
"Inacessível desde há quase quatro séculos, o Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, em Coimbra, abre ao público na terça-feira, embora de forma condicionada."
O templo de estilo Gótico Mendicante onde se instalaram as clarissas está a ser alvo, desde 1995, de uma complexa intervenção de restauro, dificultada pela constante inundação da parte mais baixa do edifício, que obrigou os técnicos e projectarem "soluções criativas".
A abertura oficial ao público será feita segunda-feira, na presença do primeiro-ministro, Durão Barroso, e do ministro da Cultura, Pedro Roseta, segundo uma nota da Delegação Regional de Coimbra do Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR).
Tendo em conta que o local é ainda uma espécie de "estaleiro em obras", como refere o próprio coordenador do projecto, Artur Côrte-Real, as visitas são condicionadas e obedecem a algumas restrições, sendo obrigatório o uso de capacete de protecção.
Com início regular a partir de terça-feira, as visitas serão feitas por marcação prévia e em grupos com um máximo de 15 pessoas, orientadas por um guia no percurso fixo.
De terça a sexta-feira funcionam entre as 16h00 e as 20h00 e aos fins-de-semana entre as 14h00 e as 19h00.
O templo começou a ser construído em 1286, como Mosteiro das Donas (extinto em 1311), e, por desejo da rainha Santa Isabel, em 1314, foi fundado com a designação que ainda hoje tem.
Concluído na margem do rio Mondego e sagrado em 1330, o mosteiro acabou por ficar marcado pelas cheias, que levaram D. João IV a ordenar a construção de um novo templo, numa zona mais alta da cidade, para onde as religiosas se transferiram em 1677.
A água que conduziu o Mosteiro ao esquecimento e estado de ruína acabou por ser também a salvação de todo um património - o nível inferior da igreja e a totalidade do claustro maior - "congelado" durante quase quatro séculos.
Ao longo dos trabalhos têm sido detectados importantes vestígios arqueológicos, nomeadamente um conjunto de estruturas arquitectónicas num estado de conservação considerado notável.
No final do ano passado, os técnicos conseguiram manter o edifício seco, com a construção de uma "cortina de contenção periférica", acompanhada por um sistema de drenagem e bombagem capaz de escoar a água que pode afluir à zona das escavações, o que permitirá a "requalificação da ruína", disse à Lusa o coordenador do projecto.
No âmbito de um concurso internacional de arquitectura, será construído um novo edifício na área do mosteiro, que inclui um centro interpretativo, auditório, laboratório de conservação e restauro, áreas pedagógicas e cafetaria.
A obra deverá ser lançada no próximo ano, prevendo-se a sua conclusão para finais de 2006 ou início de 2007, referiu Artur Côrte-Real.
Quanto ao restauro e conservação do templo, da responsabilidade do IPPAR, a intervenção feita visa "manter o carácter de ruína do edifício, de forma a permanecer disponível para outras investigações", sublinhou.
Os achados arqueológicos, recolhidos e organizados em estaleiro, aguardam um programa de restauro, estando em elaboração os levantamentos de pormenor.
"A implementação de um programa de conservação é de enorme complexidade, tem de ser feita a requalificação do conjunto, intensificam-se estudos e investigações", explicou Artur Côrte-Real.
Retirado de http://ultimahora.publico.pt/shownews.asp?id=1193807
Outras informações aqui.
Publicado por bitok em maio 14, 2004 04:17 PMo aprender portugal a bombar...
ouvi dizer que o digaomanel.com vai criar uma secção semelhante.
é preciso dinamizar o blog.
não é viável estar constantemente a postar sobre futebol.
Muitobem!!!
è preciso desanuviar da bola tb!
Afixado por: mfz em maio 14, 2004 05:44 PMok
so falarei outra vez de bola quando for para felicitar o slbenfica da vitoria na Taça...