Ontem na Nova2 tropecei num excelente documentário da BBC.
Explicava, com base na teoria da evolução, muitos dos instintos com que nascemos e vamos desenvolvendo e qual a sua (hipotética?) origem.
Há alguns que são óbvios como o de fuga ou ataque, em que numa situação extrema de perigo o aumento de adrenalina pode permitir ter força ou velocidade perfeitamente acima do normal para atacar ou fugir do perigo.
Outro é o de correr um risco desmesurado numa situação limite.
Ou ainda o de conseguir suportar uma dose incrível de sofrimento quando se está focado num objectivo importante (o caso apresentado era voltar a ver os filhos e nem entro em pormenores...).
Gostei da explicação apresentada para um fenómeno que sempre me intrigou. O porquê do meu medo instintivo de cobras (que para muita gente é de aranhas também).
Fizeram uma experiência com cobras que não eram perigosas colocadas num recipiente e uma nota de 100 usd lá dentro a ver quem conseguia superar este medo. Medo totalmente irracional neste caso, porque as pessoas nunca tinham tido qualquer experiência com cobras e sabiam que elas não eram perigosas...
Muito poucos conseguiram vencer o medo.
A explicação é que este tipo de répteis, há muitos milhares de anos significam um perigo de morte para as espécies que nos precederam... esse instinto continua a ser transmitido geneticamente de geração em geração. Só assim se encontra explicação para um medo irracional tão fácil de encontrar em
todas as partes do mundo e em culturas tão diferentes.
A explicação é exactamente a mesma para sermos atraídos desde bebés pelo que é doce. As espécies que nos antecederam só sobreviveram porque foram aqueles aque mais energias conseguiam acumular. Essa energia provém dos alimentos, está claro, que quanto mais calóricos mais garantiam a sobrevivência de quem os conseguia obter.
Estaremos assim condenados a ser obesos???
Por último, o que achei mais fantástico foi o instinto do nojo. Nunca tinnha pensado nele como um instinto mas a explicação é convincente. Os testes apresentados demonstravam que temos sempre mais nojo daquilo que associamos instintivamente a bactérias ou germes. E não pensemos que isso se trata de uma questão de educação porque este padrão vem de há milhares de anos e o conhecimento científico de bactérias há umas centenas ou dezenas.
Um teste absolutamente espantoso deste instinto é o seguinte.
Peguaram num piaçaba acabado de tirar da embalagem e esterilizado. Mexeram com ele num prato de sopa à frente duma pessoa e desafiaram-na a comer...
Fez uma cara feia e recusou. Racionalmente não faz sentido mas o
instinto está lá para defender a perpetuação da espécie.
tb vi oo programa. mt catita deveras.
claro q tive de deixar de ver qd um homenzinho tava a contar como teve de cortar o próprio braço..