Confesso que ontem achei que o ex-Durão, actual José Manuel ou simplesmente Barroso, esteve muito bem na sua 1.ª conferência de imprensa como Comissário Europeu.
Muita descontracção e boa disposição, estilo fortemente confiante e orgulhoso, tudo expresso num inglês fluente e bem entoado.
Matou o seu passado Maoísta en passant, passou minuto e meio a explicar o seu nome e como gostava que o tratassem, e num rasgo à Mourinho ou Scolari, em respota a como se sentia por ser o mínimo denominador comum encontrado para o lugar, debitou o seu curriculo: Secretario de Estado aos 29 anos, dos mais novos Ministros europeus de sempre, Primeiro-Ministro e agora Comissário Europeu. Como ainda há pouco disse Scolari ele repetiu: "deve ter sido sorte, o que é bom, porque a Europa precisa de sorte".
O que me desgostou um pouco foi vê-lo a assumir uma postura que não assumia cá. Onde está o ar carrancudo, soturno e miserabilista típico dos políticos portugueses? O seu ar irradiava felicidade. Se calhar esta é uma faca de dois gumes e o meu desgosto pouco fundado. Por muitas voltas que dermos, no nosso país uma conferência de imprensa daquelas garantia-lhe epítetos de arrogante para baixo. No entanto, se alguém for dando o exemplo (e um Primeiro-Ministro é um bom começo), talvez o nosso subsconsciente colectivo se comece a habituar que um estilo auto-confiante, orgulhoso e optimista não é mau, logo que acompanhado de competência, profissionalismo e resultados.
Foi muito curioso de ver como a atitude mudou perante o cenário diferente.
foi fazer de palhaço .. começou bem
Afixado por: cris em junho 30, 2004 01:38 PM