deles funciona!
http://www.compta.pt/

Afixado por: bitok em setembro 21, 2004 06:31 PM

A sério que tenho pensado nisto, como é possível um programa demorar 7 horas a ordenar uma lista, vulgo "dar uma volta". Já estive a pensar em todos os maus exemplos de programação e no máximo demorava uma hora. Ou então não funcionava.
Não é necessário trabalhar em programação, eu trabalho, para perceber como se faz um programa deste tipo.
1 - Carregam-se os candidatos.
2 - Cada candidato obtem uma pontuação
3 - Ordenação dos candidatos por pontuação

Este ponto 3 demora segundos e podíamos estar a falar de milhões de registos. o que me parece é que o método de cálculo da pontuação deve estar errado. O que é inacreditável é que esses cálculos não fossem testados.

Afixado por: em setembro 21, 2004 07:08 PM

ESSA PARTE DA ORDENAÇÃO JÁ FOI.
AGORA PARA CADA UM DESSA LISTA ordenada teria que sair a escola em que fica

Afixado por: Lullas em setembro 21, 2004 07:44 PM

Alguém anda a fazer pouco de nós!
Se afinal se consegue colocar manualmente 50 mil professores numa semana, porque raio se gastaram milhões em sistemas informáticos que demoram 4 meses a fazer o mesmo?
E, se é assim, porque não saem as listas de colocação dos professores logo em princípios de Junho, já que os concursos são em Maio?
Há necessidade de se perderem, pelos vistos por capricho ou estupidez, 4 meses - de Maio a Setembro - quando os professores afinal podiam saber logo em Junho para onde irão ser colocados no ano seguinte ?
Andam ou não a fazer pouco da gente?

Afixado por: João Tilly em setembro 22, 2004 07:59 AM

O Governo Português já descobrio como poupar dinheiro. Numa jogada de mestre percebeu que os métodos informáticos alem de mais caros são muito mais lentos.

Afixado por: Cyric em setembro 22, 2004 10:44 AM

boa.. tamos tramados, como já não houvessem suficientes programadores no desemprego!! :\

Se o programa tivesse ficado pronto no tempo estipulado, o ministério não iria mais perder tempo e dinheiro com a elaboração das listas nos próximos anos...
Er.. a não ser com o contracto de manutenção.. há sempre um bom contracto de manutenção na manga :o)

Afixado por: CsL em setembro 22, 2004 11:11 AM

a questão é simples meus amigos:
.a dita empresa estava às portas da falência.
.o contrato para este programa valia milhões.
.mais importante do que testar o programa e te-lo realmente pronto a tempo, era conseguir cumprir os prazos inicialmente previstos para que o $rinho entrasse, como que 1 balão de oxigénio para que a empresa (como ja disse aqui) administrada por ilustres PSD pudesse continuar a laborar.
. será q a expressão q o psd tanto gostou de falar no passado: "jobs for the boys" não assenta que nem uma luva nesta situação?!!?

Afixado por: bitok em setembro 22, 2004 11:23 AM

Acho q estás enganado, a situação q se aplica não é bem essa q referiste, mas sim a realidade das empresas informáticas.

Pelo menos em todas as empresas pelas q passei e onde trabalham amigos meus, apesar de nao terem ilustres PSD (além de moi-meme) nos quadros, SEMPRE se deram prazos para ganhar o cliente e NUNCA os prazos definidos pelos técnicos, mesmo que às vezes se estivesse notoriamente a perder dinheiro. Depende da importância do cliente. E o estado é o cliente supremo.

Afixado por: CsL em setembro 22, 2004 01:00 PM

informatizar um processo que pode ser feito manualmente em 8 dias, NAO PODE ser a obra de engenharia informática suprema. é factível
e em prazos aceitaveis.

Afixado por: Lullas em setembro 22, 2004 01:29 PM

eu so de pensar nesta historia toda começo logo a tremer de tão nervoso.
a unica coisa que consigo dizer é q deve haver algo de mágico na criação dessas listas que ninguém consegue explicar aos informáticos, ou que os informáticos (que toda a gente sabe são autistas por natureza) não consegue perceber...
nao pode ser um problema informatico complicado excepto claro se pedirem para implementar o factor c(unha), isso aí realmente acho que não é possivel.
não é a unica explicação que encontro para tudo isto mas de tantas que podem ser plausiveis é a que me parece mais perto da coisa.

Afixado por: jojobito em setembro 22, 2004 02:04 PM

ja agora umas contas rapidas
vamos supor que faltam colocar 45.000 professores
que isso vai ser feito em turnos a la "tempos modernos" de 20 horas e que temos 9 dias para o fazer. umas continhas rápidas (só porque sou um grande programador, pq se fosse a compta esta volta demorava no minimo meia hora) dizem-nos que é preciso aviar 250 processos por hora.
vamos ser simpaticos e dizer que cada um desses processos demora 5 minutos, isso quer dizer que vai 50 pessoas vao estar nos proximos 9 dias a trabalhar como loucos e de certeza que nunca se vão enganar e claro que todas essas 50 pessoas sabem todos os critérios (que tenho para mim são um segredo dos deuses só revelado a pessoas cuidadosamente seleccionadas) para aplicar em todos os casos que são 9000 que cada pessoa tem que tratar neste cenário.

já agora supondo que essas pessoas até só vão trabalhar 8h/dia entao teriamos que ter 125 pessoas a trabalhar constantemente.
será que ninguém vai questionar isso? sindicatos da função pública não acham que estes trabalhadores vão ser explorados? será que vão ter direito a horas extraordinárias? porque é que tenho (como contribuinte) que suportar essas horas extraordinárias? a compta vai ser responsabilizada? não? porquê, não estava especificado no contrato? e não estava porquê? quem é o responsavel administrativo e /ou politico?...

podia ficar aqui a escrever o dia todo mas tenho que ir fazer um programita que só demora 0,001s a fazer a volta.

Afixado por: jojo em setembro 22, 2004 02:15 PM

foste rápido demais...
50 pessoas * 9000 processos = 450.000 processos

Afixado por: Lullas em setembro 22, 2004 02:21 PM

a ministra já disse que ainda nao é o momento para pedir contas e apurtar responsabilidades...

mas acho que ja na barracada anterior a directora de serviços e o 'men' da informatica do ministerio foram de vela...

se bem que ela ontem fartou-se de salientar que 'os serviços' ractificaram os prazos dados pela compta

Afixado por: Lullas em setembro 22, 2004 02:24 PM

Eu não sei quais factores além do tempo de serviço entram em consideração para o cálculo... mas para MIM os factos sao estes: ou o desenvolvimento foi efectuado sem qualidade, ou então o levantamento de necessidades foi mal elaborado e só agora estão a ser detectadas não-conformidades...
Claro q tb nao percebo pq sempre que vao efectuar uma bateria de testes, fazem-no sobre a base de dados real.. mas enfim.. na verdade não faço ideia o q aconteceu, mas gostava muito de saber!!

Uma coisa me parece obvio, a atribuição de culpas NÃO PODE ser atribuida aos ilustres admnistradores e ilustres empresas portuguesas comparticipadoras, mas sim aos programadores e/ou chefes de projecto.
Como programadora, preferia q fosse aos chefes de projecto. :P

Afixado por: CsL em setembro 22, 2004 02:44 PM

Eu não sei quais factores além do tempo de serviço entram em consideração para o cálculo... mas para MIM os factos sao estes: ou o desenvolvimento foi efectuado sem qualidade, ou então o levantamento de necessidades foi mal elaborado e só agora estão a ser detectadas não-conformidades...
Claro q tb nao percebo pq sempre que vao efectuar uma bateria de testes, fazem-no sobre a base de dados real.. mas enfim.. na verdade não faço ideia o q aconteceu, mas gostava muito de saber!!

Uma coisa me parece obvio, a atribuição de culpas NÃO PODE ser atribuida aos ilustres admnistradores e ilustres empresas portuguesas comparticipadoras, mas sim aos programadores e/ou chefes de projecto.
Como programadora, preferia q fosse aos chefes de projecto. :P

Afixado por: CsL em setembro 22, 2004 02:44 PM

ractificaram?

Afixado por: CsL em setembro 22, 2004 02:47 PM

ractificaram está mal
ratificaram

Afixado por: Lullas em setembro 22, 2004 03:27 PM

My 2 cents:
é típico cortar nos testes quando não há budget/tempo.
é típico assumir que os recursos são todos experts quando pelo menos metade deles devem estar no seu 1º projecto de implementação.
É típico, estarem várias pessoas do Ministério da Educação assignadas a tempo inteiro ao projecto (para apoiar a definição funcional) que provavelmente nunca fizeram nada no projecto.
É típico que o plano de trabalhos não devia ter o tempo real para executar as tarefas, mas sim o tempo calculado sabendo a data limite para entregar o projecto (o que acaba por significar 12 a 20 horas de trabalho diário dos programadores/consultores).
É tipico que em casos como este os valores dos projectos são regulamentados e não calculados pela empresa contratada; ou seja, há um máximo estipulado que não pode ser ultrapassado. Logo "Usa-se" o que se tem, o que pode significar colocar um programador junior no lugar de um analista; cortar na análise; se o desenvolvimento se prolonga, cortam-se nos testes. ou põe-se um programador junior num lugar de um sénior para cortar nos custos.
Finalmente, também é típico que nas reuniões de progresso (se as houve) se tenha andado constantemente a minimizar os atrasos e a transmitir essa ideia ao Ministro, só tendo sido assumida a "barracada" quando já era impossível de remediar...


mais. aposto que quem fez a venda do produto (que como é óbvio só quer facturar, muitas vezes não tem experiência de programação/análise e não tem a noção do que é ou não executável nos prazos determinados) não foi quem fez a análise e tb foi quem fez a programação. E que os programadores, habituados que estavam a asp's, perderam 1/3 do tempo assignado ao projecto a aprender .net. Que como todos sabemos está cheio de pequenos pormenores infimos que lixam a cabeça a quem não está habituado a trabalhar com essa tecnologia.

E ainda mais. O pessoal que fez a inserção dos dados foi recrutado através de empresas de trabalho temporário e não houve o minimo controlo de qualidade dos dados. Ora, dados de input errados implica barracada no output.

Por tudo isto parece-me incompreensivel que o anterior ministro não tenha decidido, à cautela, manter o sistema anterior em paralelo com o novo sistema, só para precaver potenciais barracadas, que como vemos neste caso tb acontecem.

Para a empresa isto é péssimo. Com a crise que aí está, este contrato poderia muito bem ser a tábua de salvação para a empresa. E ainda mais provavelmente, com estes atrasos todos nesta altura a empresa não vai ver nenhum dinheiro. Isto se não estiver já a perder dinheiro. Com as consequências que se sabem (colaboradores no olho da rua, normalmente os que ganham mais e que teoricamente podem ser substituidos por recursos mais baratos e que têm potencialidades para fazer o mesmo)

Não sei se isto é verdade ou não. Mas é tudo "típico" para quem está dentro do "negócio". A única diferença é que este caso mexe com dezenas de milhares de familias e tem sempre uma grande cobertura mediática.

Afixado por: frangote em setembro 22, 2004 03:42 PM

CsL,
"Acho q estás enganado, a situação q se aplica não é bem essa q referiste, mas sim a realidade das empresas informáticas."

obviamente estava a ironizar, mas deixa-me q te diga q a realidade não é apenas essa.

Afixado por: bitok em setembro 22, 2004 04:27 PM

Recomendo uma leitura a esta parte de uma discussão mais abrangente sobre este problema em http://www.gildot.org/comments.pl?sid=04/09/21/0750251&cid=171

O fragmento que eu indico é onde se discute a complexidade deste problema. A conclusão a que lá se chega é que não há forma de obter "a solução ideal", apenas aproximações.

Afixado por: Jazzy em setembro 22, 2004 07:28 PM

Oa perfessores são chatos, mas a ministra é ignorante. o governo é mentiroso e incompetente.

Escolhe lá.

Afixado por: João Norte em setembro 22, 2004 09:14 PM

Caro speculare,

se é um estudioso da informática, dê uma vista de olhos a esta thread no Gildot: http://www.gildot.org/comments.pl?sid=04/09/21/0750251&cid=171

Depois leia isto:
http://www.scienceblog.com/community/older/1999/B/199901088.html

Afixado por: Nuno em setembro 24, 2004 10:25 AM

estudioso felizmente já não sou...

não estudei o assunto como como já aqui foi dito, as regras de colocações parecem segredo só ao alcance de illimunati....

se a complexidade é tal a explicação que a Ministra deu de como iria ser feita manualmente está seguramente truncada e muito mal explicada

Afixado por: Lullas em setembro 24, 2004 10:43 AM

nuno => acho que só estás a olhar para a parte final do problema, quando o que está antes é que é verdadeiramente decisivo.
um sistema de informação deste tipo serve normalmente para automatizar processos.
convém que antes de serem implementados
esses processos sejam optimizado o que normalmente implica pensar quem faz o quê, quando e como e perceber se isso faz sentido.
claro que tudo isto quase nunca é feito porque implica alterações na estrutura dos organismos e como isso não se consegue fazer opta-se por implementar um sistema de informação que tem que responder a todas as condições possiveis e, claro, imagináveis, para além de cumprir a legislação.
como dizia um professor meu eu posso ir do porto a lisboa passando por faro, mas se calhar é mais eficiente se for directo. aqui é o mesmo quer-se implementar um sistema que replica completamente os absurdos na leis e procesoss administrativos... e para isso não vale a pena estar a consumir recursos como grandes matemáticos que mastigam algoritmos ao pequeno-almoço.

Afixado por: jojo em setembro 24, 2004 11:43 AM


Sobre as regras, baseio a minha afirmação no que ouvi ontem na SIC notícias e hoje no PÚBLICO.

Acho que mais uns dias e ouviremos falar das regras com mais detalhe. Afinal de contas são públicas.. ou não?

Afixado por: Nuno em setembro 24, 2004 12:24 PM


Sobre as regras, baseio a minha afirmação no que ouvi ontem na SIC notícias e hoje no PÚBLICO.

Acho que mais uns dias e ouviremos falar das regras com mais detalhe. Afinal de contas são públicas.. ou não?

Afixado por: Nuno em setembro 24, 2004 12:28 PM

Colocado sobre uma encomenda destas a 1ª opção seria a análise dos dados a processar, neste caso candidaturas dos professores. Surgem algumas questões que pertinentes sobre a qualidade destes dados:
- porque é que um professor tem de descrever todos os anos a sua carreira? o ordenado é pago todos os meses, será que não sabem onde é que ele esta a trabalhar? se sabem porque é que lhe perguntam? se não sabem é muito grave não é? ser o candidato a fornecer os seus próprios critérios de avaliação.

- como é que estes dados chegam ao sistema? gostaria de poder confirmar se foi contratada alguma empresa de trabalho temporário para a introdução de dados, como ouvi dizer, é que este método provoca uma margem de erro inadmissível num processo destes.

Sobre o algoritmo de processamento:
- Lembram-se de uma noticia sobre uma norma de ordenação que recorria ao resto de uma divisão e fez com que muitos professores descessem uns pontos na tabela? Não ha software que resista à estupidez. Será que esta norma é caso único?
- A competência da definição de um processo geralmente cai sobre os consultores e analistas muito antes do trabalho chegar a um programador. Quem fez este trabalho? A Compta? Ou o M.E.? Não me cheira que seja trabalho de profissionais com formação na área da Informática.

Sobre a metodologia de implementação:
- Porque é que não há processo paralelo, numa implementação que começou a correr mal em Abril??? Vamos esquecer que estamos no M.E., e estávamos a falar de uma industria. Acham que o "cliente" do software ia ficar sem produzir devido a um software falhado?(sim porque eles acontecem). Todos os intervenientes políticos do processo, demonstraram um desprezo enorme sobre o objectivo ultimo a ser conseguido, jovens sentados nas salas de aula.
- Porque é que os dados são publicados sem estar verificada a sua integridade?

Os fluxos de informação automáticos privilegiam a transparência, rapidez e eficácia. São o remédio para sistemas nublosos, sem fim nem propósito que se lhe veja, enfim, a Informática podia ser um grande contributo para que a administração publica saia do lodaçal em que se encontra, mas, estes processos tem corrido mal nas finanças, segurança social, ministério da educação... Como é que se decidem estes concursos? Quem beneficia com estas situações?

Todos nós iríamos beneficiar se fossem apuradas responsabilidades e tomadas medidas, mas não tenho grandes expectativas.

Afixado por: Costa Filipe em setembro 24, 2004 12:45 PM

mas tens dúvidas que 'vai ser aberto um RIGOROSO inquério para apurar responsabilidades'?

a conversa é sempre a mesma e dá logo para desconfiar porque acentuam tanto a palavra RIGOROSO... dá-me sempre ideia de redundância, porque não vejo como se pudesse anunciar que vai ser feito um inquérito 'pouco rigoroso' ou inquérito 'ligeiramente baldas'.

mas aposto que vamos ouvir estas palavras... faz parte da natureza das coisas...

Afixado por: Lullas em setembro 24, 2004 03:59 PM

melhor mesmo é não aceitarem um inquérito parlamentar porque ia dar azo a aproveitamento politico da situação.
para quê a existência de inquéritos parlamentares? ou há casos em que se consegue garantir que não há aproveitamento politico?

Afixado por: jojo em setembro 24, 2004 04:33 PM

ache super 10

Afixado por: paula em novembro 18, 2004 02:09 PM