nem de propósito. na sexta feira comprei "o principe" de nicolau maquiavel, essa obra de referencia do exercicio do poder escrita por volta de 1500.
de uma forma muito simplista podemos dizer que nessa obra ele advoga um pragmatismo extremo na resolução dos problemas de governação (e não só) ditando claramente que os fins justificam os meios.
ou pegando na definição da infopédia: "Convicção de que é lícito que o Estado ou uma figura de poder utilize todos os meios, mesmo os mais pérfidos, para alcançar um determinado fim. Este idealismo associa-se à perfídia, à ironia e à velhacaria."
só assim se consegue perceber o cumprimento amigável entre xanana e wiranto.
para quem já não se lembra (e o xanana deve estar entre eles), wiranto era "Ministro de Defesa da Indonésia e Chefe das Forças Armadas daquele país durante os massacres no processo de independência. Em Fevereiro de 2003, a Unidade de crimes Graves da ONU indiciou Wiranto para responsabilidade de comando em crimes que incluíam assassínio, persecução e deportação ilegal."
mas como vimos a necessidade de viabilizar um país sem qualquer riqueza (para além do petroleo explorado pela austrália) não se coaduna com estes sentimentalismos bacocos